<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365</id><updated>2011-12-15T13:35:41.186-08:00</updated><category term='Lorena Souza'/><category term='Diário'/><category term='descrição do colega'/><category term='dialogo'/><category term='Fluxo de consciência'/><category term='pauta'/><category term='cinema'/><category term='Descrição do Salão Glória'/><category term='Descrição de colega'/><category term='Diálogo'/><title type='text'>Jornalismo Impresso II</title><subtitle type='html'>Blog da turma de Jornalismo Impresso II do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>342</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4930879581163873540</id><published>2008-12-12T16:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T02:50:01.894-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>Menina assanhada</title><content type='html'>Danielle Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno sábado à noite, com tantas outras coisas para fazer resolvi sentar na porta de casa para jogar conversa fora, saber dos babados, das fofocas da rua e rever os amigos. Tinha pouco mais de quinze dias que não vinha para casa. Conversa vai, conversa vem...todo mundo começou a ir embora, era hora da novela das oito. Só quem acabou ficando fui eu e mais duas meninas, Ananda de 12 anos e Carol de 15. Mesmo assim a conversa continuou e aos poucos o papo foi mudando. Ananda parecendo uma gralha doida não parava de falar. Contou sobre todos os garotos que Jéssica, uma piriguete de 15 anos que tem lá na rua, havia pegado, namorado e transado. Foi aí que de repente ela soltou:&lt;br /&gt;- Dani, tu já assistiu filme pornô?&lt;br /&gt;Eu que nem se quer esperava uma pergunta dessas, respondi:&lt;br /&gt;- Já.&lt;br /&gt;- Tem tempo, mas já assisti.&lt;br /&gt;Só que ai veio à curiosidade, do por que o interesse dela e então perguntei:&lt;br /&gt;- Sim, porque o interesse...&lt;br /&gt;- Anda assistindo eh???&lt;br /&gt;E com a cara mais lavada e na maior naturalidade ela me respondeu:&lt;br /&gt;- O que é que tem?!&lt;br /&gt;- Já assistir um monte lá em casa&lt;br /&gt;- Oxente...&lt;br /&gt;- E quem anda te emprestando esses filmes Dinha (o apelido de Ananda)&lt;br /&gt;- Marquinho (irmão de Jessica) tem um monte menina.&lt;br /&gt;- Teve uma vez que juntou eu, Marquinho, Jessica e Jó (irmão de Ananda) pra assistir&lt;br /&gt;- Então formaram os casais e todo mundo se pegou neh....&lt;br /&gt;- Não menina!!! Jéssica ficou até com Jó, mas eu só tava assistindo...&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Só assistindo!!!&lt;br /&gt;- Oxe minha filha, ainda sou virgem.&lt;br /&gt;- E tu anda assistindo esses filmes pra que mesmo?&lt;br /&gt;- Pra aprender as posições?? (risos e mais risos)&lt;br /&gt;- Neh não é?&lt;br /&gt;- Daniiii, tinha uma mulher lá que gritava...&lt;br /&gt;- Teve outra que tava com dois homens de vez, fazendo cada posição.&lt;br /&gt;Eu e Carol não nos agüentávamos de tanto ri. E o mais interessante é que ela estava cada vez mais empolgada em encenar as partes e os gemidos do filme. Foi ai que eu disse:&lt;br /&gt;- Eitâ, que essa Ananda deve ter um fogo da porra!&lt;br /&gt;- Imagine quando isso começar a praticar...(risos)&lt;br /&gt;Mas agora quem estava de saída era eu. 10 horas da noite e eu ainda tinha um trabalho para começar a fazer.&lt;br /&gt;– Meninas já dei muita risada, mas ta na minha hora...&lt;br /&gt;- Boa noite viu&lt;br /&gt;- Ta cedo Dani, vai agora não, disse Carol.&lt;br /&gt;- Oxente!!!&lt;br /&gt;- Gostou do papo num foi!?&lt;br /&gt;- Essa Carol é outra, sonsa...&lt;br /&gt;- Eu não!!!&lt;br /&gt;- Ta bom...Tchau!!!&lt;br /&gt;EEhhh....o mundo até que continua o mesmo, mas essas crianças. HUM...Com certeza não!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4930879581163873540?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4930879581163873540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4930879581163873540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4930879581163873540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4930879581163873540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/criana-ps-moderna.html' title='Menina assanhada'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2125167902092396402</id><published>2008-12-12T16:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T08:29:44.366-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descrição do Salão Glória'/><title type='text'>Uma bolsa no antiquário</title><content type='html'>Astrude Modesto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da placa, a letra &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; e toda a palavra &lt;em&gt;Glória&lt;/em&gt; caíram. Continua no ar, vitoriosamente, entre um pente e uma tesoura de plástico, apenas a palavra &lt;em&gt;sala&lt;/em&gt; em vermelho empoeirado e sem acento. Qualquer um pode ver que o salão é antigo. Mais antigo do que o próprio dono. O cubículo deve ter uns oito metros quadrados. Pelo menos, é esta a impressão que dá abarrotado de objetos velhos inutilizados. Ou utilizados para enfeitar. Resta pouco espaço entre dois sofás, geladeira, frigobar, ventiladores, mesas, troféus, clientes, pássaros, lembranças... A lembrança de Maceió, um barquinho artesanal em cima do tabuleiro de xadrez, em cima da antiga cadeira de barbearia, ao lado de uma planta e dois tatus de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três relógios pendurados nas paredes para não perder a noção do tempo que acontece lá fora. A hora passa lenta no antiquário. O quadro do preto velho está envelhecendo no canto esquerdo, no início da sala, para quem entra. Da mesma posição, o cliente, o amigo, o curioso ou dono do salão pode ver no canto direito, ao final da sala, a figura de Santo Antônio. E a vela de sete dias acesa. Ela também se esqueceu do tempo e passa a impressão de estar acesa há uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mulher no recinto, tão carregado de masculinidade. A barba feita habilmente entre pôsteres do Flamengo, do Vasco, do São Paulo e da Seleção Brasileira. No entanto, a bolsa de palha enfeitada com uma grande flor verde, alças e lantejoulas, está pendurada por um prego, entre os homens do Vasco e do Flamengo, acima do sofá de três lugares. Penso por que a bolsa foi colada de modo tão visível. Logo, observo a aliança que o dono do salão carrega no dedo anelar da mão esquerda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2125167902092396402?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2125167902092396402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2125167902092396402' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2125167902092396402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2125167902092396402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/uma-bolsa-no-antiqurio.html' title='Uma bolsa no antiquário'/><author><name>astrude modesto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12762996387205623763</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-vKoeBKNkVOk/TiysY-SaD3I/AAAAAAAAAH4/Qp6rwWU-bmo/s220/banksy_nola_large.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4848831240086774558</id><published>2008-12-12T15:37:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T15:39:56.723-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>Quando agente menos espera...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Por: Talita Costa&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Era uma tarde de sexta feira, eu havia saído de casa apressada, andava tão confusa ultimamente, que não sabia até aquele momento, para onde deveria ir. Sabia apenas que precisava sair e dissipar aquela nuvem obscura de dúvidas e vontades que pairava sobre minha cabeça e enquanto pensava sobre essas coisas, entrei no primeiro carro que me levaria a novas experiências.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Sentada no banco da frente, sem nem levantar o olhar ou prestar atenção ao que ocorria, ele apareceu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- O cinto – pediu para o rapaz que sentava ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Nesse momento, olhei para ele e sorri. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Boa tarde! Ele disse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Boa tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Naquele momento, percebi que aquela viagem de pouco mais de uma hora, me envolveria numa relação de jogo de conquistas da qual eu não estava acostumada. Aquele homem de 35 anos, não é realmente o tipo de pessoa que eu conheço todos os dias e que claro, não deixaria passar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Passamos metade do caminho em silêncio. Tentei ler um livro, dormir um pouco, enquanto ele pegava e despachava passageiros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Alô! Não minha filha, estou chegando em salvador agora, depois papai te liga – falou ao atender ao telefone. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“FILHA! Será que ele é casado!”, pensei. Procurei a aliança entre os dedos sem encontrar nenhum sinal do que poderia me impedir a prolongar aquele momento. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Foi quando de um impulso, perguntei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Como é seu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Roberto. Porquê?- perguntou sem entender. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Curiosidade. Estava fazendo uma matéria sobre transporte alternativo e todos me informaram que você seria a pessoa mais indicada a falar do assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A partir daí foi fácil chamar a atenção dele pra mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Você é daqui de Salvador?- perguntou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Não. Aqui é só mais um dos meus pontos de troca de carro. Ainda tenho que pegar outro para chegar ao meu destino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Você é de onde? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Um lugarzinho no fim do mundo. Você não conhece.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- E faz o quê lá em Cachoeira?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Faculdade de jornalismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Uma vez eu dei uma entrevista para duas meninas de jornalismo. Acho que a matéria nem chegou a sair.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- É... a minha também não foi pra frente, infelizmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Entre perguntas e mais perguntas, soube sua idade, onde morava, que era solteiro. Ele também não perdia a oportunidade de saber mais ao meu respeito. O interesse entre agente estava tão na cara que as cantadas começaram a ser mais objetivas:&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Você mora aqui há dois anos e eu nunca lhe vi. Por onde é que você andava? – perguntou, não esperando uma resposta, mas dando uma deixa para afirmação que viria a seguir &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;    – Também agora eu não te esqueço mais. Talita....&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A viagem ia chegando ao fim e eu, naquele dia, tinha dissipado a nuvem que pairava sobre a minha cabeça e esquecido por instante das dúvidas que me atormentava. O que estava acontecendo entre nós dois, serviu de consolo para as desastrosas investidas que eu andava dando nos últimos tempos. E de onde&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;agente menos espera a coisa acontece:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Eu vou parar logo mais ali na frente – falei, quando cheguei ao meu destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Não... pode deixar que eu te levo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Não precisa. Eu sempre por ali, estou acostumada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;- Qualquer dia desse eu te chamo pra sair lá em Cachoeira. &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;   - Certo. Foi um prazer conhecê-lo... Pode parar aqui!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4848831240086774558?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4848831240086774558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4848831240086774558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4848831240086774558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4848831240086774558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/quando-agente-menos-espera.html' title='Quando agente menos espera...'/><author><name>Talita Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02443583845293731879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7085751489250573837</id><published>2008-12-12T15:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T08:57:45.263-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Suspiro...</title><content type='html'>Danielle Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou mais um rolé pela praça. Fome, carência, desejo...Não Sei!? Sei! “Quero um homem...” Vai ano vem ano ela quer. Preto. Branco. de preferência magro. Estiloso? Sim, Sim, Claro!!! Este?? Aquele?? Nada agrada, nenhum serve. “Boa noite, o cardápio” ................................“Dois X-Egg Burguer por favor” Esse!!É ele. Sentadas com a cara na rua, o ponteiro segue. O estômago ronca. Fome, Fome, era Fome. Talvez ela não estivesse com tanta fome assim. Passou. Cessou. Nããããããooooooo Ela está com fome SiM!!! O Hambúrguer é outro. Aquele!!! Aquele que pela fresta ela olha. E não cansava, ela olhava. Veio o Desejo. Deseja incessantemente um beijo. “Bem que ele podia trazer a comida.” Não, não mesmo....Veio ela, a velha, a mãe. Pão, Queijo, ovo, carne, salada. HUMM.... DELICIA!!!!!!! Fartas. Cheias. Tudo perfeito!! Deveria ser, mas não era. Era Ele. Não!!! Era Ela!!! Tarde, já está tarde é hora de irmos. A conta!!! Mas antes ela foi, ela entrou, matou o último desejo da noite com mais uma olhadela e saiu. Obrigado!! E ela Suspirou...“Eu não me dou com esse homem”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7085751489250573837?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7085751489250573837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7085751489250573837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7085751489250573837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7085751489250573837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/suspiro.html' title='Suspiro...'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4923746621100202813</id><published>2008-12-12T15:20:00.002-08:00</published><updated>2008-12-12T15:21:29.175-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>Entrevista profissional</title><content type='html'>Toniel Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde de terça-feira. Após ser aprovado no processo seletivo, Cláudio se prepara para a tão aguardada entrevista. Estava impecável. Terno, calça e sapato social preto, barba e bigode bem feitos, unhas limpas, perfume leve e pasta bem conservada. Os comentários eram de que o entrevistador é mau humorado; o que faz Cláudio ficar mais nervoso ainda. Chegando na empresa que atua na área de gêneros alimentícios, a recepcionista autoriza a sua entrada. Ombros alinhados, costas eretas, olhar brilhante, andar correto, postura firme, voz pausada, Cláudio cumprimenta o entrevistador:&lt;br /&gt; - Com licença, boa tarde!&lt;br /&gt; - Boa tarde. - responde o entrevistador.&lt;br /&gt; - Qual o seu nome completo?&lt;br /&gt; - Cláudio da Silva Andrade.&lt;br /&gt; - Fale-me um pouco de si.&lt;br /&gt; - Sou formado em Administração pela Uneb, fiz também um curso á distância de Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, sou uma pessoa centrada naquilo que faço, porém sempre disposto á ouvir e aprender. &lt;br /&gt; - Quais outras características você tem?&lt;br /&gt; - Sou entusiasmado, persistente, responsável, dedicado e criativo.&lt;br /&gt; - O que você procura nesse emprego?&lt;br /&gt; - Vejo como uma oportunidade de ampliar a minha experiência na área administrativa e contribuir para a consolidação da empresa no mercado.&lt;br /&gt;  Até então tranqüilo na entrevista, chega o momento que exigiria mais honestidade e cautela de Cláudio.&lt;br /&gt; - E os seus pontos fracos? – questiona o entrevistador.&lt;br /&gt;  Após uma pausa de cinco segundos, Cláudio responde com franqueza;&lt;br /&gt; - Sou perfeccionista e impaciente.&lt;br /&gt;  Foi a vez do entrevistador fazer uma pausa de seis segundos. Cláudio aguardava a próxima pergunta, mas veio um comentário sobre sua resposta.&lt;br /&gt; - Quanto á isso, geralmente os bons profissionais apresentam essa característica que pode ser trabalhada no decorrer do tempo. Porém estou satisfeito com o seu relato, que será devidamente avaliado pela empresa.&lt;br /&gt; Aliviado, Cláudio se retirou da sala do entrevistador com o sentimento de ter se saído bem na entrevista e de ter boas chances de ficar com a vaga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4923746621100202813?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4923746621100202813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4923746621100202813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4923746621100202813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4923746621100202813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/entrevista-profissional.html' title='Entrevista profissional'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3840808592777057210</id><published>2008-12-12T15:20:00.001-08:00</published><updated>2008-12-12T15:20:42.363-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário'/><title type='text'>E começa mais um dia</title><content type='html'>Toniel Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis e meia da manhã, tempo abafado, beirando os 30°. Inicia-se mais uma semana na vida de Antonio. Após seis horas de repouso e cinco de sono, carros, ônibus e motocicletas exalam poeira e poluição sonora na rua da Rodagem em São Félix.&lt;br /&gt;Em um beco, ao lado de sua casa, ele ouve os já tradicionais comentários proferidos por dois torcedores: um doente pelo Esporte Clube Bahia e outro saudável sem agremiação assumida.&lt;br /&gt;Depois de um banho, o café da manhã acompanhado de um biscoito criado na padaria do centro, mas comprado no supermercado da esquina e pela companheira de quase todas as horas vagas: a televisão. O jornal das 7:15h que, devido ao horário de verão iniciado na primavera, começa uma hora antes, já estava nos 15 minutos finais, na melhor parte por sinal; mostrando os gols da última rodada do Campeonato Brasileiro.&lt;br /&gt;Encerrado o jornal e também a agradável refeição, veste de forma apressada a camisa branca e a calça jeans azul, pois ainda restam alguns minutos até a hora de sair para mais um dia de aula. Minutos esses que serão gastos navegando na internet.&lt;br /&gt;Depois de um longo tempo de três minutos entre o acionamento do botão do estabilizador e a abertura da página do servidor local, autorizando assim a navegação. Observa o seu e-mail que reluta em atender os comandos e desliga, passados dez minutos.&lt;br /&gt;Á caminho da universidade, tudo ao redor parece estar da mesma maneira de sempre: movimentação moderada de pessoas, típico do tamanho da cidade.&lt;br /&gt;Já em Cachoeira, ainda resta um tempo para pegar uma apostila para a aula do dia seguinte na copiadora da esquina. Surpreendentemente, não é preciso esperar longos minutos até a cópia ficar pronta, pois já havia uma apostila guardada.&lt;br /&gt;Ao chegar para a aula, a discussão do texto do dia já havia começado. Sentando-se em uma cadeira que ficava de frente para o quadro “branco” no acanhado espaço da sala de aula, Antonio se situa no tema abordado pelo professor e pelos colegas.&lt;br /&gt;Depois de discutido o texto, hora de preparar as matérias que serão postadas na aula da tarde. Antonio descobre que a gravação da entrevista que iria para o blog, só pode ser ouvida no mp3. É preciso então, transcrever a fala para transformar em texto.&lt;br /&gt;Finalizada a aula ás cinco e meia da tarde, um banho refrescante, um jantar delicioso e um sono reparador espera Antonio em sua casa, encerrando mais um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3840808592777057210?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3840808592777057210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3840808592777057210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3840808592777057210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3840808592777057210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/e-comea-mais-um-dia.html' title='E começa mais um dia'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1943390432087215246</id><published>2008-12-12T15:18:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T15:19:57.233-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Descrição de colega'/><title type='text'>Miss simpatia</title><content type='html'>Toniel Costa&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;     Os cabelos são cacheados, brincalhona, vê-la de mau humor é tão habitual quanto assistir aula no quarteirão Leite Alves. Sempre tem uma “tirada” bem humorada para cada situação.&lt;br /&gt;    No momento veste uma blusa preta e calça jeans. Seu visual é assim; simples e básico. Anda com sua inseparável bolsa.&lt;br /&gt;    Magra, boa estatura, na sala faz parte da “galera do fundão”, porém está sempre atenta ao que acontece na aula.&lt;br /&gt;  Personalidade firme, convicta de suas opiniões, possui facilidade de comunicação com todos. O jeito espontâneo se ser é uma das suas marcas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1943390432087215246?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1943390432087215246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1943390432087215246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1943390432087215246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1943390432087215246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/miss-simpatia.html' title='Miss simpatia'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4512625123303390900</id><published>2008-12-12T15:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T15:18:47.037-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Toniel Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passa das 11 horas da noite, e o bom, velho e “quase sempre assíduo”, sono está demorando para chegar. Preciso descansar por algumas horas e repor as energias gastas em elaboração de texto, preparação de seminário e leitura de apostilas. Enquanto ele não vem, o jeito é utilizar a alternativa que está mais perto do quarto. A televisão na sala. Vamos ver o que temos na programação até o sono chegar. Bendito horário de verão do sudeste e sul do Brasil que me impede de assistir todos os programas de debate esportivo que tanto gosto. Mesa redonda, Terceiro Tempo... É, mas atualmente eles estão tão chatos! Falam do futebol como se esta modalidade fosse o conceito do que é esporte, e do futebol paulista como se o Brasil se resumisse a São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos. Nem a coitada da Portuguesa e o copeiro São Caetano ganham importância nesse monopólio dos grandes clubes. Sem falar no fadado discurso dos jogadores e dos técnicos: “No próximo jogo nosso objetivo é conquistar os três pontos”; “O time todo está de parabéns”.  Próximo canal, filme. Parece que o cardápio da TV aberta atualmente, se resume á produções de ação com orientais (Jackie Chan) e de terror com um enredo difícil de entender. Vejamos os outros. Reprise da sessão da câmara e do senado, programação religiosa, canais de compra, programa de auditório que só toca forró...Depois de tanto passear pelas “vastas”, opções oferecidas pela TV, já estou com sono. Hora de descansar durante as horas que me restam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4512625123303390900?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4512625123303390900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4512625123303390900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4512625123303390900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4512625123303390900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/insnia.html' title='Insônia'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4737552258758263233</id><published>2008-12-12T12:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T14:29:32.932-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrição do colega'/><title type='text'>Ela tem todos os defeitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem mais poderia ser certinha demais, romântica demais, sentimental demais e vaidosa ao extremo? Seus cabelos pretos sempre estão impecavelmente bem arrumados, mesmo quando ela não dá aquela passada básica no salão de beleza. Não chega a ser narcisista, porem acho que ela mantém um relacionamento secreto com seu espelho, no dia que ela não sacar ele da bolsa e dá aquela olhada no seu visu, é por que algo grave aconteceu. Quando temos aula pela manha é quase que automático: ela põe seus óculos escuros que escondem ou aquela tremenda olheira de uma noite mal dormida ou então seus belos olhos negros, fico com a segunda. Sua tez café-com-leite (foi a primeira coisa que me veio a cabeça), esta sempre coberta por um conjunto bem básico, às vezes ela joga um vestido e coisa e tal, mas em Cachoeira não cabe o luxo. É um calor danado! O que mais me surpreende é o que ela carrega: é aquele caderno da Môranguinho (ela vai saber o motivo no acento!) cheirando a produtos femininos que certamente ela usa e traz consigo para a qualquer momento formar o quarteto fantástico: ela, seus brilhos labiais, seu espelho (sempre ele) e seu caderno cor de rosa, certa vez quando ela pediu que eu segurasse seus materiais (entre eles estava esse caderno) eu comentei o meu apreço (aqui vai um tom irônico) sobre essa cor. Agora me responda o porquê desse caderno, logo essa personagem? Se bem que eu acho que tem um pouquinho a ver com ela. Sua estatura que é inversamente proporcional a sua falta de confiança. Ô menina insegura! Por que ela pensa tanto no que os professores vão achar dos seus trabalhos, dos seus textos? Por que ela convive tanto com esses fantasmas. Apesar desses pouquíssimos defeitos, claro em uma visão masculina (vá falar para uma mulher, as que vivem o século XXI que elas não precisam se arrumar tanto! e ela nem precisa disso tudo, não é feia, muito pelo contrário), ela às vezes passa quase por imperceptível (não quero dizer que seja insignificante, longe de mim, mas ela é um pouco tímida, quieta, sei lá...). Ela não é muito quente, nem muito fria. Esta na temperatura ambiente, nem gosta de fortes emoções, tampouco de viver na mesmice. Ela é um meio termo. E tem qualidades, lógico: ser minha amiga, e uma fina leitora de Jorge Amado e Pablo Neruda, isso foi o que consegui descobrir em quase dois anos de convívio, anos que tambem nem me permitem escrever isso, mas quando encontrar com ela, espero que ela tenha lido essa descrição, tenho cartas na manga, descuspas. Afinal ela sabe que o problema não esta em temperamento, em seus defeitos (se é que o que citei for isso) ou em suas qualidades. Ela é esse mosaico mesmo. Como todas as mulheres difíceis de compreender, ou até de decrever também.  Tem dias que ela acaba de chegar na universidade, depois de uma hora de viagem, às vezes ela vem dormindo e diz:&lt;br /&gt;- Tô doida para ir pra casa!&lt;br /&gt;- DANI-se o mundo – penso eu.&lt;br /&gt;Que preguiça! E olha que eu me esqueci de citar isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hamurabi Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4737552258758263233?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4737552258758263233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4737552258758263233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4737552258758263233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4737552258758263233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/ela-tem-todos-os-defeitos.html' title='Ela tem todos os defeitos'/><author><name>Hamurabi Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14545915827098327523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-oWdn-RWqCXA/TZkQig6U_CI/AAAAAAAAAB4/AhGosq81tF8/s220/DSC_8787%2B-%2BC%25C3%25B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-986922098771896560</id><published>2008-12-12T07:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T08:09:24.368-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>Conquistando o mundo</title><content type='html'>Daiane Dória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado. Dia bom para sair à noite e encontrar alguém. Em Salvador, sábado é dia de festa. Pink e Cérebro combinam de sair para conquistar o mundo.&lt;br /&gt;- Passo em sua casa às dez. Diz Pink.&lt;br /&gt;No horário marcado Pink chega. Cérebro já esperava por ele. Resolvem ir a um barzinho mui conhecido na cidade, o Tijuana, onde iriam encontrar outros amigos.&lt;br /&gt;- Olha quem tá ali Pink! Acho que vou lá. Fala Cérebro olhando para uma mesa com três garotas.&lt;br /&gt;- Nem chegou direito hein. Vá lá cara.&lt;br /&gt;A noite segue e Cérebro consegue enfim conquistar a garota. Pink também fica com uma amiga, mas não é nada que vá além do Tijuana.&lt;br /&gt;- Já tô indo véi. Vai ficar aí? Pergunta Pink.&lt;br /&gt;- Não. Só que não vou pra casa não. Dá pra você me deixar ali no Campo Grande? Diz Cérebro afirmando sutilmente que a noite não terminaria ali.&lt;br /&gt;- Vamo lá.&lt;br /&gt;Pink deixa Cérebro e sua acompanhante nu motel e vai levar sua amiga em casa. No caminho, o celular toca, era Cérebro:&lt;br /&gt;- Fala...&lt;br /&gt;- Ô Pink véi, eu tô aqui morrendo de fome. Tem quase uma hora que eu pedi um rango e até agora nada e pra completar ainda ficam tocando a campainha toda hora.&lt;br /&gt;Pink dá uma gargalhada que deixa Cérebro ainda mais angustiado.&lt;br /&gt;- Qual foi cara?&lt;br /&gt;- Você já olhou do lado da porta? Tem uma portinha, a comida tá lá dentro e tão tocando a campainha pra avisar porque vocês estão demorando demais pra pegar. Responde Pink às gargalhadas com sua amiga dentro do carro que ouniu toda a conversa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-986922098771896560?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/986922098771896560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=986922098771896560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/986922098771896560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/986922098771896560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/conquistando-o-mundo.html' title='Conquistando o mundo'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6952562539645330041</id><published>2008-12-12T03:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T04:41:50.935-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>O que é a vida, afinal?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quinta feira pela manhã, estava sentado a mesa, lendo um livro bastante usado com capa vermelha e no centro um quadrado amarelo para destacar o título. Tão concentrado que estava com o estudo, que só fui me dar conta da discussão em seu final. Foram seis estrondos:&lt;br /&gt;- São fogos de artifício – disse alguém.&lt;br /&gt;- Não, não são fogos, isso são disparos de arma – disse meu irmão.&lt;br /&gt;Voltei ao que fazia sem dar importância. Tanto fazia se eram disparos de arma ou fogos de artifício.&lt;br /&gt;O telefone toca.&lt;br /&gt;- Meu Deus! – exclamou minha mãe com a voz quase aos prantos, porem sem derramar uma lagrima – não pode ser, já avisaram para ela.&lt;br /&gt;Preocupado com o tom de voz de minha mãe, não esperei a ligação se completar, corri até ela e perguntei, mais curioso que nervoso, ao contrario dela:&lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;- Seu Zé foi baleado na frente da casa de sua madrinha.&lt;br /&gt;A boca secou. Fiquei sem reação. Agora fazia sentido os seis disparos ouvidos minutos antes.&lt;br /&gt;- Quem lhe avisou?&lt;br /&gt;- Sua madrinha.&lt;br /&gt;- Foi baleado aonde? – não dei tempo para resposta, engatilhei outra pergunta – Já foi socorrido?&lt;br /&gt;- Não sei, estou muito nervosa.&lt;br /&gt;- Liga para o meu pai, fala com ele – disse.&lt;br /&gt;Nada de o celular dar resposta.&lt;br /&gt;- Não atende.&lt;br /&gt;- Continua tentando. Fala para chamar a policia.&lt;br /&gt;Antes de tentar nova ligação o telefone toca novamente.&lt;br /&gt;- Como posso avisar isso para ela? Como avisar que seu Zé foi baleado. Não consigo – falava ao telefone minha mãe que não desgrudava dele.&lt;br /&gt;- E ai? – pergunto&lt;br /&gt;- Foram quatro homens armados que disparam contra ele, que também estava armado. Seu Zé e sua mania de andar armado, eu sabia que poderia acontecer alguma coisa. Ele já ta velho e quer tirar uma de valentão.&lt;br /&gt;- Não sabem em que parte do corpo foi baleado? – perguntei. A essa hora a prova que tinha a noite já fora esquecida.&lt;br /&gt;- Eu vi tudo – disse um vizinha que tinha acabado de chegar em minha casa – os mal encarados, estacionaram o carro do lado lá de casa e saíram como se tivessem perseguindo alguém!&lt;br /&gt;Estava agitado e queria saber mais. Meu pai chegou em casa, disse que a policia já estava no local do crime e que tinha conversado com o filho da vitima, também policial, que lhe disse que seu Zé fora encaminhado para o Hospital.&lt;br /&gt;- Será que não foram as mesmas pessoas as quais ele, semana passada, impediu que assaltassem uma pessoa atirando pára cima, para assustá-los? - essa foi a minha primeira suspeita desde que fiquei sabendo do ocorrido.&lt;br /&gt;- Pode ser.&lt;br /&gt;A tarde já entrava e dessa vez as noticias já vinham mais concretas.&lt;br /&gt;Os assaltantes passaram por seu Zé já o ameaçando:&lt;br /&gt;- Entra velho, entra!&lt;br /&gt;Nosso policial aposentado não é de levar desaforo e saiu ao enfrentamento, mostrando a arma que carrega consigo diariamente.&lt;br /&gt;Houve troca de tiros. Sei Zé foi alvejado por três disparos. Dois na perna e um no estomago.&lt;br /&gt;- Já esta sendo operado – disse minha mãe – quem o socorreu foi o próprio neto.&lt;br /&gt;Mais de uma semana depois, ninguém sabe o destino dos elementos, seu Zé repousa depois do “susto” e recebe muitas visitas.&lt;br /&gt;- Tomara que nosso Charlton Heston, ou melhor, Clint Eastwood entenda que em Hollywood tudo é encenação e deixe de ficar com essa arma para lá e para cá – disse brincando, como consigo brincar uma hora dessas, mas, o que é a vida afinal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hamurabi Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-6952562539645330041?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/6952562539645330041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=6952562539645330041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6952562539645330041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6952562539645330041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/o-que-vida-afinal.html' title='O que é a vida, afinal?'/><author><name>Hamurabi Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14545915827098327523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-oWdn-RWqCXA/TZkQig6U_CI/AAAAAAAAAB4/AhGosq81tF8/s220/DSC_8787%2B-%2BC%25C3%25B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6321161749642443787</id><published>2008-12-12T03:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T03:08:59.449-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Smells like teen spirit</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sábado a noite e aqui estamos nós. A diversão começa, minha respiração é continua e prolongada, cabelos pretos, caindo sobre suas costas, pele clara, seios fartos, ela tinha um aspecto que misturava Capitu e Monalisa, seus olhos profundos e ressaquiados puxavam-me em sua direção, seu sorriso enigmático despertava em mim a libido; sussurrava em meu ouvido, seu hálito era quente e cheirava a sexo, seu corpo encostado no meu revelava sua temperatura. Estava em ebulição. Nervosa... Talvez. Olhava-me com ternura, sorria, roçava seus pés nos meus. Vou ao céu... Impressionante. Poderia durar para sempre, refletia comigo. Não falava nada, permaneci calado. Ela continuava seus sussurros e isso me alimentava cada vez mais. Sete segundos de adrenalina, meus músculos se contraiam ou me traiam. Já não respirava mais, arfava e beijava-me. Estava ofegante. Seu corpo sinuoso agora está disposto sobre a cama. Emparelhados olhávamos um ao outro. Rimos, coversamos coisas tão banais que não caberia aqui. Já não era mais misteriosa, já não tinha ares nem de Capitu nem de Monalisa, seus enigmas foram todos desvendados por mim. Ela se retira, já não cheirava a sexo, cheirava como espírito jovem. Se despede faceira. Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? Pergunto ainda pensando em minutos atrás. Meu corpo agora gelado ainda carrega seu suor, ainda tinha um pouco de seus cabelos, trazia ainda as marcas de sua boca em minha pele, como tatuagem. Guardo as lembranças dessa noite. Acendo um cigarro. A alma de outrem é outro universo... As reminiscências se vão, amanha será outro dia. Estará aqui de novo? Sussurrará novamente? Aguardarei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hamurabi Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-6321161749642443787?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/6321161749642443787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=6321161749642443787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6321161749642443787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6321161749642443787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/smells-like-teen-spirit_12.html' title='Smells like teen spirit'/><author><name>Hamurabi Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14545915827098327523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-oWdn-RWqCXA/TZkQig6U_CI/AAAAAAAAAB4/AhGosq81tF8/s220/DSC_8787%2B-%2BC%25C3%25B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2483765777687110056</id><published>2008-12-11T11:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T11:31:48.825-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>É agora ou nunca</title><content type='html'>O dia é hoje, não tem jeito. A gente já ta nessa enrolação há mais de um mês e as coisas não andam nem pra frente nem pra trás. Será que ele vai chegar na hora? Não, claro que não.Desde o começo que ele nunca chega, só pra me deixar mais nervosa... Eu já o conheço, já sei de muita coisa sobre ele. Merda, por que eu tinha que estar apaixonada?! Até hoje só quebrei a cara com isso. Parece que não aprendo, ou gosto de sofrer. Será que é possível alguém gostar de sofrer? Se não for, não sei diagnosticar meu caso. Não consigo pensar em nada com nada. Já são oito horas, ele sempre chega por esse horário, que ansiedade! Oito e quinze, oito e meia, cadê ele? Penso na festa de ontem, era pra eu ter ficado com alguém, assim não ia ficar tão na cara que eu estou gostando. Mas será que era mesmo? Não consegui. O que será que eu devia ter feito? Paciência, não consigo fazer o que não quero. E olhe que oportunidades não me faltaram. Na verdade só faltou ele. Porque era nele que eu pensava, era ele que eu queria. Eu fiz a coisa certa, não ia agir de um jeito que não sou. Se for pra haver alguma decepção, que seja minha com ele e não ele comigo. Já estou meio que acostumada. A menina ingênua que acredita no amor se prepara pra mais uma. Não, ele é diferente, é diferente de todos os que eu já conheci, tem que ser, eu tô me confiando nisso. Já vão dar nove horas, até que enfim ele chegou. Eu falo? Ou eu não falo nada? Está incrivelmente bonito, parece que veio assim pra me provocar. E muito cheiroso também, como de costume fico viajando em seu perfume. Por onde eu começo? Vamos sentar no quintal, assim ficamos sozinhos e eu consigo criar coragem pra dizer alguma coisa. Digo? Não digo? A essa altura do campeonato ele já percebeu que eu tô diferente, por isso pergunta se está acontecendo alguma coisa. É agora ou não é nunca mais. Porque do jeito que tá não dá pra continuar não, eu to me apegando demais, já vi esse filme... Respiro fundo e vamo lá. O seguinte é esse, a gente já ta “junto” há mais de um mês e eu to começando a gostar de verdade. Ontem eu fui pra festa e não fiquei com ninguém porque pensei o tempo inteiro em você, e quero saber o que você ta sentindo. Do jeito que ta pra mim não dá mais, vou acabar quebrando a minha cara. Pronto, falei demais. Praticamente me joguei pra ele, o que deve estar pensando? Sim, ele está reflexivo, tento quebrar o clima de algum jeito. Fala alguma coisa... Ele muda de assunto e permanece calado, ou falando pouco. Pronto, quebrei minha cara de novo. E o pior é que não adianta esconder, eu to gostando muito. O que eu faço? Tento parecer calma, mas meus nervos estão à flor da pele. Fico quieta observando. Que horas ele vai falar alguma coisa? Passaram-se duas horas até que finalmente quebrou o clima de tensão, porque eu já estava tensa. Me enrolou um pouco e falou sobre algumas coisas sobre as quais não prestei muita atenção, meus ouvidos estavam programados pra ouvir duas coisas, e meus olhos e minha boca já estavam semi-acionados, caso acontecesse o pior. Eu não podia me humilhar, não podia mostrar a minha fragilidade. Seria forte e fria até o momento que ele fosse embora, aí sim eu podia desabar. Que drama, meu Deus, que nervoso. Até que, num determinado momento que em nem consigo lembrar ele diz: “acho que já ta na hora de a gente passar para um compromisso mais sério, não é?” Toda aquela tensão, aquele medo, aquela ansiedade, aquela expectativa se esvaecem do meu corpo num enorme sorriso. Eu sabia que ele era diferente, que nunca me decepcionaria. Não era agora que eu iria errar. De repente tudo se transformou pra mim, e um beijo intenso confirmou minha resposta. “A gente vai ser feliz pra sempre”, foi meu último pensamento àquela noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2483765777687110056?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2483765777687110056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2483765777687110056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2483765777687110056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2483765777687110056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/agora-ou-nunca.html' title='É agora ou nunca'/><author><name>Mariana Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14530584785055614618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='14' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2zU81WQ7TEE/S8u5BrrfBYI/AAAAAAAAALc/30UyOTEitH4/S220/SDC11230+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1344714761692947453</id><published>2008-12-09T11:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T11:28:37.305-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Primeiro beijo...hum será?!</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Queila Oliveira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já são seis horas e estou presa aqui nesse engarrafamento e para piorar esse ônibus lotado. Culpa desse trabalho de História, que eu tenho que entregara amanhã...na verdade culpa dessa professora mal amada, que não tem o que fazer, fica passando trabalho para entregar nessa manhã, em plena sexta-feira. Logo hoje que eu tinha que chegar mais cedo em casa para me ajeitar...afinal não é todo dia que uma BV tem  a chance de ficar com um garoto tão fofo como Adriano...ele é do terceiro ano...as minha colegas vão morrer de inveja...nada desse ônibus chegar...E se não der tempo. Ainda tenho que criar uma desculpa pra minha mãe...o que eu vou dizer?  Minha irmã tem que me ajudar. Tenho que pegar média com ela...acho que vou dar aquele blusa minha que ela tanto gosta. Será que ela me empresta aquela sandália preta dela, ia combinar perfeitamente com aquele meu vestido. Eu não to nem acreditando... é hoje... Esqueci de passar no mercado para comprar umas balinhas, soube que ajuda muito. Quando eu chegar em casa vou continuar treinando com a laranja e o gelo no copo. Tenho que chegar lá craque, para fazer bonito. Andréia ficou de passar aqui para ir comigo, afinal preciso de apoio moral. Tô tão nervosa. Será que vai dar tudo certo? Preciso falar com Deise, ela sempre diz coisas que me deixa mais calma. As meninas sempre falam para eu deixar as coisas fluírem...mas como? Essa minha ansiedade me deixa louca. Aff cheguei em casa...sete horas não acredito..como vou chegar no Iguatemi as oito horas? Vou pedir para minha prima me levar de carro...vou ligar para ela...ai meu Deus...não lembro o número...cadê meu celular?! Eita que bolsa lotada de coisa...eba achei uma balinha..se não conseguir comprar, essa ai vai me salvar...tô imaginado minha prima...ela vai tirar um sarro de mim. Vou pedir para ela me deixar na porta do shopping, assim não corro o risco de minha prima encontrar com ele e começar a falar besteira...aí vou pagar o maior mico. Esse shopping está frio... cadê as meninas... será que vou ter que encarar sozinha? Os celulares delas só andam fora de área. Vou matá-las. Ai meu Deus ele tá vindo...o que  faço....vem ele...será que tô bem? Minha roupa tá legal? Eu escovei os dentes direito...aí meu hálito...minha bala...aí...ai...lá vem...lá vem. Estou parecendo uma menina da roça...calma...calma.... O “oi” saiu com muita dificuldade. Fomos direto para área verde do shopping. Pouca conversa e ele vai logo me agarrando... Hum o que é isso na minha boca. Que estranho. E agora o que faço. Vou pensar em outras coisas....ai meu Deus não consegui...quando é que vai acabar...tenho que pensar nas minhas técnicas...eu treinei tanto no gelo e na laranja... não é possível...será que ela tá percebendo que nunca beijei? E minhas mãos faço o quê com elas? Lá vem a mão boba... homens são todos iguais...não vou deixar...que absurdo...não tem respeito...plaft!! Ai meu Deus...desculpas...tenho que ir tchau...tchau..desculpas...o que foi que eu fiz...que mico..mas bem que ele mereceu..quem manda ser tão cachorro...ele deve ta morrendo de raiva de mim...eita amanhã na escola...todos vão ficar me olhando...não quero ver niguém.. amanhã não vou pra aula...droga..tenho o trabalho para entregar...se eu pudesse eu sumia pra sempre...não tenho nem onde colocar minha cara....nenhum menino vai querer ficar mais comigo...vou ficar encalhada por resto da vida...eu que não quero mais saber desses meninos idiotas. “Táaaaaaaaaaaxi Pituba por favor”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1344714761692947453?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1344714761692947453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1344714761692947453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1344714761692947453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1344714761692947453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/primeiro-beijohum-ser.html' title='Primeiro beijo...hum será?!'/><author><name>Queila Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03513670457884897063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-878847013912553439</id><published>2008-12-09T11:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T11:03:44.206-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Búuuuu.....</title><content type='html'>Por: Talita Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tranquei o cadeado...? Tranquei... E a janelas e porta da cozinha... também. Ninguém entra. Meus celulares estão aqui. Pronto. Eu não gosto de estar sozinha em casa e ter que vim direto pra cama. Me dá um medo!!! Ter que conferir tudo e sair apagando as luzes. Tenho medo dessa escuridão toda. Tenho sempre a sensação de alguém estar me observando. Prefiro dormir no sofá. È mais fácil. No meio da noite, eu acordo e puf na cama, direto. Só acordo no outro dia. Agora eu fico aqui, prestando atenção em tudo, sem conseguir pregar o olho. O que foi isso? Qual o número da polícia, meu Deus? 190? Já vou deixar em ponto de bala aqui no celular, sei lá, vai que acontece alguma coisa. DROGA! Meu celular tá descarregado. Era só o que me faltava. Fiquei esse tempo todo no computador e nem lembrei de carregar. Agora também não adianta mais. A tomada fica longe da cama e eu não vou ter coragem de ir pegar o celular. No máximo eu cubro a cabeça e rezo se for gente morta e grito se for viva!!!! Vai ficar assim mesmo, por mim. Cadê esse sono que não aparece!!! Eu vou ficar de barriga pra cima. Tô sozinha e não tenho por quem chamar. Deitada de bruço alguém me prende na cama. Melhor não. Ainda bem que os cachorros não estão latindo, pelo menos isso. Merda! Agora é que é coisa. Esses gatos resolveram brigar todas as noites. Nessa agonia o tempo todo. A porta tá destrancada, fica mais fácil sair correndo. Daqui que eu ache a chave no meio de tanta bolsa nesse quarto. Já era!!! Também, ficar olhando para o escuro da sala, não dá. Vultos passando e barulhos estranhos é o que mais dá ali naquele breu. Ninguém consegue entrar aqui. O muro é alto. E cortaram o galho. Eu pulo a janela e grito, se alguém entra pela porta da cozinha. Ele é policial e vem logo. Que moto é essa rapaz!!! Esse barulho me dá raiva. Que moto barulhenta... O que alguém tá fazendo na rua uma hora dessas? Debaixo dessa chuva? Uma hora da manhã... De uma quarta-feira...como é que pode!!! Esses barulhinhos nojentos. Estalos. Coisas batendo. Será que é aqui? Eu morro de medo de assombração. Meu Deus, “o Senhor é meu pastor e nada me faltará!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-878847013912553439?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/878847013912553439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=878847013912553439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/878847013912553439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/878847013912553439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/buuuu.html' title='Búuuuu.....'/><author><name>Talita Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02443583845293731879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-5641195430007278637</id><published>2008-12-09T10:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T11:01:38.223-08:00</updated><title type='text'>AVISO</title><content type='html'>PESSOAS, QUEM AINDA NÃO POSTOU OS EXERCÍCIOS DEVE FAZER ISSO ATÉ SEXTA-FEIRA. NO SÁBADO FECHAREI AS NOTAS. ENTREGO OS TRABALHOS COM AS NOTAS NA PRÓXIMA SEMANA, DURANTE UMA DAS AULAS DO PROFESSOR PÉRICLES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-5641195430007278637?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/5641195430007278637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=5641195430007278637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/5641195430007278637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/5641195430007278637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/aviso.html' title='AVISO'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-5651382244912143341</id><published>2008-12-09T10:18:00.001-08:00</published><updated>2008-12-09T10:36:08.683-08:00</updated><title type='text'>Ela só queria dormir</title><content type='html'>“Vixiii” Trabalho pra terminar, texto pra ler, artigo pra entregar, se não bastasse ela ainda tem que ir para Feira de Santana levar o Reverso para a Gráfica. A leitura começa. &lt;em&gt;Ih! Esse seminário amanhã&lt;/em&gt; . Sono. Sono. Cansaço! &lt;em&gt;Essa leitura já não ta rendendo nada&lt;/em&gt;! A cabeça coça, o sono aperta. &lt;em&gt;Não to entendendo nada!&lt;/em&gt; Sentada na cama, com a apostila nas mãos, seus olhos tentam se manter abertos lutando contra a vontade do restante do corpo .“Vixiii”. &lt;em&gt;Eu tenho que ler isso, eu tenho que ler isso&lt;/em&gt;. Adorno, Horkeheimer, indústria cultural, Miguez, seminário amanhã. &lt;em&gt;Eu não sei nada, esse seminário vai ser uma benção&lt;/em&gt;. Dia cansativo cheio de coisa pra fazer, apostila ruim. O sono aperta, ela já está deitada mas ainda resistente ao cansaço. &lt;em&gt;Acordar sete amanhã, Feira, Reverso, Colling, Indústria Cultural&lt;/em&gt;. Já não suporta, desiste.&lt;br /&gt;- Não agüentou a pressão não, Dani?&lt;br /&gt;-Dá pra mim não!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Boa noite!&lt;/em&gt; Ela dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila Moreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-5651382244912143341?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/5651382244912143341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=5651382244912143341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/5651382244912143341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/5651382244912143341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/ela-s-queria-dormir.html' title='Ela só queria dormir'/><author><name>Camila Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415657336552762732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Oc8NZCrpGew/Trxm1O95qEI/AAAAAAAAADE/D1qIsT2f4qY/s220/Eu.uJuPG.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1352865145263651963</id><published>2008-12-09T10:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T10:20:24.354-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário'/><title type='text'>Começar de novo</title><content type='html'>Por: Talita Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a convidasse a levantar, o sol entra no quarto. Talita acorda cedo. Seis horas da manhã. Preguiçosamente se mantém na cama. Rola daqui e dali, sem o mínimo de vontade de levantar. Adora viajar em seus pensamentos... Sonhar acordada. Recapitular tudo que tinha programado para aquele dia, embora muitas coisas não dêem certo. Ela olha o relógio, sete horas. Com muito esforço se deixa cair para fora da cama. Espreguiça-se. Boceja. Olha no espelho. Vai ao banheiro. Adora sentar no vaso sanitário e pensar na vida. Toma banho. Não porque estivesse suja ou morrendo de calor. O sol ainda estava frio. Acostumou-se desde pequena a sempre tomar banho antes de sair pela manhã. Atenta aos horários não gosta de se atrasar. Ela gosta de ser responsável. Para ir à faculdade, não faz muito esforço. Abre a janela do quarto. O frescor da manhã anuncia um belo dia. Anima-se. Depois de se vestir, vai tomar café. Adora comer. Numa lista de cinco itens, comer seria o terceiro de suas preferências. Ela não compreende porque as pessoas fazem regime. Param de comer. Anorexia! Bulimia! Ela não entende. Alimenta sua carne. Café preto, pão com manteiga, coloca ela de pé até meio-dia. Não tem pressa. Adora comer com calma, experimentando todas as sensações possíveis. Prazer e angústia se confundem do início ao fim. Sempre usa escova de dente. Fio dental normalmente não. Nessa hora do dia não lhe sobra tempo para uma limpeza mais profunda. Tenta cumprir sua agenda. Caminho longo. Sol escaldante. E... Tempo esgotado. Outro dia atrasada na faculdade. Entra na sala. Entre a discussão do texto e as conversas paralelas com os colegas, Talita telefonema para casa. Intervalo. Às vezes nem se dá ao luxo de sair da sala. Querido diário... E mais uma tentativa frustrada de se tornar uma boa escritora. Doze horas. Hora do almoço. O típico feijão com arroz. Atrasada, come devagar. Hora de voltar à faculdade. Internet. Matérias. Vídeos. Fica nisso até as quatro da tarde. Ou seria até as cinco, caso não fosse interrompida subitamente. Aponta fraquinha. Vai levando e até acha que dá para agüentar. Nada feito. A cólica se torna insuportável e vai para casa. Chega em casa quatro e meia. Dor. Pressa. Joga tudo no sofá. Remédio. 40 gotas. Não gosta muito de tv e liga o som. Ana Carolina canta. Muito calor. Agonia. Desespero. Deita no chão frio. A dor não passa. Mais 40 gotas. A dor se tornara insuportável. Ela passa mal. Pressão abaixa. Sozinha em casa, não tem que lhe ajude. Sal debaixo da língua alivia o incômodo. Cochila um pouco. Toma banho e a dor permanece constante. Volta a deitar-se. Desliga-se de si mesma. Amanhã ela levantará as seis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1352865145263651963?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1352865145263651963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1352865145263651963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1352865145263651963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1352865145263651963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/comear-de-novo.html' title='Começar de novo'/><author><name>Talita Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02443583845293731879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1861417149774160044</id><published>2008-12-08T12:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T13:03:32.523-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>"Último Romance"</title><content type='html'>"Último Romance"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que não venha mais...ta cedo, ainda há tempo. Com quem será que vem? Não, bebida agora não, quero estar consciente. Chegaram. Calma clama. Ele está vindo em minha direção...estendo a mão ou levanto-me para um cumprimento formal? As pernas imóveis. O coração apertado. Não teria outro lugar melhor para ele sentar? Serei obrigada a vê-lo...toda a festa. Agora é hora de pedir uma cerveja..Nossa música tocando. O olhar dele disperso. Sei que ta pensando em mim. Cabou. 9,00 reais. Casa. Preciso falar com Ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1861417149774160044?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1861417149774160044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1861417149774160044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1861417149774160044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1861417149774160044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/ltimo-romance-pode-ser-que-no-venha.html' title='&quot;Último Romance&quot;'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7214667891656597085</id><published>2008-12-05T11:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T11:42:40.114-08:00</updated><title type='text'>Dia de grande expectativa</title><content type='html'>Por: Queila Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nem um pouco acanhada. Louca pra chegar o grande dia. Juliana estava morrendo de vontade de dar a zuzinha, isso mesmo, seu órgão genital.  A menina tinha um fogo que perdia para uma cadela no cio. Nem o corpo de bombeiros conseguia apagar esse fogo todo.   &lt;br /&gt;O encontro foi marcado na pracinha perto de casa.  Deviam ver a empolgação da garota naquele dia, era uma mistura de medo, expectativa, felicidades e ansiedade. Três meses de namoro e o que lhe restava era torcer para tudo dar certo. Nada mais propício do que um final de semana chuvoso, um friozinho gostoso e melhor ainda, ele tinha conseguido o carro do pai.&lt;br /&gt; As outras tentativas no carro não tinham dado certo. O carro era muito desconfortável. Eles resolveram que dessa vez ia ser no Plaza, o motel mais chique da cidade. Juliana lembra de como era engraçado quando o clima esquentava no carro. Um sonzinho romântico, beijinhos, carícias, e Pedro vai para cima dela com uma ânsia, que misericórdia!&lt;br /&gt;- Pedro, calma!&lt;br /&gt;- Você me deixa louco e agora quer calma.&lt;br /&gt;- Alguém pode chegar. Juliana indaga&lt;br /&gt;- Não aqui é muito escuro, não vão ver. Relaxe!!&lt;br /&gt;Os dois começam a ficar ofegantes.&lt;br /&gt;- Cuidado com minha blusa, você vai rasgar.&lt;br /&gt;- Esse banco tá me furando.&lt;br /&gt;Chupões por toda parte e Juliana cada vez mais nervosa.&lt;br /&gt;- Corre, core, corre. Tem alguém vindo. Eu conheço aquele carro. Vão nos ver. Minha mãe vai me matar.&lt;br /&gt;Desesperados e com medo de serem apanhados por alguém conhecido, resolvem ir embora. Depois do susto, só esperando mais um pouco para irem ao um lugar mais decente.&lt;br /&gt;Sim... O dia do motel. Como já havia dito, o dia estava propício para uma noite romântica, como toda menina imagina a sua primeira vez.  Juliana compra um lingerie novo, para fazer uma gracinha. Lá vão eles empolgados.&lt;br /&gt;- Hoje vai. Afirma Pedro, com um sorriso de rasgar a boca.&lt;br /&gt;Vão os dois em direção ao motel. Olhando para todos os lados para ver se não vem alguém e finalmente chegam ao motel. Pedem um quarto. E sem demora, lá vão eles.   Chegando ao quarto, Juliana entra no banheiro para se produzir. Cada segundo para ele é uma eternidade.Até que não agüenta e resolve bater na porta.&lt;br /&gt;- Já to saindo.&lt;br /&gt;Nervosa ela sai do banheiro com seu lingerie novo, toda perfumada e maquiada.&lt;br /&gt;Ele a pega no colo e vai direto para cama. Quando ele começa a acariciá-la, ouve um...&lt;br /&gt;- ESPERA.&lt;br /&gt;Já sem paciência diz:&lt;br /&gt;-Afffffffff ... O que foi dessa vez?&lt;br /&gt;- Nada... Eu só to um pouquinho nervosa.&lt;br /&gt;- Você pode apagar a luz?&lt;br /&gt;Ele na ânsia, nem levanta. Joga uma toalha no lustre.&lt;br /&gt;- Pronto resolvido.&lt;br /&gt;O que ele menos queria aconteceu. Foi interrompido mais uma vez. Já tava no capítulo 10 do livro de anatomia e... a toalha começa a pegar fogo, com a lâmpada muito quente.&lt;br /&gt;- Corre... Levanta... Faz alguma coisa..., grita Juliana morrendo de medo de pegar fogo em tudo.&lt;br /&gt;            Pedro desesperado procura algo para derrubar a toalha. Para piorar a toalha cai na cama e queima o lençol também. A confusão se formou e o que lhes restavam era pegar suas coisinhas, pagar o prejuízo e ir para casa esperando o próximo grande dia. Depois de muito esforço conseguem conter o desastre.&lt;br /&gt;- E agora o que vamos fazer? Pergunta Juliana.&lt;br /&gt;- Éh, vamos ter que pagar o prejuízo. Só que eu não tenho dinheiro suficiente.&lt;br /&gt;Juliana fica mais desesperada ainda.&lt;br /&gt;- Vamos ficar presos aqui. Todo mundo vai saber.&lt;br /&gt;- Calma amor. Vou conversar com a recepcionista Ele teve que pagar, além do quarto, a lâmpada queimada, os lençol, a tolha. Por não ter dinheiro para pagar todo o prejuízo, teve que penhorar algumas coisas. Só foram liberados por que a recepcionista era uma conhecida dele. Com certeza essa primeira vez foi inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7214667891656597085?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7214667891656597085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7214667891656597085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7214667891656597085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7214667891656597085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/dia-de-grande-expectativa.html' title='Dia de grande expectativa'/><author><name>Talita Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02443583845293731879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7473658491349375184</id><published>2008-12-04T17:25:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:26:21.617-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Dia que não chega</title><content type='html'>Lise Lobo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAdmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ansiedade. Já arrumei as malas. A noite é uma eternidade. Saudades, saudades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Vai dormir Carol! Grita minha tia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Já é 1 hora da manhã, e ainda é quinta, o sábado não chega. Quem dera conseguir dormir, o computador é meu refúgio. Mãe, pai, avô, irmãos, primos, tios, quero logo estar perto. O MSN me chama. Irmã, que maravilha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Saudades.... quero logo estar aí!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Calma inha...os dias passam logo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Antes fosse, o relógio parece não sair do lugar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;Tic&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; tac&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;, tic tac. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Só barulho, mas o mesmo dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Vivi e Rick tiveram aqui...foi muito massa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Eu sei, eles me falaram!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ah!!como eu queria estar aí. Queria ter participado!Droga não agüento mais ficar longe de vocês. A ansiedade ta me sufocando. Merda, porque me lembrou isso, tenho raiva por estar aqui sem fazer nada e vocês aí se divertindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Porque ta acordada ate essa hora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Ansiedade!!já arrumei até as malas!!Não vejo a hora de chegar aí!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não me lembra não, eu quero esquecer. Ouvir música! é isso!Talvez o tempo passe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Eu já vou amore.....já to com sono!Sábado nos vemos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Ta bom! Vou tentar dormir. Beijão!Te amo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Também. Boa noite!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E agora? Não tem mais ninguém on-line, o jeito é fazer o que eu disse: Tentar dormir!E ver se sábado chega. Se bem que amanhã é sexta! Meu Deus....mas um longo dia de espera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7473658491349375184?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7473658491349375184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7473658491349375184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7473658491349375184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7473658491349375184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/dia-que-no-chega.html' title='Dia que não chega'/><author><name>Lise Lobo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049799008420325601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8539379118365676743</id><published>2008-12-03T10:58:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T10:59:47.583-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>Minha aldeia</title><content type='html'>Carine Costa&lt;br /&gt;Nasci cresci e vou morrer em Iritinga, esta é uma frase que eu falo com muita convicção, depois de ter passado umas férias decepcionantes em Salvador, durou apenas uma noite. Iritinga é um vilarejo do sul da Bahia, desconhecido pela maioria das pessoas. Eu sempre quis conhecer Salvador, tinha até o sonho de ir morar lá.&lt;br /&gt;-Salvador é a capital do progresso, falava minha prima Cátia.&lt;br /&gt;Cátia foi criada junto comigo, como se fosse minha irmã, aos 10 anos foi morar com os pais lá na capital na busca de melhores oportunidades. Sempre nas férias ela vinha para cá, ficava exaltando a cidade. Mostrava para todos que estava muito bem de vida e que tinha evoluído intelectualmente mais que todos. Eu de pronto fiquei ansiosa para conhecer o modo de vida na capital. Como minha prima nunca me convidava para casa dela, eu tive que tomar a iniciativa.&lt;br /&gt;-Prima, nas minhas férias vou para sua casa.&lt;br /&gt;-Mas prima, você pode não acostumar com o barulho e a agitação de Salvador.&lt;br /&gt;-Tenho certeza que vou gostar.&lt;br /&gt;Cátia relutou um pouco, mais por fim concordou, não conseguiu fazer nada diante da minha cara de pau.&lt;br /&gt;Nas férias lá fui eu, meu coração disparou ao chegar na capital por volta das dezoito horas, no caminho para a rodoviária, olhei pela janela do ônibus e vi o shopping, fiquei admirada diante de tamanha beleza. Tudo me encantou, os carros, a praça, as pessoas, as passarelas, os vendedores, os prédios tão altos, apenas me entristeci ao ver várias crianças no semáforo pedindo esmola e limpando os pára brisas dos carros, em troca de poucas moedas ou simplesmente um obrigado. Ao desembarcar vi minha prima, abri um sorriso e fui em sua direção. Caminhamos para o ponto.&lt;br /&gt;-E ai Gertrudes, como foi de viagem?&lt;br /&gt;-Fui ótima, e então Cátia ,aquele é o táxi?&lt;br /&gt;-Táxi? Ora essa, tá pensando o que prima? Veja se eu vou gastar dinheiro com táxi, nós vamos é de GOL- Grande Ônibus Lotado. Corre que lá vem o busão.&lt;br /&gt;Minha prima me puxou pelo braço, foi uma correria, um amontoar de gente em torno da porta, um empurra- empurra geral, um queria entrar na frente do outro para achar assento.&lt;br /&gt;-Cátia este ônibus está lotado, vamos esperar outro, tentava eu, espremida na porta pelo povo, convencê-la.&lt;br /&gt;- Eu sei Gê, mas ônibus para periferia demora muito, e todos são cheios como este, calma que apertando sempre cabe mais um. Trouxe a passagem?&lt;br /&gt;-Quanto custa?&lt;br /&gt;-Dois contos.&lt;br /&gt;-Eu tenho sim.&lt;br /&gt;-Ótimo, vou passar junto com você, para economizar meu dinheiro.&lt;br /&gt;Minha prima me espremeu na borboleta, além do sufoco, tive que ouvir os desaforos do cobrador.&lt;br /&gt;-Ei vocês duas, são muito sem vergonhas heim? Tão vendo que não pode passar duas pessoas, a passagem é individual suas pilantras.&lt;br /&gt;-Vai te catar, tá incomodado pague a minha, seu puxa saco de empresa. Retrucou Cátia.&lt;br /&gt;Todos no ônibus assistiam aquela cena. Fiquei morta de vergonha, minha prima me empurrava, berrando atrás de mim.&lt;br /&gt;- Anda lerda, tem mais gente querendo entrar.&lt;br /&gt;Era quase impossível dar um passo a frente, o ônibus estava tomado de pessoas, quando eu tentava andar mais um pouco ouvia reclamações.&lt;br /&gt;- Veja por onde tá pisando sua cega, olha meu pé; -empurra não, tá pensando que é quem que tá aqui? – Vê se não me leva junto, nem rasga minha roupa, vai ter dinheiro para me dar outra?&lt;br /&gt;Achei um minúsculo espaço, segurei numa pontinha do ferro, disputado por muitas mãos. Cátia ficou ao meu lado. O trânsito estava congestionado. Iríamos demorar em torno de duas horas para chegarmos na periferia segundo Cátia. Enquanto isso era obrigada a escutar um barulho insuportável no fundo do ônibus. Um grupo de rapazes batucava nas cadeiras, pulavam e gritavam totalmente desafinados.&lt;br /&gt;-“Vaza canhão, vaza canhão e vaza canhão”&lt;br /&gt;Quando olhava em volta, percebia muitas pessoas com os rostos indiferentes a situação, estavam cansadas, outras cochilavam em pé ou sentadas. Eram trabalhadores, que ao passar o dia todo trabalhando, ainda tinham que agüentar este transtorno na volta para casa. De repente sentir algo estranho nas minhas costas, para ser mais precisa no meu bumbum. Disfarçadamente olhei para trás e me deparei com um homem barrigudo, careca e fedendo a suor. Ele estava se esfregando em mim, olhou-me com uma cara tão maliciosa que me deu nojo, eu gelei naquele momento. Cátia percebeu o caso e armou o maior barraco.&lt;br /&gt;-Tá “comendo terra” em minha prima, seu velho safado, se compreenda seu ridículo, vá procurar quem te queira. Seu motorista pare na primeira delegacia ai, para essa coisa ir pro xilindró.&lt;br /&gt;- Eu tô fazendo nada não moça, já tô até indo embora. Apavorado falou o homem.&lt;br /&gt;O pessoal do fundão ficou aos gritos... “haê, haê, haê, pega o tio, deixa escapar não”. Eu procurei um buraco para enfiar minha cara, nunca imaginei passar tanta vergonha numa cidade que eu achava ter tanto glamour. Toda viagem foi um suplício, olhava para o vazio, minhas pernas doíam, pessoas me empurravam a todo instante, berravam.&lt;br /&gt;- Motor meu ponto. Tá dormindo? É pago para quê?&lt;br /&gt;Quando desci daquela bagunça, cheguei a um lugar feio, cheio de bares, muito barulho, casas amontoadas e quase nenhuma urbanização. Essa era uma Salvador que eu na conhecia, fiquei desiludida. Já estava com saudades do meu vilarejo, queria voltar.&lt;br /&gt;-Seja bem vinda Gê, suas férias serão ótimas.&lt;br /&gt;-Pela recepção já deu para eu vê. Prima cátia, você tinha razão, aqui não é o meu lugar, amanhã retorno para meu vilarejo, e vou de dia, porque ônibus lotado nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8539379118365676743?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8539379118365676743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8539379118365676743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8539379118365676743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8539379118365676743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/minha-aldeia.html' title='Minha aldeia'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8215269652865244376</id><published>2008-12-02T17:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T17:31:03.845-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Uma mente preocupada</title><content type='html'>por Daniela Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matéria do Reverso, seminário de Realidades, seminário de Teorias da Cultura, artigo de Leandro Colling, projeto de Sérgio Matos, namorado, arrumar um emprego, férias, viagem, meus pais, dor de estômago. Todas essas idéias juntas e ao mesmo tempo, me preocupam e povoam minha mente a cada segundo do meu dia. Preciso passar em todas as matérias, tarefa quase impossível nesse semestre. Ao mesmo tempo, imagino as minhas férias e como farei para convencer meus pais de que preciso viajar e estar com meu namorado. A universidade com tantos problemas me fazem temer meu futuro. Sonhei tanto com esse curso, são dias de calor, chuva, vento, seja como for  viajo todos os dias para freqüentar a universidade, e não, não é possível que tudo isso seja em vão! Imagino tantas coisas pra minha vida, sonho tanto, tanto, que às vezes tenho a impressão de que apenas me iludo e ainda vivo na era dos contos de fada, quando criança pedia a minha mãe lesse todos os dias “Cinderela”, minha história preferida. Preciso encontrar um emprego, que me permita continuar indo e voltando a Cachoeira todos os dias e ainda me permita fazer algum curso de informática a noite. Mais uma missão muito complicada! Preciso ter o mínimo de independência financeira para me sentir mais segura a tomar decisões. É muito fácil retrucar com os pais, brigar e reclamar e 5 minutos depois, ter que pedir dinheiro para ir a determinado lugar, o que torna-se quase uma permissão e que após uma briga, o NÃO, bem sonoro já é esperado. Sem dinheiro não há independência. E essa dor no estômago? Todas essas preocupações juntas só explodem na minha gastrite. Preciso parar de pensar um pouco nisso tudo e me focar em uma coisa apenas, pelo menos por esses dias: universidade. Estudar, estudar e nos intervalos? Estudar também! Para conseguir salvar pelo menos parte do meu janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8215269652865244376?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8215269652865244376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8215269652865244376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8215269652865244376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8215269652865244376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/uma-mente-preocupada.html' title='Uma mente preocupada'/><author><name>Daniela Oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-243662257403100207</id><published>2008-12-02T17:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T17:29:17.492-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogo'/><title type='text'>Eu e minha prova oral</title><content type='html'>por Daniela Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha turma do curso de inglês, estamos do lado de fora da sala, esperando ansiosamente nossa colega sair da prova oral e nos contar como tinha sido. Ela sai da sala e nós todos perguntamos:&lt;br /&gt;- Como foi de prova? Ela te perguntou o que?&lt;br /&gt;- Ela me perguntou quantos anos minha filha tinha,só me veio na cabeça “dez”, mas ela já tem 14, e eu sei lá como é 14 em inglês?&lt;br /&gt;O riso é geral,nem ela se contém.&lt;br /&gt;Um a um vai entrando e saindo da sala, contando mais algumas perguntas que a professora fez e quando restam apenas eu e um colega, chega minha vez. Me sinto uma verdadeira ovelha indo ao matadouro,já me dei mal em uma prova hoje,outra ruim não vou agüentar!!! (risos). Entro na sala,sento em uma cadeira em frente a Paula, minha professora, e aí começa o turbilhão de perguntas, que seriam bem simples de responder, se não fossem feitas todas ao mesmo tempo, em inglês e ainda mais eu estando tão cansada,mas vamos lá!&lt;br /&gt;- Boa noite Dani, como você ta?&lt;br /&gt;- cansada, muito cansada.&lt;br /&gt;- Você estudou hoje?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Você estuda aonde mesmo?&lt;br /&gt;- Cachoeira&lt;br /&gt;- Faz qual curso?&lt;br /&gt;- Jornalismo&lt;br /&gt;Me sinto em um verdadeiro interrogatório, essa primeira parte ela fez perguntas óbvias e de maneira devagar. Até aí tava massa, era só eu responder com respostas curtas e tudo ia acabar bem,pelo menos assim eu esperava.&lt;br /&gt;- Quantos anos você tem? Mora com seus pais? Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;- Hã? Calma, calma! (risos)&lt;br /&gt;- Ok (risos)&lt;br /&gt;- Eu tenho 20 anos, moro com meus pais. Meu pai tem 48 anos,minha mãe 45.&lt;br /&gt;- Você tem irmãos, irmãs?&lt;br /&gt;- Sim, um irmão. Nenhuma irmã&lt;br /&gt;- Quantos anos ele tem?&lt;br /&gt;- 24 anos&lt;br /&gt;- Ele costuma pegar no seu pé?&lt;br /&gt;- Não! Nunca. (risos)&lt;br /&gt;- Você gosta de morar com os seus pais?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Hum...ah eu não consigo explicar o porque em inglês, não sei as palavras!&lt;br /&gt;- Bem...e você pretende fazer o que depois do curso? Quer continuar morando com seus pais por mais tempo?&lt;br /&gt;- Não, quando eu concluir meu curso, quero morar em outra cidade.&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;- Aracaju&lt;br /&gt;- Você gosta de Aracaju?&lt;br /&gt;- Sim. Meu namorado mora lá.&lt;br /&gt;- Vocês namoram a quanto tempo?&lt;br /&gt;- 1 ano e 9 meses.&lt;br /&gt;- É um bom tempo!!&lt;br /&gt;- É sim.&lt;br /&gt;- Bem, Daniela, acabamos.&lt;br /&gt;- Ok&lt;br /&gt;Depois disso abro um rápido sorriso,mais de alívio do que de qualquer outra coisa! Levanto da cadeira, pego minha bolsa e meu caderno e olho em direção a Paula e meu colega Manassés:&lt;br /&gt;- Boa noite, tchau.&lt;br /&gt;- Boa noite Dani, tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-243662257403100207?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/243662257403100207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=243662257403100207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/243662257403100207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/243662257403100207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/eu-e-minha-prova-oral.html' title='Eu e minha prova oral'/><author><name>Daniela Oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7159366181587930987</id><published>2008-12-02T17:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T17:27:45.481-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrição do colega'/><title type='text'>Lorena Souza: autêntica</title><content type='html'>por Daniela Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro momento, esta menina magra, com altura em torno de 1,50, com olhos arredondados, nariz pequeno, ela parece estar sempre de mau humor, o mundo parece estar sempre contra ela! Mas, conhecendo-a perceberá que ela é muito mais do que uma menina marrenta, é determinada, mantém convicções e crenças que ninguém é capaz de mudar. Fala do que acha certo, com tanta veemência, que causa espanto e admiração.&lt;br /&gt;Negra: e tem muito orgulho em ser. Chamá-la de morena é praticamente um insulto. Traz na cabeça um cabelo naturalmente crespo, preto, amarrados em um rabo de cavalo ou trançados, mas sempre deixando a mostra todo o sangue negro que percorre cada veia do seu corpo.&lt;br /&gt;Sempre de sandália rasteira e uma aparente calma ao andar “arrastando”os pés. Traz um escapulário em um dos pulsos, no outro uma fitinha do Senhor do Bomfim, fé? Aparentemente sim, mas para ter fé não é preciso ter religião. Em uma boca de lábios grossos, dentes milimetricamente do mesmo tamanho, brancos, e que em conjunto formam  um belo sorriso. A qualquer hora do dia que a encontre ela estará com uma bolsa cinza nas costas, que pelo volume, não contém nada pesado. Caderno? Não, não acha necessário carregá-lo.&lt;br /&gt;Brincalhona, adora tirar saro dos colegas e com os  colegas. Quando se trata de futebol então, é uma torcedora corintiana  insuportável, aliás tão chata se tratando de futebol, quanto qualquer um dos  torcedores desse time.&lt;br /&gt;            Não se importa com a moda ditada por revistas e pela televisão. Uma calça jeans, com detalhes rasgados, blusa sem mangas, básica, sandálias rasteiras e está pronta para ir a qualquer lugar. Unhas curtas, arredondadas e sem esmalte.&lt;br /&gt;Não faz “tipo” para agradar a ninguém. Ela é assim e quem quiser que a aceite como ela é. Se tivesse que definir sua personalidade com uma música, talvez, definiria como: “eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7159366181587930987?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7159366181587930987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7159366181587930987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7159366181587930987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7159366181587930987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/lorena-souza-autntica.html' title='Lorena Souza: autêntica'/><author><name>Daniela Oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3076772675775297175</id><published>2008-12-02T12:08:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T12:09:34.571-08:00</updated><title type='text'>Cliente mala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lorena Braga&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vida de vendedora de loja é uma história. Todos os dias nós temos que agüentar todo tipo de cliente, principalmente os chatos. E é incrível como eles me marcam. Acho que vou passar a ser menos simpática, quem sabe eles me esquecem um pouco.&lt;br /&gt;            Não tem jeito. Meus nervos já ficam a flor da pele quando ouço uma voz fina me chamando.&lt;br /&gt;            - Psiu! Queridinha...&lt;br /&gt;            “Meus Deus! É ela de novo.” – Penso com vontade de sair correndo.&lt;br /&gt;            - Pois não, senhora. Em que posso ajudar? – respondo com toda aquela simpatia.&lt;br /&gt;            - Hoje quero um presente para um homem.&lt;br /&gt;            Na verdade, eu nunca sei por que ela pede minha opinião. Ela sempre sabe o que quer e por mais que a gente fale alguma coisa, ela acaba levando a opção dela.&lt;br /&gt;            - A senhora já pensou em alguma coisa? – pergunto tendo certeza da resposta.&lt;br /&gt;            - Olha aquela canequinha! Não é uma linda lembrança?&lt;br /&gt;            - Mas senhora... Não é muito feminino, não? – perguntei meio no automático. Era para eu ter dito: “É perfeita!”. E ela ia embora rapidinho. Eu e minha boca...&lt;br /&gt;            - Eu aceito idéias. Pode falar.&lt;br /&gt;            Eu sabia que ela ia fazer isso. Então vou eu passeando pela loja, mostrando todas as opções de presentes: agendas, canetas, chaveiros... Coisas que eu achava que era melhor do que uma canequinha com dizeres super fofos.&lt;br /&gt;            - Que tal uma agenda? – comecei.&lt;br /&gt;            - Ele já tem.&lt;br /&gt;            - Ou uma caneta?&lt;br /&gt;            - Caneta??? Faça-me o favor, minha querida.&lt;br /&gt;            Nessa hora juro que quase me descontrolei.&lt;br /&gt;            - Quantos anos ele tem? – perguntei para ver se me surgia outra idéia.&lt;br /&gt;            - Acho que tem uns 40.&lt;br /&gt;            - Pode ser um chaveiro personalizado.&lt;br /&gt;            - Hum... Não!&lt;br /&gt;            - Tem algum valor máximo?&lt;br /&gt;            - Não se preocupe. Quero um presente bom.&lt;br /&gt;            - A senhora poderia dar um perfume.&lt;br /&gt;            -Que nada minha filha! Ele tem muito dinheiro! Que compre!&lt;br /&gt;            Fiquei indignada. Ela queria dar um presente ou não?&lt;br /&gt;            - Sabe... Eu gostei mesmo da canequinha.&lt;br /&gt;            Começou. Agora ela vai tentar me convencer de que a bendita canequinha é uma ótima opção.&lt;br /&gt;            - A senhora pode levar a caneca como complemento, já que disse que queria um presente melhor.&lt;br /&gt;            - Resolvi!&lt;br /&gt;            Nesse momento quase gritei um “Aleluia!”.&lt;br /&gt;            - Então o que vamos fazer?&lt;br /&gt;            - Quero só a caneca!&lt;br /&gt;            - Só a caneca???? – perguntei desolada.&lt;br /&gt;            - Sim. Não sei se ele merece mais que isso.&lt;br /&gt;            Filha da mãe! Isso no mínimo é para fazer média com alguém e não quer gastar praticamente nada.&lt;br /&gt;            Pois sim. Ela levou só a caneca e ainda me fez embalar para presente em um papel cheio de corações.&lt;br /&gt;            O valor? Ah sim... O valor!!&lt;br /&gt;            - Sua conta deu R$2,50, senhora!&lt;br /&gt;            - Aqui está. Obrigada, você foi um amor!&lt;br /&gt;            Como diz o ditado: “A gente ganha pouco mas se diverte”.&lt;br /&gt;            Peraê... Se diverte o caramba!!!&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3076772675775297175?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3076772675775297175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3076772675775297175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3076772675775297175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3076772675775297175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/cliente-mala.html' title='Cliente mala'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1024963070709396999</id><published>2008-12-02T11:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T11:08:42.315-08:00</updated><title type='text'>A menina só sorrisos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lorena Braga&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;            Uma baixinha com pele da cor típica da Bahia (morena!), olhos pequenos castanhos brilhantes que transmitem carinho, cabelo na altura dos ombros que recebem um cuidado todo especial da dona e o maior sorriso do mundo.&lt;br /&gt;            A delicadeza, a vaidade e o bom gosto são notados pelo seu jeito de vestir sempre bem comportado (até demais muitas vezes!). Sempre de jeans, camiseta básica, sandália rasteira, brincos pequenos e uma bolsa de palha super charmosa, que é sua amiga inseparável, se acha de tudo dentro dela. Apesar da vaidade, nunca a percebi usando maquiagem.&lt;br /&gt;            Sempre com um caderno rosa e lilás nos braços. Isso demonstra certa dedicação, mas não a preguiça que tem de escrever.&lt;br /&gt;            Sempre atenta, lança um olhar discreto sobre as pessoas e coisas. Voz num tom mediano e quando faz algum comentário... nunca acha que alguém ouviu.&lt;br /&gt;            O bom humor faz dela uma pequena notável. Sempre sorridente, acaba conquistando a todos. Assume seu lugar em nossas vidas e o preenche de felicidade.&lt;br /&gt;            Uma alegria imensurável, gargalhada contagiante, ternura no olhar e nas palavras usadas sempre no momento certo e um sorriso aconchegante.&lt;br /&gt;            Ela pode ser traduzida em apenas uma palavra: SORRISO!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1024963070709396999?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1024963070709396999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1024963070709396999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1024963070709396999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1024963070709396999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/menina-s-sorrisos.html' title='A menina só sorrisos'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8843700223359690222</id><published>2008-12-01T11:52:00.001-08:00</published><updated>2008-12-01T11:59:30.161-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrição do colega'/><title type='text'>A mais nova morena do CAHL</title><content type='html'>Carine Costa&lt;br /&gt;A menininha mudou o visual, mas continuou com o mesmo jeitinho meigo de todos os dias. Os cabelos são longos e lisos, ops! Agora estão mais lisos devido à escova e a chapinha, atualmente o tom é preto, antes eram castanhos escuros com as pontas mais claras. Essa garota tem um lindo sorriso, dentes perfeitos (valeu apena os anos de incomodo com o aparelho), possuem apenas uma restauração. Pele branca, realçada mais ainda com a nova cor dos cabelos. Ela tem estatura mediana, é magra, gosta de roupas básicas, hoje está usando calça jeans, blusa verde e detalhes prata com decote na parte da frente e também nas costas, usa brincos pequenos, a bolsa que se encontra sobre a mesa é marrom com duas bonequinhas coloridas como chaveiro, usa base nas unhas das mãos e dos pés, por falar neles ela está calçando uma sandália dourada sem salto.&lt;br /&gt;Ela tem um nariz arrebitado, lábios finos, sobrancelhas cheias mais estão bem feitas por isso o volume está diminuído. Os olhos são pretos, o que reforça o olhar, aliás, quando ela fala fixa sempre o olhar em seu receptor. A fala é suave, e baixa. No dedo nota-se uma aliança, isso demonstra o firme compromisso de 6 anos que ela me confidenciou.&lt;br /&gt;Ela neste momento está escrevendo, mão esquerda na cabeça, o caderno é rosa, a borracha também, pelo jeito ela é adepta do pink. Está pensativa, em uma distração ela pára, olha em minha direção e sorrir. Concluo que ela mudou, porém foi somente o visual, pois a meiguice continua a mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8843700223359690222?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8843700223359690222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8843700223359690222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8843700223359690222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8843700223359690222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/mais-nova-morena-do-cahl.html' title='A mais nova morena do CAHL'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7268721094127150170</id><published>2008-12-01T05:12:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T05:15:22.871-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluxo de consciência'/><title type='text'>Emancipação</title><content type='html'>Carine Costa&lt;br /&gt;Minha vida começa a mudar. Quantos anos tenho? Quanta responsabilidade, ora, mas também são muitas as conquistas... Enfim está chegando o grande dia, vou em direção ao altar, sonhos de muitas mulheres românticas como eu. Repulsa de tantas outras, mais liberais e modernas.&lt;br /&gt;Qual a minha reflexão sobre esta nova trajetória? Ah! Estou emagrecendo, também só eu resolvo tudo.&lt;br /&gt;- Vamos bem, você tem que me ajudar, não deixe tudo nas minhas costas.&lt;br /&gt;E o dinheiro? É só gasto por cima de gasto. Cadê meus presentes? Ah meu apartamento como está lindo, sim é verdade que é pequeno, mas foi comprado com muito esforço, para inicio de uma nova vida está bom. Depois vêm mais mudanças, melhor é um dia após o outro. Afinal nem sei o dia de amanhã, o melhor é eu relaxar.&lt;br /&gt;Está chegando o dia, ai, os dias estão passando tão rápido, meu coração dispara ao ouvir a palavra casamento. Estou com o rosto cansado, durmo cansada e acordo exausta. Mais sei que vai ser boa esta minha nova vida... Assim espero.&lt;br /&gt;Nossa estou uma princesa dentro deste vestido, branco, as pedras brilhantes ressaltam a beleza, tem grande volume, olha a cauda como é enorme, fica como um tapete no chão, pior que sou tão miudinha, com meus 1,50 quase sumo nele. As palavras faltam neste momento, sinto algo vindo do meu interior para externar a sensação que estou sentindo, é uma lagrima tímida mais incontrolável, vem devagar mais com grande força, desce em minha face, mistura-se com meu sorriso. Grande emoção, ai meu Deus! Como irei controlar outras tantas lagrimas como estas naquele lindo dia, da realização do meu sonho? Como eu disse melhor não pensar, nada como um dia após o outro, afinal como diria Fernando Pessoa “tudo vale a pena, se alma não é pequena”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7268721094127150170?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7268721094127150170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7268721094127150170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7268721094127150170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7268721094127150170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/emancipao.html' title='Emancipação'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2542310439796143595</id><published>2008-12-01T04:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T05:21:28.031-08:00</updated><title type='text'>Noite</title><content type='html'>Daiane Dória&lt;br /&gt;"Erros são no final das contas, fundamentos da verdade". Li isso uma vez, não lembro bem quem disse. Porquê? Porque lembrar disso agora? Erros. Parecem que me perseguem. Entro numa rua, dobro uma esquina... e lá estão eles. Eu cometo. Cometo muitos deles e depois... o que fazer? Desculpas, desculpas, desculpas. Erro e depois... arrependimento, culpas, desculpas, perdão. Perdoa??? Perdão rápido, com rancores breves. Preciso cometê-los de novo. E então é isso. Não, não é isso, ele diria. Madura. Imatura. Errante. Culpa. Desculpas. Amor e perdão. Sentença: culpada. Braços e abraços e indiferença. Cansaço. Limite. Insisto e nada. Não estou aqui? Ele resiste. Tudo pelo seus pensamentos. Amor, perdão? Noite longa, o tempo não passa e eu insisto. Braços, pernas e abraços sem êxito. Sono vem sono vem sono vem sono, e sonho, e acordo e... nada. E era verdade, é verdade. Ele está acordado, sei que está. Carinho, indiferença. Abraço, indiferença. Inquietação e orgulho. E o orgulho passa. Acabo de assumir para mim os erros que já são meus. E tento, tento, abrço e nada. Sono vem sono vem sono. Arrependimento e manhã. Dia. Bom dia! (áspero). Resposta seca: Bom dia! (dói ouvir). Verdade. Conversas. Beijo. Desculpas e perdão. E amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2542310439796143595?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2542310439796143595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2542310439796143595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2542310439796143595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2542310439796143595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/12/noite.html' title='Noite'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-9207836038052460690</id><published>2008-11-30T13:10:00.001-08:00</published><updated>2008-11-30T13:10:36.954-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialogo'/><title type='text'>Fim de festa</title><content type='html'>Fim de festa&lt;br /&gt;Eu, minha irmã e mais duas primas resolvemos ir a um showzinho. Diga-se de passagem, de ingresso caro e que no final das contas não foi muito bom.&lt;br /&gt;Somos quatro mulheres “lisas” que saímos com uma cota de dinheiro pra beber e o que sobrasse, ou melhor, o que tinha que sobrar, seria pra voltarmos para casa com um meio de transporte que até os últimos 20 minutos do final da festa não sabíamos o qual seria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos?&lt;br /&gt;-Vamo! Onde será que tem um táxi?&lt;br /&gt;-Um táxi daqui até em casa deve ser caro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã vem em minha direção com seu namoradinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E ai vocês vão pra casa de que? Pergunta o namoradinho de minha irmã.&lt;br /&gt;-De táxi. Responde alguém que tava conosco.&lt;br /&gt;-Meu amigo ta de carro, vocês querem uma carona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o lado a procura do tal do amigo dele, vejo um sujeito de estatura mediana, cambaleando com uma latinha de cerveja na mão. Os olhos “trocados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamo! Eu deixo vocês em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei duas vezes, mas quando olhei para o lado, minha prima Lívia que não pensou nem por um minuto, já estava acomodada dentro do carro. “Vamos economizar dinheiro!” diria ela. Então entramos todos no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coloca Fantasmão ai! Eu que já não estava em sã consciência, fiz esta solicitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele entrou no asfalto comecei a fazer uma prece, não só eu, mas minhas primas e minha irmã. Ah, o namoradinho dela também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ai, Deus nos proteja!” Pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se acontece alguma coisa minha mãe me mata.” Era o que eu lia nas expressões de Amana.&lt;br /&gt;- Ai, será que o que economizaremos vale nossas vidas? Momento de reflexão de Lívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos todos na maior tensão. Minha irmã me olhava como que queria dizer: “calma calma. Vai acabar tudo bem. Mas, se acontecer algo a culpa é de Lívia que entro no carro primeiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe avistamos um viaduto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai meu Deus, é agora! Fechei os olhos. Seja o que Deus quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num flash o “nosso motorista” subiu com tudo o viaduto, com uma velocidade absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Aaaahhhhhhhhhhhhhh!!!!!” Gritamos todos mentalmente, espremendo-nos no banco do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num piscar de olhos estávamos em casa. O cara depois que nos deixou, saiu rasgando avenida a dentro. Nós, paralisados, nos olhamos sem dizer nada e Lívia como num desabafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa foi por pouco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-9207836038052460690?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/9207836038052460690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=9207836038052460690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/9207836038052460690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/9207836038052460690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/fim-de-festa.html' title='Fim de festa'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2541576908220585728</id><published>2008-11-30T13:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T13:04:17.242-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrição do colega'/><title type='text'>Um cara legal</title><content type='html'>Um cara legal&lt;br /&gt;Cabelos pretos de um liso grosso, pele clara, uma voz nem muito fina nem muito grossa que sempre ecoa pela sala com seus comentários. Ele fala muito e alto que é uma beleza.&lt;br /&gt;Sempre de bermuda, tênis e blusa, leva nas costas uma mochila preta  (aquelas que todo estudante de graduação tem, que geralmente ganha-se em eventos) onde carrega um caderno enorme. A turma toda supõem que aquele caderno será para todo semestre, só pode ser!.&lt;br /&gt;Tem um estilo roqueiro, até porque gosta de rock; quando entra na sala faz um gesto de hang lose para turma. Onde ele entra saúda a todos e dar sempre aquele oi individualmente  para que já conhece a mais tempo.&lt;br /&gt;Ele pode ser adjetivado de um cara legal, pois esta sempre disposto a ajudar, mesmo com uma vida louca de dois cursos acadêmicos e no bate- volta Feira/Cachoeira que vive. O seu humor é incrível, parece estar sempre alegre, mesmo com essa dinâmica estressante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2541576908220585728?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2541576908220585728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2541576908220585728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2541576908220585728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2541576908220585728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/um-cara-legal.html' title='Um cara legal'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3045670712952969844</id><published>2008-11-27T11:59:00.001-08:00</published><updated>2008-11-27T12:01:00.863-08:00</updated><title type='text'>Pauta de: Casarão Mal - Assombrado</title><content type='html'>Um casarão antigo da cidade de Cachoeira é conhecido pelos habitantes por ser mal-assombrado. O objetivo desta matéria é colher algumas dessas histórias, e aborda-las de maneira interessante para o leitor. A idéia inicial é apresentar o texto por um terceiro ângulo de observação. Analisar como o sobrenatural se comporta na presença do “natural”.&lt;br /&gt;Descrições, diálogos e fluxo de consciência serão utilizados na produção da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila Moreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3045670712952969844?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3045670712952969844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3045670712952969844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3045670712952969844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3045670712952969844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/pauta-de-casaro-mal-assombrado.html' title='Pauta de: Casarão Mal - Assombrado'/><author><name>Camila Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415657336552762732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Oc8NZCrpGew/Trxm1O95qEI/AAAAAAAAADE/D1qIsT2f4qY/s220/Eu.uJuPG.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2821360069078285713</id><published>2008-11-27T11:51:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T11:53:28.552-08:00</updated><title type='text'>Pauta de: Um dia no Hospital de Cachoeira</title><content type='html'>O objetivo da matéria é observar o dia de um paciente no Hospital de Cachoeira. Analisar quais são as condições hospitalares, quanto tempo o paciente espera na fila, higiene do hospital, qualidade do atendimento, qualidade do atendimento, e o que ocorrer.&lt;br /&gt;Seria interessante também, se houver a possibilidade, o repórter acompanhar o paciente na consulta ao médico para que o dia no hospital seja totalmente caracterizado.&lt;br /&gt;Como a matéria deve seguir o estilo literário aspectos como as sensações transmitidas pelo ambiente devem ser incluídas, assim como a descrição do espaço e das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila Moreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2821360069078285713?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2821360069078285713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2821360069078285713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2821360069078285713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2821360069078285713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/pauta-de-um-dia-no-hospital-de.html' title='Pauta de: Um dia no Hospital de Cachoeira'/><author><name>Camila Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415657336552762732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Oc8NZCrpGew/Trxm1O95qEI/AAAAAAAAADE/D1qIsT2f4qY/s220/Eu.uJuPG.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-5557355491743835080</id><published>2008-11-27T11:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T11:55:45.060-08:00</updated><title type='text'>A feira livre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A feira livre é um ambiente bastante frequentado e desperta em muitos uma sensação diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa mistura de vendedores de frutas, verduras, roupas e outros artigos, a feira livre cria muitas vezes a sensação de estar em um ambiente paralelo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pauta sujere que selam entrevistados alguns vendedores e pessoas que frequentam o local. Para a elaboração da matéria pretende-se usar descrições de pessoas e ambientes, diálogos, narração e outros recursos que forem necessárioa à elaboreção da matéria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Daiane Dória&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-5557355491743835080?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/5557355491743835080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=5557355491743835080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/5557355491743835080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/5557355491743835080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/feira-livre.html' title='A feira livre'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8726670008814965184</id><published>2008-11-27T05:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T06:02:58.052-08:00</updated><title type='text'>Pauta -Violência Urbana</title><content type='html'>Patrícia Neves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreverei conto baseado nos dois últimos assassinatos que houveram em Cruz das Almas e nos poemas do Artista Nelson Magalhães, que tem como tema a violência urbana . Buscarei informações, porém o conto será junção do real com o fictício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8726670008814965184?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8726670008814965184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8726670008814965184' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8726670008814965184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8726670008814965184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/pauta-violncia-urbana.html' title='Pauta -Violência Urbana'/><author><name>Patty Fox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12023824387517876396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_WwJOt6FxNCk/SFBGMO6T-VI/AAAAAAAAAAU/jlgy19vG_qk/S220/FALAR.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-9191045761866418463</id><published>2008-11-26T14:14:00.001-08:00</published><updated>2008-11-26T14:27:06.969-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Galera!!!&lt;br /&gt;As matérias e as fotos com legenda da última edição do jornal, devem ser entregues no dia 03 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os editores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-9191045761866418463?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/9191045761866418463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=9191045761866418463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/9191045761866418463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/9191045761866418463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/oi-galera-postem-as-pautas-do-ltimo.html' title=''/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3669453049891436820</id><published>2008-11-24T16:10:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T16:11:43.013-08:00</updated><title type='text'>Certo dia na 25</title><content type='html'>Por Sandrine Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vinhos e cervejas regados ao cansaço das desilusões, ela não quer ver ninguém. Até queria em algum momento daquele dia, mas agora não mais. Tentou fumar o mundo nos tragos do cigarro para sentir-se mais forte na tentativa de desafiá-lo. Conversava putarias com amigos de bar, mas a vontade era de se enterrar em algum canto escondido e escuro. A putaria rolava...&lt;br /&gt;O Gogoboy conta de surubas vividas com muitas mulheres, homens e direito a chupadas voadoras. Bibi também entra na conversa com um ar de riso insinuante e irônico: - Da próxima vez me convida?&lt;br /&gt;O Gogoboy fica sem graça com a pergunta. Mas, não deixa de mostrar simpatia. Logo envereda com outro assunto: - Vocês já tiveram orgasmos múltiplos? - referindo-se às mulheres da mesa com cara de insinuação.&lt;br /&gt;O Superego, que parecia estar desinibido neste dia, disse que sim com empolgação de quem relembrava aquele momento: durante o sexo e de outras formas também.&lt;br /&gt;Sempre contida, a Menina Mulher, naquele dia com ar de empolgação, disse não.&lt;br /&gt;Ela, a outra, preferiu não se pronunciar até lhe dirigiram a palavra, quando respondeu “depende”, com olhar desconcertado. Tenta se reservar de uma conversa com alguns ainda não tão íntimos assim. Ela também não queria muito papo.&lt;br /&gt;A Menina Mulher investe no assunto e volta atrás na resposta: - Há... depende também. No sexo não, mas já de outras formas.&lt;br /&gt;O papo e o clima esquentam a cada gole de cerveja. As línguas rolavam soltas falando de desejos e de experiências excêntricas.  Aos poucos o álcool faz ela se sentir à vontade e falar. Ela confirma que também já teve.&lt;br /&gt;Bibi fala de sexo oral: - Tem gente que pensa que meu pau é picolé, fica só lambendo. Eu digo logo “Chupa porra”!  - Todos riram.&lt;br /&gt;O Gogoboy não perde a oportunidade para falar das habilidades de sua língua estranha, que se dobra e faz movimentos inimagináveis.&lt;br /&gt;O Superego comenta sua falta de sexo e anuncia que a qualquer momento sobe pelas paredes: - São seis meses sem... Seis meses!!! - fala tentando fazer graça das próprias verdades, ou tentando mostrar uma inverdade fajuta na sua verdade. Bibi propôs ajudá-la, depois, lembra do impedimento de um compromisso. Superego insiste. Bibi diz não.&lt;br /&gt;Bibi se empolgou e propõe uma suruba: em um lugar com piscina, homem com homem, mulher com mulher e homem com mulher, fazendo muita putaria com quem tivesse vontade. Alguns toparam; o Superego não. No balneário? Talvez.&lt;br /&gt;Quase que sem se fazer notar Ele chega com ar de que o mundo gira a seu redor, com aqueles olhos negros e fortes que convidam ao sexo - esperemos um pouco. Ele não se pronunciava, apenas olhava como um felino que fareja o terreno. De repente um convite com olhar firme, que emana chamas ardentes...&lt;br /&gt;Ele: - vamos para sua casa?&lt;br /&gt;Ela já estava excitada.&lt;br /&gt;Eles foram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3669453049891436820?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3669453049891436820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3669453049891436820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3669453049891436820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3669453049891436820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/certo-dia-na-25.html' title='Certo dia na 25'/><author><name>Sandrine Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03469522748945873929</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-693369391247213092</id><published>2008-11-24T12:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T12:40:12.364-08:00</updated><title type='text'>Fluxo de consciência</title><content type='html'>Pessoas lindas. Chegamos no nosso último exercício: fluxo de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro leia as dicas em &lt;a href="http://www.pucrs.br/gpt/fluxo.php"&gt;http://www.pucrs.br/gpt/fluxo.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois crie um fluxo de alguém que vc conhece muito bem, em uma determinada situação. Por isso, use também um pouco de descrição, narração e diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leandro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: até o final do semestre irei ler todos os textos e tecer lindos comentários, podem esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-693369391247213092?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/693369391247213092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=693369391247213092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/693369391247213092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/693369391247213092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/fluxo-de-conscincia.html' title='Fluxo de consciência'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3118291019661857488</id><published>2008-11-24T03:58:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T03:59:17.320-08:00</updated><title type='text'>Coração dividido</title><content type='html'>- Eu não vou! Se você quiser, vá sozinho.&lt;br /&gt;- Mas amor, você vai mesmo passar nosso 1º aniversário de casamento longe de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo era um cara super romântico, daqueles que toda mulher sonha em conhecer. E Luísa sabia muito bem disso, tanto é que casou com ele, passando na frente de muitas outras concorrentes. Mas Gustavo tinha um problema, e que ela não suportava: o Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não passei 364 dias do ano esperando por hoje pra você não querer nem sair comigo!&lt;br /&gt;- Mas eu quero sair com você sim, vamo comigo meu bem...&lt;br /&gt;- Onde já se viu comemorar uma data como esta num estádio de futebol, ainda por cima com o nome de ‘Laranjeiras’! Você costumava ser mais romântico, Gustavo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o impasse. No mesmo dia do primeiro aniversário de casamento de Gustavo e Luísa, jogariam Fluminense e Botafogo pela final do Campeonato Carioca, jogo que nenhum torcedor de verdade seria capaz de perder. Ainda mais quem morava no Rio de Janeiro. Esse era o tipo de partida que pessoas do Brasil inteiro assistiriam, e Gustavo estava tão perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, você lembra quando me prometeu que não ia mais implicar com meu time? Olha só o que você ta fazendo agora... Seja mais compreensiva, xuxu...&lt;br /&gt;- Mas aí você já quer demais né? Eu não impliquei quando deixamos de ir à formatura do meu sobrinho pra você assistir Fluminense x América RJ, não impliquei quando não fomos no aniversário da de 100 anos da minha avó pra você ver Fluminense x Vasco...&lt;br /&gt;- Aquilo foi um clássico!&lt;br /&gt;- Que seja! Não impliquei nem quando mudamos o domingo do batizado do nosso filho pra você ver Fluminense x Resende, mas aí já ta demais né? Você escolhe: ou o Fluminense ou eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o que ele temia. Estava numa sinuca-de-bico, num fogo cruzado. E não sabia como resolver a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, você ta de cabeça quente, ta falando até besteira já.&lt;br /&gt;- Besteira? Acho que isso foi a coisa mais séria que eu já falei na minha vida desde o ‘sim’ para o padre no dia do nosso casamento!&lt;br /&gt;- Mas amor, aí já é covardia!&lt;br /&gt;- Eu sabia! Sabia que você não gostava tanto assim de mim! Pra mim já chega, eu é que não fico mais aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando ela já estava prestes à sair, eis que Gustavo teve a idéia que o tiraria desse aperto, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera meu bem!&lt;br /&gt;- O que foi desse vez?&lt;br /&gt;- Vamo fazer o seguinte? Vamos nós dois pra o jogo, e depois nós saímos prao lugar que você quiser!&lt;br /&gt;- Eu ir pro jogo também? Depois a gente vai pra qualquer lugar? Que eu quiser mesmo?&lt;br /&gt;- Claro meu bem, você sabe que faço tudo por você...&lt;br /&gt;- Ah, não sei... Aquele bando de gente gritando e pulando e xingando...&lt;br /&gt;- Você vai estar comigo, meu amor, eu te protejo...&lt;br /&gt;- A depois a gente pode ir pra aquele restaurante chiquerérrimo que abriu naquele bairro nobre?&lt;br /&gt;- Vamos pra onde você quiser, xuxu...&lt;br /&gt;- Já que é assim...&lt;br /&gt;- Eu sabia que você não iria estragar nosso aniversário de casamento, minha princesa! Por isso que eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foram os dois ao Estádio das Laranjeiras e viram o Fluminense derrotar o Botafogo por 3x0 numa final super empolgante. Mas o importante mesmo foi que Gustavo salvou seu casamento e seguiria com suas paixões juntas por toda a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3118291019661857488?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3118291019661857488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3118291019661857488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3118291019661857488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3118291019661857488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/corao-dividido.html' title='Coração dividido'/><author><name>Mariana Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14530584785055614618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='14' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2zU81WQ7TEE/S8u5BrrfBYI/AAAAAAAAALc/30UyOTEitH4/S220/SDC11230+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4649231681341683587</id><published>2008-11-20T19:59:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T20:00:29.594-08:00</updated><title type='text'>Luizinho versus Dentista</title><content type='html'>Lise Lobo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde agitada, o sol pegando fogo, e lá estava eu fazendo o que mais gosto, comprando. Minha alegria acaba quando meu pai liga, e fala com uma voz apressada e nervosa:&lt;br /&gt;- Lise, ta onde?&lt;br /&gt;- To em uma loja, por quê?&lt;br /&gt;- Quando terminar aí, venha logo aqui para o dentista ficar com o seu irmão, porque ta demorando muito e eu tenho que resolver uns problemas do clube.&lt;br /&gt;Fazer o que? Pensei.  Logo agora que ia experimentar um biquíni!&lt;br /&gt;- Já to indo!&lt;br /&gt;- Não demora!&lt;br /&gt;- Ta bom, já vou!&lt;br /&gt;E lá foi eu, puta de raiva, mas fazer o que? Homem de fato não tem paciência, aposto que ele chegou nesse instante no dentista, e já ta agoniado.&lt;br /&gt;Cheguei ao consultório morrendo de calor, suando mais que tudo, e lá estava Luizinho, todo estirado no banco embutido do consultório odontológico. Meu pai não exitou em abrir um enorme sorriso (certamente de alívio) e logo foi se despedindo.&lt;br /&gt; - Ta melhor Lu? Perguntei ao meu irmão Luizinho de 7 anos, que não deixou ninguém dormir na noite passada por causa de uma dor de dente.&lt;br /&gt;- Não! Ainda ta doendo. Respondeu ele com uma voz sonolenta. Também pudera, o bichinho não dormiu nada.&lt;br /&gt;Chamei ele para o outro banco aonde o ventilador estava ao alcance, tinha que tomar um pouco de ar, tava derretendo. Lu veio todo mole, parecia um jumbí, e logo colocou sua cabeça no meu colo e o dedo na boca. Sinal de que iria acabar dormindo.&lt;br /&gt;- Lu! Não dorme não porque logo você vai ser atendido.&lt;br /&gt;- Ta demorando Didi (é assim que ele me chama).&lt;br /&gt;- Ta não!&lt;br /&gt;Também já ansiosa, principalmente para ir para casa experimentar o que comprei, levantei-me e foi até a recepcionista, tão pequena que só dava para ver a ponta de sua cabeça atrás do balcão, branca, cabelos escovados e pretos, olhar cansado, voz baixa, não parecia nada disposta:&lt;br /&gt;- Tem mais alguém na frente dele querida?&lt;br /&gt;- Deixe eu ver... Não! Ele é o próximo.&lt;br /&gt;Graças a Deus! pensei. Voltei para meu acento e avisei a Lu que ele seria o próximo, o que não fez muita diferença, continuou cheio de moleza.&lt;br /&gt;Os minutos passaram e logo ele é chamado.&lt;br /&gt;- Luiz Henrique...&lt;br /&gt;E lá fomos nós dois. Eu sem um pingo de preocupação, já que minha mãe me disse que ele se comporta direitinho no dentista, que fez uma obturação e nem reclamou.&lt;br /&gt;A dentista Lorena, que foi minha colega no ensino fundamental, com uma voz doce e calma pediu:&lt;br /&gt;- Senta aqui Lu. Vamos da uma olhadinha.&lt;br /&gt;- Ele ta sentido muita dor no dente, não deixou ninguém dormir. Avisei. Diga a ela Lu...onde é que ta doendo.&lt;br /&gt;Luizinho apontou para o dente dolorido. E no momento em que a dentista tocou, ele segurou a mão dela e fez uma careta, de dor com certeza.&lt;br /&gt;- Calma Lu. Eu tenho que olhar para poder ajudar. Falou delicadamente a dentista.&lt;br /&gt;No momento entra o dentista Tarcisio, dono do consultório. Lorena sai e dá o lugar para ele olhar. Ele olhou, olhou... e logo sussurrou para Lorena:&lt;br /&gt;- Vai ter que arrancar!&lt;br /&gt;Tarcisio levantou-se e Lorena ocupou de vez seu posto. Luizinho arregalou os olhos. Ele escutou!&lt;br /&gt;- Arrancar?Perguntou Lu com a voz tremula.&lt;br /&gt;- Não Lu. Respondi imediatamente. Ela só vai passar uma massinha para passar a dor.&lt;br /&gt;- Ah sim! Por que eu não quero arrancar.&lt;br /&gt;- Vai só passar um remedinho.&lt;br /&gt;Ele ficou todo desconfiado. A dentista passou de fato a massinha, levantou-se e foi até outra sala, voltando com uma seringa na mão. A anestesia, pensei.&lt;br /&gt;- Pra que isso?Exaltou Luizinho!Eu não quero tomar isso de novo. Minha boca fica torta.&lt;br /&gt;- Mas tem que tomar Lu. Para parar de doer. Avisei, ou melhor, enganei o bichinho.&lt;br /&gt; - Você não já tomou uma vez?É só uma picadinha. Você já sabe como é. Não vai doer. Acrescentou Lorena.&lt;br /&gt;Quando a dentista levou a anestesia em sua direção, Lu abriu o berreiro, começou a chorar.&lt;br /&gt;- Já passou!Não ta mais doendo! Gritou ele.&lt;br /&gt;- Calma! Lise vai comprar um pote de sorvete para você quando sair daqui. Vai tomar sorvete a tarde toda. Não é Lise?&lt;br /&gt;- É doutora. Um pote bem grande.&lt;br /&gt;- Eu não quero, eu não quero.&lt;br /&gt;Comecei a ficar nervosa. Comecei a pensar. Onde estaria o menino bonzinho, que não chora no dentista. Será que minha mãe teria que estar ali para ele se portar bem. Aff!&lt;br /&gt;- Vou segurar sua mão! Você vai ver como é bem rapidinho. É para a dor passar Lu. Você quer sentir isso para sempre?&lt;br /&gt;- Ta bom! Eu deixo.&lt;br /&gt;Fui até perto dele e segurei suas mãos. Tremia mais que tudo. Mas finalmente ela conseguiu aplicar a anestesia. Mal eu imaginava que o pior estava por vir.&lt;br /&gt;Logo a anestesia fez efeito, e então a dentista se levantou e foi novamente até a outra sala ao lado.&lt;br /&gt;- Pronto! A gente já pode ir né Didi?&lt;br /&gt;- Calma Lu! Ela ainda vai passar um remédio.&lt;br /&gt;- Não vai arrancar não né?&lt;br /&gt;- Não meu amor!&lt;br /&gt;E logo ele foi se levantando da cadeira.&lt;br /&gt;- Não Lu, é pra ficar aí ainda.&lt;br /&gt;- Mas pra que?&lt;br /&gt;- Pra ela passar um remédio.&lt;br /&gt;- Já passou!&lt;br /&gt;E logo a dentista volta com o instrumento de extração na mão, quando Luizinho viu, enlouqueceu.&lt;br /&gt;- Nãoooooooooooo! Não vou arrancar não!&lt;br /&gt;Deu um pulo da cadeira, mas consegui agarrá-lo. Juntou eu, a assistente e a dentista para segurá-lo.&lt;br /&gt;- Nãooooo! Nem morto eu arranco o dente.&lt;br /&gt;Chorava, gritava, jogava mãos e pernas para todo o lado. Nunca imaginei que tinha tanta força.&lt;br /&gt;- Calma Lu! Calma! Gritava eu pra ele!&lt;br /&gt;- Segura! Gritava a assistente.&lt;br /&gt;Na primeira oportunidade Luizinho escapou, abriu a porta do consultório e saiu correndo feito louco gritando. Eu queria achar um buraco para enfiar minha cabeça, eu também já estava quase chorando, só que de raiva e pena ao mesmo tempo. Minha mãe me paga!!!!&lt;br /&gt;- Lu, espera! Você vai ter que arrancar!&lt;br /&gt;- Não, nem morto! Gritava ele com a boca toda torta por causa da anestesia.&lt;br /&gt;- Você já fez o pior que foi a injeção. Eu posso te dar um murro na boca que você não vai sentir. Não vai doer.&lt;br /&gt;- Vai! Vai ter sangue!&lt;br /&gt;- Não vai não. Ela coloca um pozinho que estanca o sangue, não vai sangrar nada.&lt;br /&gt;- Não, não e não.&lt;br /&gt;Luizinho, gritava, babava, chorava já tava todo vermelho. E todo mundo da recepção me olhando. Que mico!&lt;br /&gt;Fiz de tudo para convencê-lo&lt;br /&gt;- Quando a gente sair daqui, você escolhe qualquer brinquedo que eu te dou.&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Vou ter que ligar para meu pai então.&lt;br /&gt;- Nãoooooooo!!! Gritou ele cheio de medo.&lt;br /&gt;Liguei:&lt;br /&gt;- Pai...&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;-Luizinho vai ter que arrancar o dente, e não quer de jeito nenhum. Já fez um escândalo aqui. Até anestesia tomou! E nada.&lt;br /&gt;- Como é que é? Espera que já estou indo para aí.&lt;br /&gt;Luizinho gritava ainda mais, em pensar na possibilidade de meu pai ir para lá. E Logo pediu&lt;br /&gt;- Se minha mãe estiver aqui eu arranco.&lt;br /&gt;- Mas minha mãe ta trabalhando Lu.&lt;br /&gt;- Só com ela. Soluçava.&lt;br /&gt;Liguei para minha mãe. Não agüentava mais pagar mico sozinha.&lt;br /&gt;- Mãe...&lt;br /&gt;- O que foi, Lu já foi atendido?&lt;br /&gt;- Já! Mas teve um probleminha.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Ele vai ter que arrancar o dente...&lt;br /&gt;- Arrancar?&lt;br /&gt;- Pois é! E ele ta aqui com a boca toda anestesiada, mas não quer de jeito nenhum arrancar o dente.&lt;br /&gt;- Liga para seu pai Lise!&lt;br /&gt;- Já fiz isso e ele ta vindo!Mas Lu disse que só arranca se você estiver aqui.&lt;br /&gt;- Meu Deus! Vou ver se consigo dar uma saidinha!&lt;br /&gt;Luizinho me interrompe, e pede para falar com ela. Com voz soluçando pedi:&lt;br /&gt;- Mãe.....eu não quero arrancar o dente!&lt;br /&gt;Certamente ela disse que era necessário.&lt;br /&gt;- Então vem para cá! Pede ele.&lt;br /&gt;Uns 10 minutos depois chega meu pai esbravejando. Luizinho abre o berreiro, e meu pai fala:&lt;br /&gt;- Você né homem não? Você já ta muito grandinho para isso. Vai arrancar sim!&lt;br /&gt;- Nãooooooo!!Só com minha mãe.&lt;br /&gt;- Calma pai. Minha mãe ta vindo aí. Anunciei.&lt;br /&gt;Logo chega minha mãe. Luizinho a agarra. E ela já chega com uma estratégia. Chama a dentista e diz:&lt;br /&gt;- Doutora... não vai mais arrancar o dente dele não viu? Só quero que passe um remédio.&lt;br /&gt;- Ta bom Luciana, só um remédio.&lt;br /&gt;E lá foram os dois para dentro do consultório. Eu, nem quis entrar mais. Deus me livre!Minha mãe que se vire agora. Fiquei esperando na recepção e já imaginando Luizinho saindo da sala correndo e gritando. Meu pai percebeu que já estava tudo resolvido e foi embora.&lt;br /&gt;Não dá 2 minutos e saem os dois. Luizinho com um sorriso enorme no rosto.&lt;br /&gt;- E aí?Arrancou?&lt;br /&gt;- Não! O dentista olhou direito e viu que tava muito inflamado, o que não dá para arrancar. Só passou um antiflamatório.&lt;br /&gt;- Que ódio! O dentista não podia ter percebido isso no início, para eu não ter que ter pagado tanto mico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4649231681341683587?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4649231681341683587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4649231681341683587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4649231681341683587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4649231681341683587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/luizinho-versus-dentista.html' title='Luizinho versus Dentista'/><author><name>Lise Lobo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049799008420325601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1366026489198383758</id><published>2008-11-19T13:53:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T12:13:32.058-08:00</updated><title type='text'>A ex-cidade da criminalidade zero ataca</title><content type='html'>“ Mônica ou Verônica?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachoeira, 18 de novembro.Voltando pra casa depois de comer um hamburguer na Praça 25. Dez e meia noite. Eu, com Dani - moramos juntas - e Jadson que nos acompanha indo também pra casa. Ele mora em São Félix. Conversa agradável, sentamos pra conversar numa parede baixa, todos distraídos, não notamos que alguém nos seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mônica? Pergunta um homem alto, moreno, vestido com uma blusa de botão preta, calça jeans escura, usando um argola prata na orelha direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pergunta a Dani, mas eu mesma respondo com um susto que tomo com a pergunta sem lógica, feita por aquele homem estranho e desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Digo com um sorrisinho bem sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Verônica então!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que achamos que continuaria caminhando após aquela piada ridícula, pára um pouco afastado de nós e fica. Sentados, sem dar atenção a ele, continuamos a conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De uma coisa eu tenho certeza, diz Jadson. Se tem uma coisa que acaba com a vida de uma pessoa é a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais o Jadson é besta viu. Retruca Dani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente percebo que o homem começa a se aproximar, e como sou eu quem está sentada na ponta – mais próxima dele - fico assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamo sair daqui né, gente? Percebendo a situação Jadson já vai levantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É, vamo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos andando em direção a nossa casa. Jadson resolve nos acompanhar. É aí que percebo que o tal homem veio nos seguindo. Temos que mudar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamo aqui pela ladeira que ele vai direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mesmo, os dois concordam. Quando a gente ia subindo, não é que o miserável resolve ir atrás. De imediato penso: “É hoje!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vixe, ele ta vindo atrás. Avisa Dani já assustada, como os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então a gente vai por lá mesmo, vamo seguir direto. Sugiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a adiantar o passo para acompanhar um pessoal que passava na rua, apesar do nervosismo aquele homem tinha ido por um caminho mais longo, seria difícil ele nos acompanhar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu bem reparei, aquele cara chegou de repente foi aproximando, aproximando, chegou muito perto de mim. Tu não reparou não, Dani?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não. Não percebi nada, tava ali voando na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu me liguei, é por isso que depois de 10 horas eu durmo na casa de qualquer um pra não ter que voltar pra São Félix só. Os caras falam, mas né não velho. Andar sozinho aqui de noite é barril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estamos perto de casa, Jadson então já dá sinais de que quer voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que vou voltar viu, vocês já estão perto agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode voltar Jadson, não faz medo mais não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É volta mesmo, tu já tá com medo também de atravessar aquela ponte . Acrescenta Dani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando Jadson já está preparado para dar as costas, eis que surge na nossa&lt;br /&gt;frente o tal homem com um ar suspeito caminhando em nossa direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha ele ali, diz Jadson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Misericórdia, é ele mesmo. Digo mais assustada do que tudo. Travada. Como se diz vulgarmente eu estava como o “cu piscando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vixe, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Automaticamente todos viram de costas e começam a andar muito rápido. Praticamente corremos, desesperados. Aquele homem deve ter corrido muito pra subir uma ladeira em tamanha velocidade e já ter descido outra em nossa frente. Ele não estava de brincadeira, isso já estava claro e nós não queríamos pagar pra ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como é que esse homem conseguiu alcançar a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu até pensei nisso, mas eu nunca imaginei que ele ia conseguir alcançar a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor saída naquele momento era entrar por outra rua e bem rápido, porque era evidente que estávamos correndo dele, e ele já havia percebido. Ninguém conseguia olhar para trás mais todos imaginavam que ele estaria correndo atrás de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aí alguém, olha aí Dani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vou olhar não. Olha aí Jadson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu é doido, Deus me livre, eu também não vou olhar não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém tinha coragem, se já estávamos em pânico em imaginar a correria dele, calcule aí se alguém o vê realmente correndo. Entramos no primeiro beco que encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora a gente faz o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamo dá um tempo por aqui, se vocês forem pra casa ele vai manjar a cara de vocês, ou então pode tá ali esperando pra fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque a gente não foi pra casa cedo? Dani questiona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente já saiu do CAHL tarde, com fome, tinha que comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu não vou mentir não, eu já tô com medo de levar vocês em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pela tua cara ta se vendo Jadson, naquela hora ali tu já tava querendo voltar. -Ainda bem que eu não voltei porque ele ia abordar vocês bem ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, esse cara quer comer a gente Dani!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ele deve ta armado porque ele ta vendo, um cara desse tamanho – e aponta para o corpo – e não se intimidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vixe, meu Deus, “oia” eu não sei não viu. Dani já não sabia o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O jeito é a gente ir lá na polícia falar com os “home”, porque eu não tenho coragem de levar vocês pra casa e nem de voltar pra São Félix só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós olhávamos pra Jadson aflitas, ninguém pensaria numa idéia dessa. “Polícia é demais”. Mas aquela situação estava complicada, o tal homem não estava só tentando nos assustar, até porque isso ele sabia que já tinha feito. Pensei em outra solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que vou ligar pra Júlio, ele vem com Bob e Fred aí não tem perigo não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que não mesmo? E se aquele cara encontrar com eles no meio do caminho, e mudar de vítimas? A gente já estava em situação perigosa, incluir mais alguém era arriscado demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O jeito é a gente ir na polícia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então umbora logo, que ele deve ta vindo atrás da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, vai. Saímos por outra rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A infinidade de becos que sempre penso que existe em Cachoeira naquele momento me parecia bem finita. Aquela paz e tranqüilidade de cidade pacata sumiram. Eu só pensava em correr, só desejava estar segura em casa, mas no momento nenhum lugar me parecia tão seguro quanto a delegacia de polícia e pra lá corríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero “mijar”! Jadson já estava com os nervos a flor da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô Jadson, segura aí que na delegacia tem banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda encontrava espaço para fazer piadas Dani ainda conseguia rir, a tensão era tamanha que a gente não conseguia fazer outra coisa. Nunca vi Cachoeira tão escura, tão fria, tão assustadora. Temia encontrar aquele sujeito em todas as ruas e becos da ex-terra da criminalidade zero.&lt;br /&gt;Enquanto Jadson “mija”, eu e Dani conversamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E se ele sair por aquela rua ali, Dani?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É mesmo vamo por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas se ele estiver cá do outro lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih Camila, então eu não sei viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca odiei tanto aqueles becos acessíveis por todos os cantos da cidade. Aquelas ruas entrelaçadas que encurtavam os meus caminhos todos os dias, viram naquele instante meus olhos nervosos e inseguros. Medo do homem, raiva das ruas. Ruas expostas e perversas, que me colocaram em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peraí que eu vou olhar dali da esquina se ele ta vindo. Jadson já tinha voltado do “urinódromo”. (Um muro qualquer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai até a esquina e observa. Quando já estamos nos aproximando dele, ele faz um sinal para esperarmos. Aflitas chegamos mais perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vê aqui se é ele ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não lembro direito dele não, que eu não reparei muito, olha aí Camila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ele mesmo, olha lá todo de preto. E ta procurando a gente, ó como ele foi e voltou olhando por aquela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh vamo logo pra delegacia antes que esse homem encontre a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ô Dani, eu tô aqui com uns dezessete reais, um celular novo, um livro e tu ainda ta com a minha câmera na bolsa. Já pensou esse cara assaltar a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tua câmera não ta comigo não Camila. Eu tô com uns dez reais e o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tô com tudo aqui. Um mp4, dois celulares. Um deles eu ainda tô pagando as prestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pra trás e vejo alguém estranho vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é ele ali não, né? Esse cara já ta parecendo que é onipresente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oxe, não é ele não menina, aquele ali tá de boné branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que os caras não vão querer me levar lá em São Félix não. Eu vou dormir na casa de vocês, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem vai falar quando a gente chegar lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala vocês que é mulher, faz logo a pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah não! Fala tu Jadson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então fala, Camila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beleza, deixa que eu falo. Coisa vai ser se eles não quiserem levar a gente. Eu durmo aí viu, pra casa só é que eu não vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os carros tão aí, eles levam. Me levar em São Félix é que é demais. Dentro da&lt;br /&gt;delegacia, eu vou na frente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Boa noite, é que a gente ta aqui meio aflito – olha, MEIO aflitos! – porque a gente tava indo pra casa e tinha um homem seguindo a gente, a gente disfarçou foi por outros caminhos, ficou no meio de muita gente, mas não adiantou. Ele continuou atrás, aí quando a gente já tava perto de casa encontrou com ele de frente, aí saiu correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês já viram esse homem aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que ele é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alto, negro, mas a pele é marrom. Tá com uma blusa de botão preta, e calça jeans, todo de preto. Usa um brinco prata, e tem o cabelo cortado bem baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele disse alguma coisa a vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só mexeu com as meninas, fez uma piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Peraí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O policial entra e fica lá dentro conversando com os demais. Nós sentados dentro da delegacia, já temos tudo em mente. Se eles não levarem a gente em casa, passaremos a noite por ali mesmo, sentados naquele banco de maneira desconfortável mais seguro. Pelo menos teoricamente. Três policias voltam, um deles com uma arma enorme na mão, o outro com um colete a prova de balas, e entram no carro. Um avisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês não vão pra casa? Vamo! Alguém vai ter que ir no colo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem nada não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entra Jadson, eu vou no colo de Camila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta pra casa com os policias não encontramos mais aquele homem. Dani no meu colo com a bolsa escondendo o rosto, não queria ser vista dentro do carro da polícia. Eu não queria estar num carro de polícia. Jadson ao meu lado silencia. Enfim, chegamos em casa. Tudo bem que de um jeito inesperado: Eu pela primeira vez dentro de um carro de polícia, aparentemente segura. Segurança esta que eu já não sinto mais nas ruas acessíveis e perversas de Cachoeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila Moreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1366026489198383758?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1366026489198383758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1366026489198383758' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1366026489198383758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1366026489198383758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ex-cidade-da-criminalidade-zero-ataca.html' title='A ex-cidade da criminalidade zero ataca'/><author><name>Camila Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415657336552762732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Oc8NZCrpGew/Trxm1O95qEI/AAAAAAAAADE/D1qIsT2f4qY/s220/Eu.uJuPG.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8341987054778913277</id><published>2008-11-17T16:28:00.001-08:00</published><updated>2008-11-17T16:28:53.836-08:00</updated><title type='text'>Segunda-feira, que merda!!</title><content type='html'>Danielle Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a claridade da manhã Danielle Souza despertou às 05:59. Ufa... ela ainda tem uma hora de sono. Embalada pela leve brisa e pequena sonoridade do ventilador ela volta a dormir. A sua única hora passa e quando tudo se torna silêncio ela acorda. São 07:00, ela se mexe, boceja, se espreguiça e seus olhos vão de encontro ao ruído em direção a porta. Era Camila, sua companheira de quarto, que segue para o banheiro. Enquanto isso permanece deitada, aproveitando mais uns minutinhos de sono. Já são 07:07 e mesmo apertada para urinar a vontade que Danielle tinha de cochilar mais um pouco era maior. Passaram-se alguns segundos, pequenos ruídos vinham do quarto ao lado, o ranger da cama, o arrastar de sandálias, é... mais alguém havia acordado. Danielle já não podia mais adiar o impossível, levantou-se e com toda preguiça do mundo, foi ao banheiro. De volta ao quarto ela se depara com um corpo estendido na cama ao lado da sua, era Camila lutando contra o sono. Foi então que ela resolveu escolher uma roupa, afrontar o chuveiro e às 07:50 com toda a lerdeza do mundo encarou o velho caminho até chegar à faculdade. No caminho nada de novo, tudo no mesmo lugar, do mesmo jeito, com o mesmo cheiro... apenas o sol, que mesmo cedo, já incomodava.&lt;br /&gt;Ela anda, anda e anda. Entra em ruas, sai de ruas, atravessa ruas, até que o Cahl mostra sua cara. Bons Dias são ofertados na entrada, e sem enxergar mais ninguém ela passa batida para sala de redação. Com o tempo de dar uma olhadinha só no orkut e no msn, a aula começa. São horas de discussão em sala, até Leandro passar a atividade e Danielle começar a escrever o seu diário. As pequenas frases, os pequenos parágrafos apareceram, mas na boca de meio-dia, e com a fome do cão, ela dispara pra casa. Ela nem conseguiu analisar direito o que poderia estar acontecendo a sua volta, tudo culpa do calor infernal que pairava em Cachoeira. Senhor, ela suava!! Quente, tava era quente. O vento que soprava era quente. Cachoeira deveria estar com o calor de 40º. Mas finalmente uma casa laranja fica a sua vista. Era ela a esperança de uma fresca, de uma água fresca, de um banho fresco.&lt;br /&gt;Banho tomado, barriga cheia, dentes escovados e com horário da aula atrasado, às 13:00 ela retorna à faculdade. São mais três horas e meia dentro da mesa sala, na frente dos mesmo computadores, vendo as mesma pessoas, de diferente só Alene, a bronca dada e o assunto a ser tratado, jornalismo on-line.&lt;br /&gt;17:00 Danielle e Camila seguem em direção a beira do rio. Tudo parecia tranqüilo. Até avistarem um homem enraivado correndo com um facão na mão atrás de um rapaz, sabe lá por qual motivo, por que razão. Ela só viu um furdunço. Uma correria retada, gente pra todo lado e Camila apreensiva grita:&lt;br /&gt;- Binha, ô binha...sai da rua.&lt;br /&gt;Danielle rindo responde:&lt;br /&gt;- Ô binha, ele ta correndo pra lá e não pra cá...&lt;br /&gt;Rindo, as duas seguem e do ocorrido só escutam mais uma observação:&lt;br /&gt;- Chama a polícia, rapá...&lt;br /&gt;A 25  deu as caras. Tudo tranqüilo, uns gato pingado nos bares e quase ninguém nas ruas. O Paraguassú surge, e encantadas com a vista Danielle e Camila se distraíram. Os pensamentos rolavam soltos. Nada parecia tirar a concentração dessas duas, até que gritos de desespero, cada vez mais altos, foram disparados:&lt;br /&gt;- Dani, Dani, Dani...&lt;br /&gt;E uma cena que no mínimo deveria ser trágica, acabou sendo cômica. Pois lá estava Dani, uma menina gordinha, morena, de no máximo 13 anos, se embolando nas escadarias do rio Paraguassú, enquanto a amiga estava em prantos gritando o seu nome. Os olhares de Danielle e Camila se cruzaram, enquanto as risadas permaneciam engasgadas e sem saber se socorria ou se ria, elas continuaram nos seus devidos lugares, apenas apreciaram a cena.&lt;br /&gt;Passado o ocorrido, e mais um minutinhos na beira do rio, elas se mandaram para casa. Sem dinheiro e com fome, era a única alternativa. Afinal, depois de ter passado o dia inteiro dentro de um laboratório de jornalismo, ainda restavam para elas uma bendita aula de Leandro Colling às 19:30 da noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8341987054778913277?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8341987054778913277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8341987054778913277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8341987054778913277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8341987054778913277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/segunda-feira-que-merda.html' title='Segunda-feira, que merda!!'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1140142664436407167</id><published>2008-11-17T16:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T16:09:40.262-08:00</updated><title type='text'>Nada de novo, dinâmica de sempre</title><content type='html'>Camila Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acorda às 06:59, e antes que celular possa despertar o desliga. Como ela odeia aquele som! Olha pra cima. Pelo telhado a visível claridade. O sol invade a casa, o quarto, seus olhos, e sua mente avisando que o dia amanheceu.  No rosto a expressão do desânimo por não poder dormir mais meia hora. Levanta-se vai ao banheiro, escova os dentes. “Nossa!”. Ih, olhou-se no espelho, não devia ter feito isso. Cabelo assanhado, rosto inchado, pele marcada, visão do inferno. E pra completar o astral, humor de “cão”.  “Esse cara deve acordar às cinco da manhã”, murmura com uma voz grave de quem ainda não acordou direito, referindo-se ao vizinho, que põe o rádio numa altura nada agradável para quem acaba de acordar.&lt;br /&gt;Volta e deita novamente, mesmo ciente de que já é hora de levantar. Dorme mais uma vez, e de repente acorda com o som da companheira de quarto que acaba de levantar e já diz: “Bom-dia”. Ela responde nada contente com a idéia de o dia ter amanhecido, e já imagina que agora realmente vai ter que ir para o banho.&lt;br /&gt;Chuveiro ligado, água morna, pele arrepiada, frio. O som insistente do rádio que invade as paredes do banheiro lhe perturba anunciando dessa vez o caso do namorado que atirou na namorada, e depois tentou o suicídio. “Agora é graça, todo mundo quer ser Lindemberg”, afirma. Porque será que ela tem que conversar todos os dias com o rádio?&lt;br /&gt;Quem é ela? Ela é Camila, 20 anos, universitária, irritadíssima, odeia acordar cedo. Sai do banho, veste-se. E a movimentação dentro de casa continua. Agora todo mundo está de pé, a sua companheira de quarto e a amiga do quarto ao lado. O humor melhora consideravelmente, e o som do rádio que anteriormente gritava em seus ouvidos, agora só fala, fala e lhe provoca risos.&lt;br /&gt;Despertou agora já foi, não pára mais de falar e o alvo central passa ser o rádio do vizinho. Agora ela já não se contenta em fazer comentários consigo mesma sobre as locuções e socializa a conversa. “Vocês ouviram isso?”, pergunta entre risos, “o cara perguntou para o embaixador da Holanda como resolver a crise mundial, no meio de uma Bienal. Se ele souber, manda ligar pro Obama avisando”.  Fala enquanto faz um leite. Bebe, escova os dentes mais uma vez e sai.&lt;br /&gt;O dia já começa anunciando que vai ser muito quente, às oito da manhã o abafamento já se faz presente. O caminho para faculdade parece longo, o silêncio é grande entre as amigas, e só é quebrado quando em frente ao Quarteirão Leite Alves a imaginação flui: “Imagina o calor que não deve fazer aí dentro?”. E uma das amigas comenta: “Os pedreiros não tão fazendo nada, acabou a tinta, agora pronto, tudo com a cara pra cima”.&lt;br /&gt;Até aí o dia de Camila estava bem normal, corriqueiro. Tudo indo de acordo com o esperado, a não ser pelo atraso que não é de costume, o calor que não é desejado, e a pressa de quem precisa correr, mas tem impregnada a soma da preguiça da aula matinal mais aquele calor que resulta numa moleza de dar dó.&lt;br /&gt;Enfim chega ao CAHL, ela foi se arrastando se atrasou, mas chegou. Aula no laboratório, pelo menos isso. Sala fria, parecia que tinha entrado em outro mundo. Mundo que a deixou mais disposta, menos mole, mais ativa. Professor na sala, texto pra discutir. Discussão longa, produtiva, até empolgante em certos pontos. Durante a aula a preocupação, livro grande pra ler, muito a ser feito, a ser lido, pouco tempo disponível. “Vixe, esse semestre tá demais! Quem mandou ocupar?”, brinca com a colega ao lado.&lt;br /&gt;Exercício em sala. Enquanto ouvia o som das teclas ao seu redor, apressadas, concentradas, produzindo, Camila pensava que deveria ter aquele aparente dom de captar a informação e decodificar rapidamente como aqueles ao seu redor. Mas enfim não tinha, e aquele exercício já estava esquentando sua cabeça. A fome apertou, já estava na hora de ir pra casa almoçar. E foi. Voltando pra casa, agora sim a coisa estava feia, o calor era infernal, em Cachoeira a temperatura devia ser uns 72º, isso na sombra, é claro. Acha muito? Experimente sair nas ruas em pleno meio-dia. A coitada estava com calor, muito calor, mas o caminho era longo e a fome sua companheira inseparável. Seus olhos nem conseguiam abrir direito, a luz estava muito forte, forte e quente. Suor e fome se confundiam e a pressa de chegar era tamanha que as pernas pareciam não poder alcançar a velocidade que o corpo, de fato, queria.&lt;br /&gt;Chegando em casa, na correria foi pro banheiro. Banho, água fria, gelada e a sensação impagável de frescor, o dia poderia ter acabado ali que o final feliz de certo já estava garantido. Mas ainda tinha a fome, e esse dia não podia acabar ainda, não assim com fome. E ela comeu, comeu não, devorou não que a comida estivesse das mais saborosas mais a fome naquele instante foi o tempero dos sonhos de qualquer alma famigerada, como a de Camila.&lt;br /&gt;Já estava na hora de voltar pro CAHL novamente, agora fresca, alimentada, tudo nos conformes. E foi só pôr os pés na rua, pra aquela velha sensação de abafamento voltar, um pouco mais contida, mas não ausente.&lt;br /&gt;De volta a Universidade, de volta ao laboratório, uma da tarde. A aula agora é outra, mas os trabalhos continuam, estudo dirigido, professora estressada. A tarde estava prometendo. Começou até bem, conversas paralelas, texto básico no computador, até que todos se reúnem a frente da sala. Sentados em círculo, todos só ouvindo a professora dar o maior sermão do semestre. “O site está uma bosta, e a culpa não é só do professor”, afirma a professora. “Eu sou concursada, ensino em universidade federal, o meu está garantido no final do mês.” Ela pegou pesado, e a consciência de Camila pesou, a dela e de com certeza do restante que tem algum interesse num bom futuro profissional. Mas naquele momento, naquela sala que pela manhã lhe dava uma sensação de bem-estar, o sentimento não era bom. Ela sentiu-se presa, e aquele ambiente a deixava triste, o silêncio lhe deixava enraivada. A vontade de falar era calada pelo sentimento de culpa que não era abrangente a toda situação.&lt;br /&gt;Mas existia e a impedia de se manifestar. Não que ela discordasse das críticas feitas, isso não, consciência ela tinha. O que lhe incomodava eram os argumentos finais utilizados, e talvez, quase com certeza, eles nem tenham sido usados com um intuito ofensivo, mas foram usados e foram suficientemente capazes de fazer Camila esquecer por um instante que a questão não era meramente salarial e sim de compromisso com a disciplina. Mas ela lembrou, antes tarde do que nunca lembrou, e impediu que o impulso de pedir a voz fosse levado até o fim. Crítica pertinente, argumentos finais desnecessários, consciência pesada. A tarde não estava terminando bem.&lt;br /&gt;Saindo do CAHL tudo parecia muito tranqüilo, fazer matéria era o propósito dela. Encaminhando-se ao destino da entrevista uma surpresa. Pânico na rua, pessoas olhando com um ar de desespero, todos saindo na porta. No meio da rua um cidadão corria desesperado indo ao encontro de outros. Na mão ele trazia um instrumento que lembrava um facão, tão enferrujado que a pobre da vítima iria acabar morrendo de tétano. Nos olhos dele raiva, no dela medo. Na rapidez que aquele rapaz corria acertaria alguém com facilidade. A cena dava indícios de que terminaria em tragédia. O homem continuou correndo. Camila continuou andando, eles iam em direções contrárias, como se aquela cena não representasse muito, e de certo não representava. Aquela não era uma realidade com a qual ela estava acostumada a lidar, e não lidou. Deu as costas como se aquele mundo não fosse o seu, e aquelas pessoas meras espectadoras de uma desgraça previamente anunciada.&lt;br /&gt;O que aconteceu depois? Ela não soube, seja lá quem foram as vítimas - se é que houveram – não tiveram seu pranto como despedida, nem sua lágrima como bagagem. Camila e o tal homem armado foram em direções opostas. Ele correndo para encher as mãos de sangue, enquanto ela andava em direção ao seu futuro profissional: Uma matéria esperava para ser escrita. De certa forma os dois estavam caminhando no mesmo sentido, a direção era as páginas dos jornais. Mas ela não teria seu nome nas páginas policiais. Não nesse dia. Não nessa matéria.&lt;br /&gt;Saindo daquela cena ela foi tentar produzir, mas o local desejado já estava fechado. Não deu para cumprir o objetivo jornalístico naquele momento. Só lhe restou caminhar para o local da cidade preferido: a beira do rio.&lt;br /&gt;Ar fresco, vento no rosto, o pôr-do-sol. Lugar perfeito para reflexão. O silêncio seria absoluto se não fosse aquela menina que por um descuido escorregou, caiu no rio e deixou as amigas em pânico com a possibilidade de um afogamento. Besteira! A água não estava mais alta que os seus joelhos.&lt;br /&gt;Ainda assim o local estava lindo. A água brilhando e aparentando uma limpeza      inexistente. O pôr-do-sol, a ponte, a vista de São Félix, a água corrente e o verde. Tudo aquilo lhe invadiu como se o mundo todo fosse aquela paz de encher os olhos de alegria. É, a tarde havia terminado bem.&lt;br /&gt;Noite escura e o destino matinal se repetiu: Casa via CAHL. A aula noturna deixou o dia longo demais. O cansaço estava aparente, e a noite lembrou o dia. Embora o calor tivesse ido embora, o sono voltou só que agora com a lua como testemunha. Aula, trabalho, resenhas. Sem rotina, sem marasmo, nada de monotonia.  Mais um dia com cara de velho. Nada de novo, o dinamismo diário se manteve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1140142664436407167?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1140142664436407167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1140142664436407167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1140142664436407167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1140142664436407167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/nada-de-novo-dinmica-de-sempre.html' title='Nada de novo, dinâmica de sempre'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4698904814286405905</id><published>2008-11-17T15:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T15:48:15.462-08:00</updated><title type='text'>Dia cheio é pouco</title><content type='html'>Queila Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco horas, numa manhã de segunda-feira, após um final de semana, só no come e dorme e de vez em quando, de vez em quando mesmo, uma lidinha no texto do seminário do professor Miguez.  A preguiça paira, ao levantar para se despedir dos pais que vieram passar a noite. Ao acordar, lhe veio um pensamento triste de um fato ocorrido na noite anterior. Ela fica imaginando como uma mulher, ainda hoje, no século vinte e um se submete a apanhar de um marido daquela forma. A cena não saia da sua cabeça, berros e pontapés aterrorizantes, puxões de cabelo e um grito sufocado de socorro. No seu olhar uma aflição por não saber como ajudar.   &lt;br /&gt;Ao abrir os olhos, a primeira imagem é de sua companheira de quarto, Talita, toda estirada na cama, no sono profundo. Terá sido uma noite estressante ou reflexo de uma nigth muito boa? Depois que seus pais saíram, ela volta a dormir. Sete e quinze olha o celular. “Aula oito horas da manhã, ninguém merece”. Ela custa a levantar, a preguiça fala mais alto. A cama nessas horas parece ter braços. Sete e meia e agora é pra valer. Hora de levantar. Queila vai direto para o banheiro lavar o rosto, para ver se desperta mais um pouquinho. Pronto... agora o sono parece ter ido embora. Pega a toalha e vai tomar banho. Um calor infernal aquele dia. Sai do banheiro já sabendo que vai chegar atrasada na aula, mesmo assim não faz muito esforço pra ir mais rápido. Toma café como se estivesse de férias.  &lt;br /&gt; O sol quente, que mais parece ser de meio-dia, é um impulso para chegar à faculdade logo. Ao passar pelo tão sonhado QUARTEIRÃO LEITE ALVES, lembra revoltada que se as aulas fosse ali, ela não chegaria todos os dias atrasada, nem tão pouco, andaria tanto pra assistir uma aula. Ao chegar, percebe que Leandro já tinha iniciado a discussão do texto. As horas passam. A aula continua normalmente, até que o professor pede pra fazer uma narração sobre o seu dia. Logo imagina como queria ir pra casa e voltar a dormir. Só que imediatamente veio a sua mente, que a tarde teria aula de Alene. Definitivamente segunda-feira não é um dia legal, não mesmo.&lt;br /&gt; Antes de sofrer por antecipação, pensa no que colocar nessa bendita narração. Hum... Ela pensa... Pensa... Pensa. Será que não vai sair nada dessa cachola? Alguns minutos se passam e a produção não passa de cinco linhas. Ela vai ver se acha algo interessante na net. “Será que tenho algum e-mail legal? Vixe... lá vem o professor bisbilhotar os computadores”. Logo volta para sua gigantesca produção textual. O professor lê o seu texto e fica aterrorizado, com a estória contada.&lt;br /&gt;Ela tentou continuar o texto, mas a inspiração custa a chegar. Só indo pra casa mesmo, já era quase meio dia.  É hora do almoço e ela lembra que na casa não tinha nada pronto pra comer. A sua colega Lorena, lhe chama pra almoçar em um boteco perto da faculdade. Seduzida pelo valor e na ânsia de comer comida de verdade, ela e Talita, que partilha da mesma situação, nada em casa pra comer, resolvem ir.&lt;br /&gt;Tarde – Aula de Alene e mais atividade.  Um estudo dirigido para entregar às três horas. Ela faz o trabalho com Lorena, que logo corre para fora da sala com Camila. Antes de entregar o texto, ela não tinha mais cara, para falar com a professora, pois estava devendo muitas matérias. Ufa! Cinco horas da tarde e ela vai direto para casa. Afinal teria aula, outra vez, de novo, mais uma vez com o professor Leandro. Só que dessa vez ele não iria ver sua presença na sala. Enfim ela não agüentava mais, a única coisa que queria, era voltar para sua cama de onde ela não deveria ter saído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4698904814286405905?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4698904814286405905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4698904814286405905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4698904814286405905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4698904814286405905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/dia-cheio-pouco.html' title='Dia cheio é pouco'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6326965080682410958</id><published>2008-11-17T14:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T15:05:23.868-08:00</updated><title type='text'>Tortura moderna</title><content type='html'>“Tenta sim. Vai ficar lindo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai depilar o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Virilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Normal ou cavada?Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cavada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida, pode deitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer bem cavada?- ...é... é, isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sim, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode abrir as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arreganhada, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo ótimo. E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu de novo como quem pensa 'que garota estranha'. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer que tire dos lábios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, eu quero só virilha, bigode não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, querida, os lábios dela aqui ó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, tá ficando linda essa depilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.'Me leva daqui, Deus, me teletransporta'. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos ficar de lado agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segura sua bunda aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein?- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, Pê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vira agora do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Máquina de quê?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dói?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dói nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, passa essa merda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Baixa a calcinha, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prontinha. Posso passar um talco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá linda! Pode namorar muito agora.Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio &lt;a href="http://www.preserveaspeludas.com.br/"&gt;http://www.preserveaspeludas.com.br/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do http://diariodeumliso.blogspot.com/2007/06/penlope-depiladora.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-6326965080682410958?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/6326965080682410958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=6326965080682410958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6326965080682410958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6326965080682410958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/tortura-moderna.html' title='Tortura moderna'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8196150512724663367</id><published>2008-11-14T07:18:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T07:19:12.073-08:00</updated><title type='text'>Um dia daqueles...</title><content type='html'>Lorena Braga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda, 10 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;7:00 – Susto ao ouvir o despertador e perceber que já é manhã. Sofia sente como se a noite tivesse passado apenas em um segundo. A sensação de que ainda precisava descansar vai lhe acompanhar durante todo o dia como um peso nas costas. Ela sabia que ia ser exatamente assim, porque é uma situação completamente comum para ela.&lt;br /&gt;7:15 – Ela não consegue sair da cama. A possibilidade de chegar atrasada na faculdade novamente é certa.&lt;br /&gt;7:20 – Com todo o esforço do mundo, consegue chegar ao banheiro. Sua expressão era de como as gotas de água caíam perfurando seu corpo, mas a vontade de deixar toda aquela preguiça ir pelo ralo prevalecia.&lt;br /&gt;7:30 – Hora do suplício: escolher uma roupa! Sofia sabe que precisa ser muito mais rápida do que as quase duas horas que deixa seu namorado esperando quando vão sair. Jeans e camiseta. Pronto!&lt;br /&gt;7:40 – Agora precisa tomar o café da manhã, mas a cozinha parece estar mais longe do que de costume. Será porque hoje é segunda-feira? Ela tenta imaginar o porquê dessa pequena palavra mudar tudo que se sente depois de um fim de semana.&lt;br /&gt;            - Vamos Sofia! Você vai se atrasar. – grita sua mãe completamente impaciente.&lt;br /&gt;8:00 – Agora ela vai! Mas cadê sua bolsa? Lembra que pode ter deixado no quarto. Onde? Não sabe! Jura mais uma vez que vai se tornar uma pessoa organizada. Achou a bolsa. Foi a força do pensamento!&lt;br /&gt;8:15 – Ainda está andando em direção ao local de pegar transporte. Mais uma vez que vai ter que aturar aquele cobrador chato, que acha que é o dono do mundo.&lt;br /&gt;            Na sua “viagem” para Cachoeira vai tentando descobrir algo de novo na paisagem que vê todo dia. Na realidade, ficar dispersa é uma forma da pessoa ao lado não puxar conversa. Está muito mal humorada para opinar se vai chover ou não.&lt;br /&gt;8:45 – Acredite! O bendito motorista conseguiu fazer o trajeto em meia hora, fazendo com que Sofia ficasse ainda mais irritada.&lt;br /&gt;            - Tenha um bom dia! – diz o motorista tentando ser educado, depois de ter dirigido o carro na velocidade de uma tartaruga.&lt;br /&gt;            - Agora já era meu querido! – diz Sofia com um tom completamente agressivo, e sabendo que vai ter um caminho um pouco longo ainda até a faculdade.&lt;br /&gt;9:05 – Entra na sala e percebe que o professor já tinha começado a aula. Resumindo: chegou atrasada novamente. Argh!&lt;br /&gt;11:30 – Resolve ir almoçar em casa, pois tinha pensado em ficar em Cachoeira. Ela muda de idéia muito rápido.&lt;br /&gt;12:00 – O arrependimento veio forte. Hoje foi o dia dela encontrar motoristas lentos. Ainda terá 10 minutos para andar até chegar em casa.&lt;br /&gt;12:55 – Ufa! Conseguiu fazer tudo que precisa em tempo recorde e estar no ponto na hora certa.&lt;br /&gt;13:15 - Mais aula...&lt;br /&gt;17:30 – A tarde parecia não passar. E ela está ansiosa para chegar em casa.&lt;br /&gt;18:00 – Chegou em casa. Agora é tomar banho, comer e... acaba de lembrar que tem curso de inglês! Snif...&lt;br /&gt;18:40 – Está pronta! Só falta a professora passar para pegá-la.&lt;br /&gt;18:50 – Nada da professora. Mas ela costuma passar mais ou menos sete horas. Tudo bem.&lt;br /&gt;19:00 – Ela deve estar chegando. Como Sofia vai com ela não corre o risco de chegar atrasada na aula.&lt;br /&gt;19:10 – Nada da professora.&lt;br /&gt;19:20 – Nada ainda!&lt;br /&gt;19:30 – Sofia foi esquecida...Desolada, volta para o seu quarto e retira toda a roupa que teve o maior trabalho de escolher. O jeito é estudar.&lt;br /&gt;20:00 – Não consegue estudar. Vai assistir televisão.&lt;br /&gt;21:00 – Desiste de assistir. Vai para o quarto. Nenhum lugar é melhor que sua cama e...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8196150512724663367?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8196150512724663367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8196150512724663367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8196150512724663367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8196150512724663367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/um-dia-daqueles.html' title='Um dia daqueles...'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7821932370491173371</id><published>2008-11-13T08:32:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T08:34:51.658-08:00</updated><title type='text'>Especial Rotina</title><content type='html'>Carine Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Hoje o dia começou muito cedo para Lavinia. Era quatro e meia da manhã, quando um insuportável barulho de despertador soou. A idéia foi da vizinha que acorda todo dia nesse horário para caminhar. Mas nesse dia a vizinha desistiu de caminhar. Pena que ambas já tinham acordado com o barulho. Então voltaram a dormir.  &lt;br /&gt;            São exatamente seis horas e quinze segundos, quando a mesma vizinha acorda sua amiga sonolenta. Agora a vizinha de Lavinia precisa ir para casa, pois vai trabalhar. Lavinia agradece a companhia da amiga, e vai em direção a porta quando percebe que seu irmão chegou, apressado ele deixa a moto, e sai rápido pois também precisa viajar para trabalhar.&lt;br /&gt;Vizinha e irmão vão embora, enfim a menina sonolenta, dirigi-se para cama, muda o despertador para as sete horas. Traaaaaaaaaaam! O despertador toca, são sete horas, a menina espreguiça o corpo e levanta. Faz a oração de agradecimento pelo dia, vai ao banheiro fazer sua higiene pessoal, depois vai até a sala, pega uma flanela e tira a poeira dos móveis, pois é, ela odeia sujeira.&lt;br /&gt;Enquanto o café está fazendo, Lavinia lava as poucas louças que estavam sobre a pia, essa menina é mesmo muito limpinha. O café está pronto, mas primeiro ela pega no balde duas roupas brancas que estavam de molho e coloca no varal. Tudo pronto, só então ela vai tomar café, é exatamente sete horas e trinta e cinco minutos.&lt;br /&gt;Quando termina a Lavinia olha para o relógio, agora são quinze para oito, pensa em desistir de ir para aula, mas sabe que seu professor é exigente, e que o assunto do dia será importante. Decide ir, entra no banheiro e toma banho frio, quando termina vai para o quarto e fica indecisa qual roupa usar, então pensa: “estou sem muita opção, já enjoei destas roupas”, a dúvida cessa quando essa garotinha escolhe o básico jeans e camiseta clara, por causa do calor.&lt;br /&gt;Está pronta, às oito horas e quarenta minutos. Ela pega a bolsa, o caderno, as apostilas, o celular e a chave com o cadeado, abre a porta, olha ao redor para vizinhança, e sai em direção ao ponto, para esperar a van. Enquanto aguarda a menina avista Sued, essa é sua amiga, as duas abraçam-se e conversam um pouco, Lavinia comenta que Sued está bronzeada, pois sabe que ela foi para ilha, Sued sorrir e diz a Lavinia que vai aparecer para contar às novidades que ocorreram lá na ilha.&lt;br /&gt;O carro não chega, Sued vai embora. Agora Lavinia tem uma surpresa desagradável, está vindo em sua direção um senhor, apesar do respeito que ela tem a ele, Lavinia não vai muito com o jeito dele. Abrindo o jogo: ele é um sujeito pegajoso, a todo instante fica tocando em Lavinia e falando lorota... Isso cansa.&lt;br /&gt;A van chega, a menina sente um alivio pois se livrou daquela situação, ela não sabe que horas são, o celular está dentro da bolsa. Carro lotado. Que jeito? Pensa ela. Entra, a viagem será de costas. Olha a paisagem, pega o dinheiro e diz que é estudante, assim ganha um desconto.&lt;br /&gt;Desce em Cachoeira, a caminhada até a faculdade é longa, chega atrasada, o que já era previsto por Lavinia, procura um lugar, senta e começa a prestar atenção na aula. Por volta de dez minutos chega a sua amiga Sofia. Ela pergunta para Lavinia, se a aula começou a muito tempo. Lavinia sorrir e diz que também chegou atrasada e não sabe precisamente quando a aula começou. Depois da discussão de texto, Lavinia senta-se em frente ao computador, sua tarefa é descrever como foi seu dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7821932370491173371?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7821932370491173371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7821932370491173371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7821932370491173371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7821932370491173371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/especial-rotina.html' title='Especial Rotina'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4903308902009183185</id><published>2008-11-11T19:28:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T19:29:19.655-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lorena Souza'/><title type='text'>Um belo dia...cansativo</title><content type='html'>Um belo dia...cansativo                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca. Pronto já são 05:00 horas da manhã. Lorena esta deitada em sua cama, em um dia quente, em uma noite que passou tão rápido, que ela necessita ficar por mais uns minutos na cama...deitada...esperando o salto que  sempre dá de repente, como se já estivesse atrasada...esta atrasada! Corre para o banho,em seguida, veste rapidamente uma calça jeans meio esverdeada e uma blusa, que procurou um dia antes para não haver problemas na hora de sair. Enquanto vestia-se ia jogando outras coisas dentro da mochila que levaria com roupas para passar o dia na casa de Camila, Daiane e Danielle. Vestiu-se, penteou o cabelo...biiiiiiiiii, toca a buzina do transporte “já???” pensa Lorena que não tomou café nem acessou a internet, como de costume. No caminho para cachoeira a mesma rotina de sempre, passara na casa dos colegas para juntos irem à aula.&lt;br /&gt;Chegando a Cachoeira Lorena entra no CAHL com Dani e Hamurabi, da uma olhada no ambiente e resolve ir tomar um café. Na padaria pede meia jarra de suco de laranja e um misto, olha ao seu redor...nenhum lugar vazio pra sentar. Pede permissão a uma senhora para sentar na mesma mesa que ela, e gentilmente, ela diz que sim. Enquanto espera o café, assisti um pouco do tele jornal que conta noticias nada agradáveis para uma segunda-feira de manhã. A senhora ao seu lado comenta: com tanta mulher no mundo ele vai abusar de uma criança...e olha que as mulheres de hoje se desvalorizaram...estão fáceis. Lorena escuta, faz um sim meio tímido com a cabeça e cala-se. Melhor deixar pra lá. Chega Caio, sempre sorridente. Trocam dois beijinhos no rosto e tomam seu café juntos. Voltam para a universidade. Lorena esta somente em corpo na sala de aula porque sua mente voa longe, ainda mais com um sono que lhe ataca com golpes certeiros, sua cabeça pende para lá e para cá...opss!! Só não dorme sentada porque a cadeira estava desconfortável. Sai da sala as 11horas, faz um telefonema e lá fica por longos minutos. Volta. Telefone toca novamente, mais longos minutos em uma conversa profunda e filosófica. Hora do almoço. Ao sair encontra Queila e Talita no seu caminho. Queila a convida pra lanchar no Pereira, ela recusa, prefere comer feijão com arroz na hora do almoço. Queila e Talita acabam indo com ela. Almoçam juntamente com Junior e Maurício. Hora de voltar pra aula. A tarde Lorena assistirá aula de jornalismo on line. Juntamente com Queila faz um trabalho proposto pela professora. A turma se reuniu para concluir a aula e por volta das 16:50 todos estão liberados. Lorena decide ir embora. Não mais ficara na casa das coleguinhas. Agora é só esperar o transporte chegar e fazer toda aquela trajetória do início, só que agora de volta pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4903308902009183185?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4903308902009183185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4903308902009183185' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4903308902009183185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4903308902009183185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/um-belo-diacansativo.html' title='Um belo dia...cansativo'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4463196440999109374</id><published>2008-11-11T15:49:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T14:53:42.987-08:00</updated><title type='text'>Outra dose</title><content type='html'>Astrude Modesto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressaca. Dor de cabeça e sono. Ela foi dormir às quatro horas da madrugada e acordou às oito e meia da manhã. No caminho para a faculdade: a cara inchada, o estômago quente e o sol queimando os paralelepípedos das ruas. Ainda tinha parte do dinheiro que pediu emprestado para comprar cerveja e cigarro na noite anterior. Precisava ingerir alguma coisa. Um real e quarenta centavos. &lt;em&gt;Misto-quente&lt;/em&gt; e um suco. Ela comeu Bukowski. Tanto mal ele fez àquele espírito e àquele estômago!&lt;br /&gt;Ressaca. Para a aula das oito horas, ela chegou às nove e quinze. Sempre atrasada. A porta rangendo e o sorriso sem graça. O círculo formado, todos sentados em suas cadeiras e os textos nas mãos. Na verdade, eles que são loucos. Como pode alguém acordar às sete da manhã e ser feliz ao mesmo tempo? Estava difícil concentrar-se na aula, mas o assunto era interessante. Prometeu organizar-se no próximo semestre e acordar todos os dias às sete da manhã. É preciso disciplina. Ela também não está feliz acordando tarde. Aliás, por que não tira aqueles olhos de angústia da cara? Menina mimada. Ela só queria tomar um banho, escovar os dentes e dormir. Não dormiu em casa na noite passada. E a casa está uma bagunça: sem comida, a pia cheia de louça e daqui a pouco não terá mais roupa limpa.&lt;br /&gt;Ressaca. O professor pediu para que cada um escrevesse um texto sobre o seu dia. Que dia? Dor de cabeça e sono. Ela mal começou o texto e precisou do primeiro cigarro da segunda-feira amanhecida. Passou mais de uma hora para escrever dois parágrafos. Quanta dificuldade! Escreveu e reescreveu os dois parágrafos. A aula acabou às doze horas e ela sentiu certo alívio. Poderia terminar o texto mais tarde. Tinha aula de sociologia geral às treze horas e não dava tempo de ir para casa. Teria de comer o segundo sanduíche do dia na rua. Seria o almoço. E mais um cigarro.&lt;br /&gt;Ressaca. Na rua, até os prédios e carros suavam. Ela também suava antes de ir para a sala. Lavou o rosto no banheiro. Não tinha sabonete e ela enxugou a cara com papel higiênico. Novamente atrasada, ela entrou na sala às treze horas e trinta minutos. Merda! Perdeu vinte minutos de um filme que a professora passava para os alunos. Provavelmente, depois teria de escrever um texto sobre o filme também. Desenho animado com um bando de insetos. Lembrou-se de quando era criança e pensava que as formigas também iam para a escola. Ela imaginava o tamanho dos cadernos e lápis que elas usavam. E os pequenos óculos da professorinha formiga. Por que toda professora primária usa óculos? Menina esquisita. A aula acabou às quinze horas. A professora de sociologia pediu para cada pessoa escrever um texto que fizesse ligação entre o filme e as idéias de Karl Marx. Era para entregar na quarta-feira. No filme, um exército de formigas lutava contra a exploração de alguns gafanhotos. O proletariado e a burguesia. E todo aquele blábláblá. O pai dela é comunista. Ela ainda não sabe o que ela é. Foi para casa.&lt;br /&gt;Ressaca. No caminho, parou para comprar algumas verduras, precisava comer algo decente. Cebola, tomate, batatas e uvas. As cenouras e as mangas estavam horrorosas. Era fim de tarde e todo mundo já tinha comprado as frutas e verduras mais bonitas. Devem ter sido aquelas pessoas que acordam às sete horas da manhã. Um real o monte de uvas na lata de um litro. Uvas para Sávio, o mico do vizinho. Ele fugiu da gaiola e foi morar na área de serviço do apartamento onde ela mora. Ela chegou ao apartamento. Finalmente, poderia tomar banho e escovar os dentes e dormir. Olhou a casa e o monte de lixo. Ele acumulava-se desde a sexta-feira. O caminhão só passa uma vez por dia. E pela manhã. Ela chamou Sávio e ele não apareceu. Será que o raptaram novamente? Ela deixou algumas uvas cortadas para caberem nas mãozinhas dele. Cadê o saco com as verduras? Ela esqueceu na banca. Mas não esqueceu as uvas. Ela gosta de bicho. Mas não gosta de gente. Menina esquisita. Ainda estava bêbada.&lt;br /&gt;Ressaca. Ela não dormiu. Lembrou que precisava fazer uns cartazes e escrever os dois textos. Comeu pão e lavou a louça. Tomou banho e escovou os dentes. Pegou dinheiro e saiu. Fez os cartazes e não escreveu os textos. Tinha aula às dezenove horas e trinta minutos. Seria uma continuação da aula da manhã. Ela chegou antes do horário. Teria de terminar o texto. Mas não tinha inspiração alguma. Precisava de um cigarro. O bar da frente já estava fechado. Que saco! Ela ainda iria fazer algumas entrevistas depois da aula. Tentou escrever, mas não conseguia. O professor leu o que ela já tinha escrito: três parágrafos. E a aula acabou. Entregaria o texto no outro dia. Eram nove e meia da noite. Ela foi para o bar fazer as entrevistas para a matéria que precisava entregar na outra semana. Ela faz jornalismo.&lt;br /&gt;Ressaca. No bar, ela não bebeu. Mas fumou alguns cigarros. A entrevista fluiu. Ela conversou com a garçonete e o dono do bar. Conversaria com alguns clientes no próximo dia. Precisava voltar para casa. Dormir um pouco. Já eram quase onze horas da noite. Ela caminhou pela rua vazia. Caminhou pela linha do trem. A cidade ainda tem um trilho pelo qual o trem não passa mais. A noite e as fachadas dos sobrados antigos. Ela já estava sóbria. Os faróis acesos. O homem do carro pediu uma informação. Vira à esquerda, depois à direita, e segue direto. Sóbria, ela continuou no trilho. Precisava de uma bebida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4463196440999109374?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4463196440999109374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4463196440999109374' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4463196440999109374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4463196440999109374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/outra-dose-dor-de-cabea-e-sono.html' title='Outra dose'/><author><name>astrude modesto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12762996387205623763</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-vKoeBKNkVOk/TiysY-SaD3I/AAAAAAAAAH4/Qp6rwWU-bmo/s220/banksy_nola_large.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2738623078892742060</id><published>2008-11-11T13:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T13:04:34.279-08:00</updated><title type='text'>Dia cheio!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Segunda-feira, 10 de novembro&lt;/strong&gt; – Dia de acordar cedo, além da aula ainda precisava encarar uma viagem. Lise passou o final de semana na casa do noivo, em Feira de Santana, e deveria acordar mais cedo que o normal para pegar o ônibus. O despertador toca 5:30h, mas o sono insiste em continuar, o soneca toca umas 4 vezes, de 10 em 10 minutos, e nada! Na quinta vez resolveu levantar. A ficha caiu ao ver o atraso e logo correu para o banho. Escovar os dentes e tomar banho ao mesmo tempo não costuma ser feito, mas naquela hora, era de fato necessário. A roupa já estava separada, até porque ela já previa um possível atraso, e esta hora de escolher uma roupa é sempre bem demorada. Colocou os brincos e a pulseira, penteou os cabelos com tal rapidez que nem parecia, colocou desodorante e passou o perfume. Comer nem pensar, um Nescau de caixinha ajudou na pressa. Catou algumas de suas coisas espalhadas pela casa. O celular e alguns de seus textos estavam no escritório, os óculos em um móvel ao lado da cama. Recolheu tudo e colocou em sua bolsa. Seu noivo também se aprontou rápido, até porque também estava atrasado para o trabalho. Ela abriu o portão para o carro e parou um momento com a impressão de que teria esquecido algo, o que é normal quando se está atrasada. Ou fica com a impressão ou de fato esqueceu. O que não foi seu caso, porém no momento em que trancava o portão seu noivo percebeu que esquecera o óculos escuro. Lise voltou rapidamente e o pegou. Entrou no carro apressada e olhou para o relógio com a confirmação de que chegaria atrasada a aula, já eram 7:35h, a aula já tinha começado. A cada sinal vermelho que surgia nas avenidas da cidade, o seu nervosismo aumentava, além da agonia de carros, também era horário de “pique”, os carros pareciam querer passar um por cima do outro, com seu noivo não era diferente, se ele pudesse passaria por cima de todos. Finalmente entra na estrada e seguem em direção a São Gonçalo (cidade onde seu noivo trabalha), e mesmo assim alguns carros insistem em se arrastarem, com certeza não estão com tanta pressa e pouco se importam com a pressa dos outros. Já são 7:55h, Lise agoniada pergunta para seu noivo se daria tempo de chegar a São Gonçalo 8:10, horário de seu ônibus para Cachoeira, ele a olha com um olhar de incerteza, o que a deixa mais nervosa.&lt;br /&gt;Ao chegar à rodoviária avistou um ônibus da Santana parado em seu ponto, percebendo que poderia ser o seu, da um beijo de despedida em seu noivo e sai feito louca em direção ao veículo. Bendita sorte!Era o seu!Nunca ela tinha tido tanta sorte, geralmente esperava horas e horas por ele, que sempre chegava atrasado. Pela primeira vez ela agradece por mais um atraso. Ao entrar no ônibus, deu uma olhada geral, fora os que já estavam dormindo, todos tinham um olhar sonolento. Não responderam seu bom dia, pareciam estar de mal com a vida. Também ninguém merece viajar de ônibus, ainda mais naquele horário. Sentou na primeira poltrona do lado do motorista, seu lugar predileto, apesar da manhã agoniada, parecia que agora o vento soprava ao seu favor. Após sair da cidade e entrar na estrada, o sol logo começou a incomodar, puxou a cortina e logo resolveu seu problema. Cochilou e em seguida já tinha chegado a Cachoeira.&lt;br /&gt;Parou no ponto de sempre, e, ainda meio sonolenta, apressou-se em direção de casa para deixar suas coisas, fazendo isto, desceu em direção a UFRB. A aula de jornalismo impresso 2 já tinha começado. Entrou e sentou ao lado do professor Leandro que já tinha iniciado a discussão do texto. Todos estavam sentados em uma elipse mal feita, pareciam prestar atenção. A aula desenrolou-se naturalmente, com a participação de boa parte da turma. Com o término da discussão, o professor passou uma atividade, na qual todos deveriam escrever um diário. Lise começou sua tarefa. Chegada à hora (meio-dia), ela deu uma pausa, para ir almoçar, retornaria depois à noite para terminar, e a tarde para uma outra aula.&lt;br /&gt;Chegou em casa morta de fome, afinal de contas levou a manhã inteira com uma caixinha de Nescau. Ane, a moça que trabalha em sua casa, já tinha posto a mesa, mas ainda faltava seu pai e seus irmãos chegarem para o almoço. Em sua casa existe o costume de todos almoçarem juntos, seu pai estabeleceu um horário limite para esperá-lo, depois de 12:30 pode iniciar a refeição sem a sua presença. Porém hoje era uma exceção, as 12:00 o estômago vazio falava mais alto, acabou quebrando uma regra. Serviu-se no fogão mesmo e começou a almoçar. Quando já estava no final, chegaram todos, perguntada o porquê da pressa, explicou-se e logo subiu para tomar um banho. O chuveiro parecia não colaborar, mesmo sem ser elétrico a água saia mais quente que tudo, e naquele momento água gelada era o que ela mais desejava, afinal de contas o calor era insuportável. Saindo do banho, aprontou-se e sentou no computador para terminar um trabalho encomendado por seu colega. Terminado, já estava na hora de retornar a universidade para a aula de jornalismo on-line. Chegando à entrada da instituição, encontrou com seu colega com o qual discutiu sobre os últimos ajustes do trabalho.&lt;br /&gt;A aula já tinha começado, leu a tarefa deixada no quadro, um estudo dirigido em dupla. Percebeu que quase todo mundo já tinha a sua dupla, por isso perguntou em um tom de voz alto se tinha alguém sozinho. Sandrine logo se prontificou, e então sentaram juntas para ler o texto e fazer a tarefa. Começaram cheias de seriedade, concentradas em entender o texto, mas chegando ao final, o cansaço deixou a leitura confusa, Sandrine começou a fazer gozação, pulava linhas, lia com rapidez e incorretamente, e logo as gargalhadas surgiram.  Dá 15:30, horário de entregar o trabalho e discussão do mesmo. Feito, a aula chega ao fim. Saiu apressada em direção de casa. No caminho encontrou com Vanhise, sentaram, e juntas resolveram umas pendências de um trabalho. Retomando seu caminho, chegou em casa. De repente percebeu uma caixa fechada em cima do balcão da cozinha. Uma alegria à contagiou, logo veio em mente o modem da internet, que esperava chegar. Pegou a caixa e viu que estava destinada em seu nome, e logo teve certeza. Correu para tentar instalar a internet, mas percebeu que iria precisar de um fio. Pegou o carro e foi até uma loja de material de construção para comprar. Aproveitou que estava na rua e passou para pegar sua mãe no trabalho. O calor tava infernal paramos e tomamos um sorvete. Já eram 18h, Lise, agoniada apreçou sua mãe para voltar para casa, ainda tinha que instalar a internet e logo depois ir a aula de Leandro 19:30h.&lt;br /&gt;Imaginando que tudo seria fácil se decepcionou ao não conseguir instalar a tão desejada internet, tentou por horas, sem êxito. O horário da aula já chegara, o jeito era deixar a instalação para o outro dia. Triste notícia!        &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2738623078892742060?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2738623078892742060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2738623078892742060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2738623078892742060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2738623078892742060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/dia-cheio.html' title='Dia cheio!'/><author><name>Lise Lobo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049799008420325601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-720414608635482394</id><published>2008-11-10T17:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T04:41:00.324-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário'/><title type='text'>Mais um dia, como outro qualquer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Hamurabi, já são 5 e meia, acorda! – uma voz feminina acorda nosso personagem, muito antes da hora programada por ele, ainda na noite anterior.&lt;br /&gt;Ele custa a acordar, se espreguiça, enrijece os músculos, tenta de toda forma sair de seu sono para enfrentar mais um dia. A passos ritmados e lentos, caminha ao banheiro, tira a sua roupa e cai direto em uma rajada de ducha fria, sem pena, pra acordar mesmo.&lt;br /&gt;Bip. Bip. Bip.&lt;br /&gt;São 5h40 exatamente a hora que seu alarme dispara, alto, ele ri, brinca e diz:&lt;br /&gt;- Hoje eu acordei antes do alarme tocar. Não preciso dele.&lt;br /&gt;Mal sabe ele que só por hoje.&lt;br /&gt;- Minha mãe põe duas fatias de bolo e meu café, por favor.&lt;br /&gt;Com a voz baixa para não acordar ninguém, se recolhe ao quarto e começa a se vestir, passa perfume, arruma a sua mochila, já salivando a espera da primeira mordida no bolo que lhe aguarda junto à xícara de café.&lt;br /&gt;A televisão ligada o distrai, porém, ele está preocupado em devorar o seu café, pois o tempo corre e muito rápido, logo o carro já estará buzinando em frente da sua casa para sua rotina tão habitual e repetitiva, da qual ele se acostumou rapidamente: viajar à Cachoeira.&lt;br /&gt;Ele nem termina de pensar na viagem e o carro já está na sua espera. Ouve o barulho da buzina, se despede e vai ao encontro do veículo verde e espaçoso estacionado na sua frente. Abre a porta do veiculo, vê duas pessoas. Apesar de ser dia, o fumê nos vidros do carro torna o ambiente um pouco escuro. Mas identifica as duas pessoas, que ainda tentam prolongar o que ele já perdeu: a vontade de dormir. Daniela e Lorena ocupam a última fileira de bancos. Lorena, pele escura e cabelos trançados, e Daniela com uma tez mais clara e cabelos lisos, se dispõem pelo banco como se ainda estivessem em sua cama. Da primeira fileira ele observa e ri, porém não sente inveja. Durante uma hora de viagem, vê, como se fosse um filme diante de seus olhos, a paisagem passar na mesma velocidade do automóvel, que sinuosamente faz o trajeto até a universidade. Chega ao local e uma dor de barriga faz uma gota de suor escorrer por sua testa até o momento em que ele pára, senta e respira fundo. A gula que o tomou na noite anterior o faz lembrar o motivo da súbita dor que o perturbou. Ás 8 e meia começa a aula. Um loiro a falar, falar, falar e alunos a escutar e discutir. Ponto de seguimento na discussão e agora ele começa a escrever sobre seu dia.&lt;br /&gt;Às doze horas, sob o sol torrencial da Cidade Heróica sai para o almoço. Caminha cerca de cinco minutos ate chegar ao restaurante de sua escolha. Chega ao local, lava as mãos, monta seu prato e come, degustando o seu almoço. Mais pessoas chegam ao recinto e aquele burburinho de vozes o faz sair do lugar. Caminha novamente pelo mesmo trajeto, agora no sentido inverso, de volta a universidade. Aula, postagens, matérias, professor falando e ele se prepara para ir embora.&lt;br /&gt;17 horas e sai para esperar o transporte que o leva para casa. Ele queria ficar e saber o que vem depois do ponto de segmento daquela aula pela manhã. Mas ele lembra que tem seminário no outro dia e tem que estudar para tal. O carro chega ele se dirige para aquele ambiente escuro em que a paisagem ira passar como um filme pelos seus olhos e amanhã ele ira acordar cedo, talvez primeiro que o despertador, ou não, e ai irá tomar uma ducha fria... E será mais um dia como outro qualquer. Até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hamurabi Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-720414608635482394?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/720414608635482394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=720414608635482394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/720414608635482394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/720414608635482394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/mais-um-dia-como-outro-qualquer.html' title='Mais um dia, como outro qualquer'/><author><name>Hamurabi Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14545915827098327523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-oWdn-RWqCXA/TZkQig6U_CI/AAAAAAAAAB4/AhGosq81tF8/s220/DSC_8787%2B-%2BC%25C3%25B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4118083843279189947</id><published>2008-11-10T16:38:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T16:39:56.515-08:00</updated><title type='text'>Dia 10 de novembro de 2008, sonolência: teu nome é Daniela</title><content type='html'>por Daniela Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05h00min da manhã. O despertador toca, Daniela desliga-o e volta a dormir. 15 minutos mais tarde, toca novamente. Ela finge não notar, desliga e volta a dormir. As 05h20min é inevitável não notar a presença do celular apontando: horário de levantar. Levanta ainda de camisola, com os cabelos bagunçados, desliga o ventilador, começa as suas orações matinais enquanto arruma a cama. Segue direto para o banheiro, ainda numa espécie de transe, a sonolência é evidente e incômoda, é mais forte do que ela. Coloca suas roupas e objetos pessoais no banheiro. Toma banho. Retorna ao quarto e penteia os cabelos. Olha no espelho a sua cara "amassada" e os olhos inchados, parecem ainda não ter acordado. Dirigi-se a cozinha. Prepara em uma xícara, leite em pó e açúcar. O pai coloca aula fervente. Senta-se à mesa calada. As únicas zoadas ouvidas são a da panela de pressão e o barulho da colher que ela usa para mexer o leite quente. Come rapidamente. Segue para o banheiro e escova os dentes. Arruma, ou melhor, joga celular, chave, carteira, tudo dentro da bolsa que mantém aberta. Liga o computador. O quase vício de orkut faz com que seja inevitável uma rápida olhada na sua página de recados. A rápida olhada passa a não ser mais tão rápida quanto deveria. Envia vários recados para o namorado, afinal 1 ano e 9 meses de namoro merecem vários recados. Olha seus recados, não responde a nenhum. Fecha a página e põe o PC para desligar. Dirige-se a sala da frente, onde abre a porta, coloca a bolsa, o caderno e a pasta em cima do centro. O barulho de uma buzina parece acordá-la por alguns minutos da sonolência. Pega a bolsa, o caderno e a pasta, vai rapidamente para a porta cozinha: "Mãe, eu já vou! Desliga o estabilizador do computador tá?" e ouve como resposta: "Já vai? certo, eu desligo. Vá com Deus". Dani, como todos a chamam, abre o portão, abre a porta da van verde que está a sua espera. Entra, olha para o Danilo, o motorista e dá bom dia. Senta no último banco, próximo à janela, como já é habitual. Olha para Lorena, sentada ao seu lado, na outra janela e repete o gesto: "Bom dia". Balbucia algumas rápidas palavras sobre o quanto está com sono e sobre o show da noite anterior. Abre a bolsa, pega os óculos escuros e põe no rosto para tentar disfarçar o sono. Se acomoda no canto da janela e adormece, um sono meio inconstante, acordando, ou melhor, abrindo os olhos diversas vezes como uma maneira de se situar, saber aonde está. Acorda, de fato, em uma estrada próxima a universidade. Os olhos insistem em manterem-se fechados, ela luta e tenta deixa-los abertos. A van pára. Algumas pessoas, além dela, descem. Ela dirige-se ao portão, entra na universidade e logo encontra um lugar para sentar. Tenta afastar o sono, conversando com seu colega de sala, Hamurabi, sobre a rodada do Campeonato Brasileiro e do quanto está feliz por seu time permanecer na liderança. Leandro, o professor, e Caio um colega de sala, sobem as escadas. Ela troca algumas palavras com Caio que sai, deixando-a tomando conta da sua mochila. Alguns minutos mais tarde o professor dirige-se em direção a sala, prontamente pega sua bolsa, entrega o seu caderno e a pasta a Hamurabi que está a procura do material da aula de hoje, recolhe a mochila e a sacola de Caio, que entrega a ele no meio do trajeto,e finalmente vai para a sala. Com o tempo dado para esperar os demais colegas, enquanto o professor lê uma revista, aproxima-se de um computador em que  Hamurabi está sentado navegando pela NET, senta na cadeira ao lado. Pede para que ele coloque na tabela do campeonato e mais uma vez passam a discutir os próximos jogos da rodada do Campeonato Brasileiro e quais as chances dos times que estão na liderança e próximos a ela. O professor começa a aula. A sonolência também volta com força total. Tenta prestar atenção na aula, mas o sono parece ser maior. Decide sair e lavar o rosto. Retorna a sala. Parece que por alguns minutos o sono a deixou em paz. Só impressão. Resolve sair e beber uma coca, quem sabe a cafeína não a desperte. Dessa vez parece ter efeito. Retorna a aula bem mais alerta. O professor passa um exercício: faça um diário sobre o seu dia. Retorna a mesa do computador onde havia deixado as suas coisas e passa a digitar rapidamente, como se as lembranças do que fez minutos, horas atrás, surgissem como um redemoinho de ações. Termina a princípio, a primeira parte do trabalho, e sai da sala acompanhada de Mariana, estão indo almoçar no restaurante Maktub. Almoçam vendo TV. Após o almoço, ela sai, ainda na companhia de sua colega de sala, retornando à universidade. O trajeto é interrompido por uma entrada no Banco Bradesco. Entra, se põe na fila, saca dinheiro, sai do banco e vai andando. O caminho é novamente desviado, agora já próximo a universidade. Entra no “Bar de Gel” compra uma água mineral, aceita um chiclete de hortelã oferecido por  Mariana e seguem as duas em direção ao CAHL. Sobem as escadas, vão para biblioteca, puxam umas cadeiras e retomam um papo animado  agora junto com Hamurabi. Minutos depois, Alene, a professora da tarde de segunda, chega e chama todos para a sala. Ela segue a  professora em passa lentos e adentra o laboratório de jornalismo. Senta em um computador ao lado de Carol e começam a pensar na continuação do seu projeto da disciplina Editoração e Processos Gráficos. Oops, os planos para o projeto terão que ser interrompidos, Alene, que sempre chega com a “corda toda” (rsrs) já encheu o quadro com um estudo dirigido a ser entregue até 15:30. Que droga! Lamenta. Mas fazer o que? Pega o caderno e começa a anotar as questões. Entre uma linha e outra, dá palpites nas matérias atrasadas da colega Carol. A colega, decide interromper o que está fazendo e ir dar uma ajuda com o texto. As duas debatem e chegam a conclusão de 4 das 5 perguntas do Estudo Dirigido. “Ah eu tô com fome, bora lá em Gel?”, Carol prontamente aceita: “Vamos sim”. Levanta, acompanhada pela colega e saem da sala. Em Gel, pega uma fanta pequena e um salgadinho “pimentinha”. Carol pega um pacote de biscoitinhos e as duas sentam a comer e conversarem. As duas levantam e vão em direção oposta ao CAHL. Chega na farmácia e pede um crédito para o celular. Sai de lá e aproveitam a chance para ajudar a colega a entrevistar pessoas para matérias e assim poder finalmente entregar as matérias atrasadas. Retornam à universidade. Voltam à sala e sentam-se novamente em dupla em um computador. A professora libera a turma e ela sai em direção ao portão. Encontra com Lise no caminho e passar a conversar e rir, enquanto Lorena canta uma música em arrocha. Deixa a universidade junto com as meninas e vai para a frente do prédio a espera da van, anciosa pela volta para casa. Entra na van, senta-se no banco entre Hamurabi e Lorena. Pega os fones do mp4 rosa e põe no ouvido. Mais uma vez cai em sono pesado apesar de todas as vozes e o som do carro ligado. Dorme e acorda com alguém falando seu nome, é Hamurabi. Quando olha para fora da janela, identifica: já está de volta a Feira. Apesar de já estar dentro da cidade, o trajeto é longo. Será uma das últimas a ser deixada em casa.A van pára. Desce, se despede. Lembra a Danilo, o motorista, que amanhã irá de manhã. Desce e abre o portão. Olha para a rua e vê seu irmão chegando. Deixa o portão aberto para que ele entre. Chega em casa e vai logo em direção à mãe e a tia, conversa animadamente esquecendo todo o cansaço do dia. Toma banho. Janta. Vai para o quarto e senta-se na mesa do computador. Termina a descrição passada por Leandro, esta manhã, enquanto, entre um bocejo e outro, dá conselhos a melhor amiga pelo msn e responde a recados do orkut. São 21:30, o sono e o cansaço agora já dominam. Resolve terminar de uma vez o trabalho, postá-lo e ir para a cama. Amanhã será mais um longo, cansativo e sonolento para Dani.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4118083843279189947?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4118083843279189947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4118083843279189947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4118083843279189947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4118083843279189947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/dia-10-de-novembro-de-2008-sonolncia.html' title='Dia 10 de novembro de 2008, sonolência: teu nome é Daniela'/><author><name>Daniela Oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1947933953511494919</id><published>2008-11-10T16:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T16:11:17.313-08:00</updated><title type='text'>Meu dia foi uma desgraça...</title><content type='html'>Sandrine Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei à faculdade fiquei sabendo que teria que escrever sobre o meu dia, não queria compartilhar um dia tão desinteressante, estressante, desestimulante...mas, enfim, Leando do jeito que é... tive que fazê-lo.&lt;br /&gt;Querido diário... Acordei às 08h10, duas horas depois do programado no dia anterior. Depois de duas noites "achadas" nos bares da cidade, dormi do domingo à tarde até hoje pela manhã, com alguns breves intervalos para comer e tomar banhos e comprimidos, porque não me sentia bem. Acordei com uma puta dor de cabeça e mal estar herdado do fim de semana, que se prolongou o resto do dia. Tomei um banho gelado bem demorado para tentar acordar. Ás 9h00 bebia um gostoso suco de frutas no Pereira - queridos amigos - e fumei um cigarro. Tentei ir para aula, mas não consegui, o corpo se recusara. Fui para casa e comecei a ler o texto para o seminário de amanhã, foi uma luta ler aquele texto, o corpo esmurecido só queria cama. Depois tive que lavar as louças (odeio atividades domésticas, especialmente lavar as louças) para que Tan, minha companheira de casa, se conpadecesse e fizesse o almoço. O meu gato, Lupo, amarelo, com a rabo torto devido ao atropelo que viveu no dia em que o resgatei da rua, passou a manhã toda subindo na mesa atrás dos biscoitos que eu comia enquanto estudava, até que em um momento de histeria eu berrei e o atirei na lavanderia. A sorte é que gato tem um bom reflexo e, sabe lá porque diabos, só cai de pé. Não teve jeito, ele subiu na janela e ficou ollhando para mim, eu fiquei histérica de novo. Ele chorou; isso foi o suficiente para me fazer pegá-lo no colo e pedir desculpas. Afinal, ele não tinha culpa do meu mau humor, produto da insistente enxaqueca e sensação febril. Bom, mas eu também não tenha culpa (prefiro pensar assim) do meu mau estar. Depois do almoço, que não estava muito bom, eu tomei um banho bem demorado ouvindo música no volume mais alto que o aparelho me permitia: " Era pra você a carta de amor que disseram ser para um terceiro". Na aula da tarde, Alene deu uma bronca na turma e, para completar, Carlindo, um colega de sala, disse que a nova música do Psirico tinha sido inspirada em mim. Nem queiram saber como é a letra da música, saber que é do Psirico é suficiente. Acho que ele achou que seria um elogio. Bom, para variar, virei motivo de chacota na sala. Cheguei da aula e Tan estava fazendo sopa. Adorei, a sopa tinha o mesmo sabor da de minha mãe. O que ela estaria fazendo agora? Bom, deu um gostinho de saudade que tive que desgutar com rapidez porque mais uma bendita aula me aguardava. Cheguei na faculdade mais cedo, ou pelo menos pensava isso até ver um dos grupos do qual faço parte reunido. Esperei de longe a aula começar. Para completar o belo dia estou aqui na redação de jornalismo escrevendo um texto sobre o meu dia, que, como já deixei claro, está sendo feito contra a minha vontade. Não foi exatamente isso que tinha programado para esta noite. Hoje, nem a droga do telefone tocou, ninguém trouxe uma notícia agradável, nada de relevante aconteceu e, se aconteceu, infelizmente, nem percebi. Aliás, o telefone tocou, um colega, Só love, "filho duma puta", ficou dando toque para o meu celular na minha frente para testar a minha paciência e ver minha reação, deu vontade de esganá-lo quando descobri que era ele o autor do trote. O meu consolo é que a noite não acabou e "ainda é uma criança". Na verdade, acho que só disse isso para tentar deixar uma mensagem de otimismo para descarregar um pouco o leitor que se interessar por este adorável título, mas, a verdade é que vou terminar a noite concluindo o seminário de amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1947933953511494919?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1947933953511494919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1947933953511494919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1947933953511494919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1947933953511494919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/meu-dia-foi-uma-desgraa.html' title='Meu dia foi uma desgraça...'/><author><name>Sandrine Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03469522748945873929</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4327993044579469419</id><published>2008-11-10T16:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T16:06:26.353-08:00</updated><title type='text'>Apenas mais um dia</title><content type='html'>Patrícia Neves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrícia acordou às 6:39 da manhã, devido a luminosidade do seu quarto, estava exausta, com muito sono, levantou-se com muita dificuldade, com os olhos ainda fechados, foi até o banheiro do quarto e desligou a luz, depois voltou para a cama se cobriu com um cobertor.&lt;br /&gt;Quando despertou novamente já passava das 10h, olhou-se no espelho e não gostou muito do que viu, penteou os cabelos, escovou os dentes, foi até a cozinha lavou os pratos sujos que estavam na pia, foi até o quarto e pegou dois cadernos. Ela está preocupada, em dúvida se vai à faculdade ou se fica em casa e termina suas leituras e seus trabalhos. Decide fazer uma programação da semana, ditando o que precisa fazer a cada dia da semana.&lt;br /&gt;Às 11 horas Patrícia vai até o salão de beleza próximo a sua casa onde faz algumas refeições com produtos naturais para emagrecer, por ter tomado os líquidos rapidamente, sente ânsia de vômito e respira fundo para não vomitar.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, já passa das 11:30, ela decide que vai à faculdade e sabe que precisa dormir em Cachoeira, onde estuda. Ela está muito chateada porque gostaria muito de dormir em sua casa, mas sabe que tem compromisso e não pode faltar então ela pensa que pelo menos não vai ficar em casa sozinha como todas as noites, pois vai estar na casa de seus colegas da faculdade.&lt;br /&gt;Então ela toma banho, escolhe como sempre uma roupa simples, pega os materiais necessários e vai até o ponto onde espera o carro que a leva para faculdade.&lt;br /&gt;Como sempre ela encontra seu vizinho que também espera o mesmo carro, e os dois conversam sobre o final de semana. No caminho ela vai conversando com os outros colegas, até chegar à universidade. Em vez de ir para aula de jornalismo on-line, ela prefere ler alguns textos na biblioteca. &lt;br /&gt;Depois de passar no local onde as pessoas da faculdade tiram fotocópias e pegar alguns textos que havia mandado preparar, ela se dirigi até a casa de sua amiga Calila, onde fica hospedada todas as segundas quando precisa dormir em Cachoeira, ela conversa com Calila e Daiane sua outra colega de classe, as três riem muito falando do seus assuntos preferidos: homens e relacionamento, tanto delas quanto de outros colegas e amigos.&lt;br /&gt;Às 18:16 Patrícia precisa ir para a reunião da pesquisa na qual participa na universidade, em seguida tem aula de jornalismo impresso até às 21:00. Ela gostaria mesmo de ficar na casa de Calila conversando ou lendo seus textos.&lt;br /&gt;Ao caminho da Faculdade, ela percebe que em quase todas as casas os moradores estão pondo a cadeira na porta para sentar, ela acha engraçado. Pensa que provavelmente ficarão ali até começar a novela das oito.&lt;br /&gt;Ao chegar encontra seu professor e mais três colegas sentados à mesa onde acontecem as reuniões. Ela cumprimenta os colegas e elogia o penteado do professor. Na reunião corre tudo muito bem, como sempre ela acha tudo muito novo e interessante. Antes de partir para ultima aula do dia, ela vai ao bar de Geo, perto da faculdade e compra um pacote de biscoito light.&lt;br /&gt;A aula começa e ela reza pra terminar, pois está cansada desse dia tão comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4327993044579469419?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4327993044579469419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4327993044579469419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4327993044579469419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4327993044579469419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/apenas-mais-um-dia.html' title='Apenas mais um dia'/><author><name>Patty Fox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12023824387517876396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_WwJOt6FxNCk/SFBGMO6T-VI/AAAAAAAAAAU/jlgy19vG_qk/S220/FALAR.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-277356207336270952</id><published>2008-11-10T15:58:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T16:00:08.056-08:00</updated><title type='text'>Um dia sem muitas novidades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daiane Dória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma manhã de mais uma segunda-feira de novembro. Ela acorda e pega o celular para olhar as horas: “5h20, ufa! Ainda posso dormir mais um pouquinho”. E Daiane volta a dormir, sonha não se sabe com que e acorda assustada achando que não ouviu o despertador tocar. 6h12, ainda dá tempo. Às sete horas toca o celular com o lembrete: “aula Léo”, é agora não há jeito tem que levantar.&lt;br /&gt;Sem muita coragem permanece deitada relembrando o que tinha feito no celular na noite passada. 7h06, hora do banho, Daiane enfim levanta da cama e... Banheiro ocupado. Não desiste, não pode desistir, até pensa nisso, mas Colling hoje vai discutir Lima, o cara que fala das técnicas. Ela segue com sua roupinha de dormir rosa e seu chinelinho também rosa, desses bem macios que não te desligam da cama, e vai para o quintal pegar sua toalha rosa. Volta para o quarto, arruma a cama e a bolsa rosa, pensa na roupa que vai vestir, desiste, pois sabe que depois vai mudar de idéia. Dani sai do banheiro, pronto, hora do banho de verdade.&lt;br /&gt;Água quente, sabonete, corpo e ela pensando em tudo o que fez de errado no dia anterior. Não imaginava que eram tantos os erros. Mais água quente, sabonete e toalha secando o corpo e toalha cobrindo o corpo. Escova os dentes com água fria e sai do banheiro. Ao passar pela cozinha pensa no que vai comer. Vai para o quarto. Hora do pânico, a roupa! Veste uma, duas, na terceira se decide, mas continua com os chinelos de sono.&lt;br /&gt;Todos na casa já estão acordados, ouvindo as notícias da manhã através do rádio do vizinho, Bienal do Recôncavo, o tema do dia. Depois de comer, escova os dentes, troca os chinelos por havaianas, penteia os cabelos e vai sentar sem muita disposição para esperar Camila.&lt;br /&gt;Meio atrasada sai de casa às 8h04. Ao chegar à faculdade encontra Colling e alguns poucos alunos na sala. A aula começa com a discussão do texto e Daiane apesar de interessada no que o professor estava falando, mostrava-se visivelmente com muito sono. Terminada a aula ela corre para casa. Está com muita fome e com uma vontade enorme de tomar banho, fruto do calor quase que infernal que faz em Cachoeira.&lt;br /&gt;Como já não tem sua mãe para preparar o almoço, vai fazê-lo com Dani. Toma banho, agora a água já é fria, almoça, escova os dentes e mais um pouco de exposição no sol na caminhada de volta à universidade.&lt;br /&gt;Aula de Alene, chegou atrasada, de novo, e foi sentar-se com Lorena. Sentiu um nervosismo muito grande ao observar no quadro a data da prova. O desespero tornou-se ainda maior quando viu Talita ainda mais ansiosa sem saber o que fazer para cumprir tantas atividades. Enfim acalmou-se, pois tinha que fazer um estudo dirigido que deveria ser entregue às 15h30. Mas alguma coisa tipo peso na consciência e a aula acaba.&lt;br /&gt;No caminho de casa foi pensando sobre tudo que tinha que fazer durante a semana. Ligou para a mãe que com suas palavras positivas, coisas de mãe, a animou um pouco. Resolveu cozinhar um feijão já que o dia seguinte também seria cheio. Camila e Dani chegaram e pronto, começaram a rir. Riam de tudo, do homem que correu atrás do outro com um facão enferrujado, da menina que caiu no rio com o celular no bolso e molhou o cabelo, e por aí vai. Tomou banho, água fria de novo, assistiu um pouquinho à novela das sete, comeu, escovou os dentes e faculdade de novo.&lt;br /&gt;No caminho, mas uma vez risos. Inclusive uma gargalhada de Daiane me chamou a atenção apesar de não saber o motivo, algo a fez rir muito quando passava em frente ao hospital juntamente com as outras duas garotas. Chega então ao CAHL, aula de Colling pela segunda vez no dia. Enquanto termina um texto solicitado pelo professor, fala com alguns amigos pelo meebo, olha seus e-mails e tenta falar com o namorado, não consegue, fazer o que né?&lt;br /&gt;Ela termina o texto, e o que vai acontecer com Daiane a partir de agora nem mesmo ela pode saber.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-277356207336270952?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/277356207336270952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=277356207336270952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/277356207336270952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/277356207336270952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/um-dia-sem-muitas-novidades.html' title='Um dia sem muitas novidades'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1822598228009331252</id><published>2008-11-10T15:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:57:25.185-08:00</updated><title type='text'>O dia número 315 do ano de 2008</title><content type='html'>Ela acordou às 07h15min em ponto com o alarme do celular tocando a música “My girl” na versão de Otir Redding. Abriu os olhos desejando não faze-lo, mas consciente de que precisava. Usava um pijama com blusa verde e branca com os dizeres: “Make love, not war” e um short verde com as estampas do exército.&lt;br /&gt;Mariana colocou os óculos e levantou em direção à área de serviço de “sua” casa – alugada – para pegar a toalha azul e tomar um banho antes de ir pra Universidade. Assim o fez. O chuveiro queimado fez descer uma água gelada que definitivamente acordou a menina que estava com muito sono devendo do final de semana. Depois disso, ela vestiu-se com um vestido básico, colocou os acessórios tradicionais – argolas e pulseira – e já estava no meio das escadas quando lembrou que tinha de descer o lixo. E que lixo! Desde sexta-feira não havia descido o lixo, o resultado foi aquele bando de sacos em sua mão e um odor nada agradável se misturando ao seu perfume de recém-tomada banho. Agora ela desceu de vez, com a bolsa, o caderno, o classificador e os sacos de lixo na mão. Eram quase oito horas, e a aula começava às oito.&lt;br /&gt;No caminho da casa para o prédio provisório da UFRB, Mariana seguiu sem prestar muita atenção nas pessoas ou lugares por onde passava. Fazia esse mesmo caminho todos os dias e, por mais que as pessoas mudassem a cada dia, ela às vezes esquecia-se desse detalhe e passava direto olhando pra frente, mas enxergando somente seus pensamentos...&lt;br /&gt;A única coisa que a chamou atenção foi quase chegando ao seu destino. Ela passou por duas mulheres vestidas com o uniforme azul e amarelo da prefeitura que recolhiam os lixos menores das portas de casas. Uma já devia ter pra lá de 50 anos, a outra era mais nova, cara de uns vinte e poucos. Pareciam mãe e filha. Mariana passou o resto do caminho pensando nessa possibilidade e sobre a história daquelas duas mulheres. Nada de extraordinário passou pela sua cabeça.&lt;br /&gt;Chegou à Universidade e não encontrou com ninguém conhecido até chegar ao “laboratório” de jornalismo, onde acontecem as aulas de Jornalismo Impresso II, no caso a aula que ela foi assistir. Ao entrar, deu um fraco bom-dia aos presentes na sala. Eram eles o professor Leandro Colling, que escrevia ou lia alguma coisa em sua mesa, uma colega – Dani – sentada logo na frente da sala e com uma cara de quem não dormiu nada, e dois colegas sentados cada um em um computador – Caio e Hamurabi. Inicialmente a menina sentou próximo à colega, mas não demorou muito e partiu pra um dos computadores. Ia olhar seus e-mails e abrir seu orkut em mais um dos sites descobertos pelos alunos para driblar a censura imposta pela Instituição, não via mal algum na liberação do site para os alunos. Permaneceu navegando na internet até a hora que o professor decidiu iniciar a aula, até ali mais alunos tinham chegado. A aula transcorreu com sem anormalidades. Foi feita uma discussão acerca do texto “Os procedimentos da extensão” de Edvaldo Pereira Lima até por volta das 10h30min, quando o professor propôs que os alunos começassem a desenvolver uma outra atividade.&lt;br /&gt;Já eram 11h50min quando a atividade foi concluída. Mariana saiu com Dani em direção ao restaurante Maktub para almoçar. No caminho, foram conversando sobre o clima quente da cidade. “Este calor está me torrando”, afirmou Dani. Aliás, torrava quem ousasse ficar muito tempo exposto. Debaixo de um sol escaldante, as duas sentiram-se extremamente aliviadas quando adentraram o restaurante. Assim que chegaram foram lavar as mãos e seguiram para o self-service. Foi um almoço tranqüilo, as meninas conversaram apenas banalidades. Encontraram o professor Leandro e Caio quando estavam por lá ainda, terminando, foram pagar a conta pra voltar pra Universidade. Ao caminharem até a praça central – no caminho da UFRB – Dani resolveu passar no banco Bradesco. Que idéia maravilhosa! O ar condicionado do banco estava em perfeitas condições e refrescou um pouco a cabeça das meninas.&lt;br /&gt;Saindo de lá, voltando pro inferno... Chegando ao CAHL, encontraram Hamurabi e ficaram conversando sobre os tempos do colégio, Mariana sentiu saudade de seus tempos de escola, lembrou o quanto aproveitou seu último ano nela e o quanto deixou de aproveitar. Um jogo de futsal e alguns pinos de titânio no tornozelo direito passaram pela memória da menina no momento, ela até chegou a sorrir. Logo o assunto foi música, em particular um arrocha que praticamente destruiu uma canção de John Lennon chamada “Let it be”, mas tava na moda e na cidade não tocava outra coisa, para a tristeza de seus ouvidos. Depois, Mariana encontrou Rodrigo, um amigo do curso de História, e ficaram conversando sobre a derrota do time dos dois – o Palmeiras – para o Grêmio no dia anterior. O tom dos dois era de raiva e lamentação, mas não adianta chorar pelo leite derramado, assim ela concluiu, “pelo menos o meu Vasco ganhou do Santos, já o seu Fluminense perdeu pro Cruzeiro né J”, zombou ela. Quando a professora Alene Lins passou por eles, os alunos seguiram em direção ao mesmo laboratório de Jornalismo para ter aula de Jornalismo On-line. Ah! antes disso Mariana tinha ido à secretaria e encontrou a professora Renata Pitombo. Ficou feliz em vê-la, ela gostava das aulas daquela professora e sentia falta delas. Voltando à classe, a atividade passada pela professora foi um estudo dirigido de um texto para ser feito em duplas, Mariana sentou ao lado de Sayonara para trabalharem juntas. Ás vezes ela saia da sala, porque estava justamente produzindo sua matéria da semana sobre o evento que ocorrerá em Cachoeira promovido pelo CAHL sobre os 40 anos do AI-5; ela entrevistou o professor Fábio Joly e alguns alunos do curso de História. Mas também ajudou Sayonara na atividade. E o estudo foi até às 16h, quando a professora recolheu os trabalhos e deu um belo de um sermão na turma por causa da falta de compromisso e de vontade dos alunos com a sua disciplina. Atordoada com a bronca, a menina postou com Hamurabi sua matéria do dia e, quando estava saindo da Universidade, recebeu um telefonema do seu namorado, Leandro, pedindo para que fosse lá vê-lo. Não poderia dizer não, né? E ela foi pra lá. A casa dele fica em cima de um Instituto de línguas estrangeiras, que pertence à seu avô. Mariana subiu para encontrá-lo e deu de cara com ele sentado no computador. Estava falando com a mãe via msn; ela sentou e esperou, observando sua prima Vitória, de 2 anos, que dormia como um anjinho. Léo terminou de usar o computador e os dois foram pra sala conversar, resolver uns probleminhas pendentes. Logo em seguida a avó dele, Dona Rafaela, chegou e ficou por lá conversando com os dois. Quando deu 18h15min, Mariana lembrou que tinha aula às 19h30 min, e que ainda precisava passar no supermercado pra comprar algumas coisas. Despedindo-se de Dona Rafaela e arrastando Leandro com ela, a menina seguiu com o namorado em direção ao supermercado Vieira para comprar alguns sucos e iogurtes pra passar a semana. Acabou comprando mais coisas do que devia e gastou mais do que o previsto. Merda. Ela detestava gastar mais do que planejava! Terminada essa Romaria, Mariana finalmente voltaria pra casa... Finalmente? Ela ainda tinha aula, era só o tempo de tomar outro banho e voltar pra aula. Que dia de cão, viu? Aula de manhã, aula de tarde, aula de noite. Despediu-se de Léo e foi pra casa. No começo da escada ela encontrou Daiane, sua amiga e companheira de casa descendo pra ir buscar sua prima e comprar o pão. Ao subir, encontrou seu amigo e companheiro de casa Maurício, ele estava com sua mãe – que dormirá lá hoje – e a amiga dos dois Calila, que mora lá também. Nem deu tempo de conversar direito. Mariana entrou no banheiro pra tomar banho e divertiu-se ao ler os avisos que lá foram colados. Terminado o banho, a menina vestiu um short preto e uma blusa azul, colocou um colar prata, suas argolas e pulseiras pra descer pra aula. Nesse meio tempo, Daiane tinha chegado com sua prima Jéssica. As duas se parecem um pouco, ambas são loiras, mas Daí é mais baixinha e tem os olhos verdes. Morta de fome, a menina sentou-se com Mau, Calis, Daí e Jéssica pra tomar café. Engoliu um pão com um suco de umbu e quando olhou no relógio já eram 19h35, estava atrasada. Desceu “correndo” e chegou no CAHL às 19h45. Nada chamou sua atenção no caminho, Estava tão atordoada pelo atraso que nem se Cristiano Ronaldo passasse por ela e lhe desse tchau a menina notaria, e olha que ela é “fanzona” do jogador de futebol português.  No CAHL, viu o professor ainda no seu grupo de estudo, e rumou para o laboratório de Jornalismo. Não agüentava mais ver a cara daquele lugar, mas precisava entrar nele para terminar a atividade que Colling tinha passado pela manhã, a qual está sendo concluída neste exato momento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1822598228009331252?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1822598228009331252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1822598228009331252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1822598228009331252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1822598228009331252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/o-dia-nmero-315-do-ano-de-2008.html' title='O dia número 315 do ano de 2008'/><author><name>Mariana Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14530584785055614618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='14' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2zU81WQ7TEE/S8u5BrrfBYI/AAAAAAAAALc/30UyOTEitH4/S220/SDC11230+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3466460611517417828</id><published>2008-11-10T08:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:01:35.199-08:00</updated><title type='text'>As mulheres do mercado</title><content type='html'>Patrícia Neves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã de segunda feira, o sol está escaldante. No mercado municipal da Cachoeira encontram-se Carine e Daniela. Usando roupas pretas e toucas brancas, as moças preparam um almoço variado.&lt;br /&gt;Carine é dona de um dos diversos boxes do mercado. Pele morena, cabelos e olhos negros, sorriso no rosto, usa uma blusa e um short de malha. Há dois anos, todos os dias, é mesma rotina: ela vai para seu box às sete da manhã, o almoço tem que ficar pronto ao meio dia.&lt;br /&gt;O espaço é pequeno, cerca de dois metros. Devido a isso, a parede é muito utilizada. Cerveja, refrigerante, cachaça e copos pequenos de vidro são dependurados por um suporte de ferro com vidro quadrado em cima. Cadeados, panos de prato, calendário e o armário branco estão na parede verde. Em cima do armário, panelas vazias de alumínio, desgastadas, porém limpas, e peneiras de palha. Bife, fígado, peixe e frango estão sendo cozidos no fogão branco que divide o pequeno espaço com a geladeira, também branca com adesivos de canditados da eleição passada e uma pia de pratos com algumas panelas sujas. O cheiro da comida é agradável.&lt;br /&gt;Nessa confusão está um pequeno garoto aparentemente com um ano e meio, sentado num banquinho de madeira, degustando um tomate verde. Com lágrimas nos olhos, com o peito descoberto, espera impaciente pela atenção da mãe Daniela, de aparência adolescente e tímida, negra, usa um vestido que dá menos volume ao seu corpo já magro. Ela corta cebola e um tomate bem vermelho para temperar o variado almoço.&lt;br /&gt;Trabalham silenciosamente e com cuidado para se movimentar naquele pequeno espaço. Parecem gostar do que fazem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3466460611517417828?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3466460611517417828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3466460611517417828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3466460611517417828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3466460611517417828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/as-mulheres-do-mercado.html' title='As mulheres do mercado'/><author><name>Patty Fox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12023824387517876396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_WwJOt6FxNCk/SFBGMO6T-VI/AAAAAAAAAAU/jlgy19vG_qk/S220/FALAR.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8769752131168936343</id><published>2008-11-10T06:46:00.001-08:00</published><updated>2008-11-10T06:46:28.397-08:00</updated><title type='text'>Ela tem os olhos doces...</title><content type='html'>Sandrine Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente é uma menina sonhadora, com arzinho de quem ainda espera um príncipe encantado. Seus olhos negros brilham com leveza e seu riso tímido parece querer se esconder naquele rosto de traços delicados. Têm toques e movimentos leves e desencorajados que conformam um ar de quase inocência. Pega nos objetos com  certa insegurança. Fala manso, passa a mão policiando os seus cabelos negros de tamanho mediano, lisos de escova, suspende os óculos e o olhar. Os gestos das mãos parecem ser o alicerce da fala. Eles tentam convencer e às vezes agem como se quisessem falar no lugar da boca, para que ela não precisasse ser aberta.&lt;br /&gt;Sua pele bronzeada e seus traços apontam para uma ancestralidade indígena. Seus 50 kg são bem divididos nos 1,62 de altura. As unhas pintadas de cor-de-rosa e glíter combinam com a delicadeza de mãos e gestos. Veste-se de forma simples e não descuida da aparência. Parece estar sempre retraida por ter preocupação com os olhares alheios.&lt;br /&gt;Às vezes, por descuido, deixa emergir uma mulher com voz firme de quem sabe o que quer, permite-se sorrir com vontade, deixa um pouco de lado os olhares, e deixa se esvair aquela aura de menina indefesa e delicada, depois, recompõe-se, põe as mãos em frente a boca, se esconde e volta àquela postura contida de sempre, com ar de timidez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8769752131168936343?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8769752131168936343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8769752131168936343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8769752131168936343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8769752131168936343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ela-tem-os-olhos-doces.html' title='Ela tem os olhos doces...'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7400086082678348507</id><published>2008-11-10T06:37:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T06:39:34.140-08:00</updated><title type='text'>Feminismo em alta</title><content type='html'>Daiane Doria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem geralmente costuma encontrá-la pelos corredores do CAHL usando jeans, camisetas e havaianas, deve ser difícil imaginar que ela já foi uma “patricinha” dessas que têm coleção de sapatos, por sinal, uma mule verde limão.&lt;br /&gt;Inquieta. Sempre questionadora. Super feminista. Parece adorar um desafio. Olhar de quem sabe o que quer. E quando quer alguma coisa, sai de baixo que ela corre atrás. Às vezes, porém, quer que as coisas aconteçam apenas do seu jeito. “Zé Bob” do Reverso vive em busca de ser processada, procura estar sempre envolvida com temas polêmicos, geralmente sobre a política de Cachoeira, para ser mais precisa.&lt;br /&gt;Cabelos pretos, geralmente presos com uma caneta mordida na ponta, olhos verdes combinando com a armação dos óculos que já são quase parte do seu corpo. Lábios finos e nariz comum, nem pequeno nem grande. Orelhas ornamentadas com pequenos brincos. Atualmente, apareceu com uma coleção de pulseiras amarradas no tornozelo, que mais parece um mostruário hippie. Já que coincidentemente tem a mesma altura que eu, prefiro dizer que 1,62 é uma boa medida.&lt;br /&gt;Acredito que uma característica sua bem apontada pelas outras pessoas é a falta de organização, principalmente com papéis. Mas vamos dar um crédito que ultimamente ela tem usado uma bolsa justamente para não sair por aí esquecendo as coisas por onde passa.&lt;br /&gt;Bem, acho que já dá para reconhecê-la quando, ao passar pela 25, se deparar com ela provavelmente tomando uma e fumando um cigarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7400086082678348507?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7400086082678348507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7400086082678348507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7400086082678348507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7400086082678348507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/feminismo-em-alta.html' title='Feminismo em alta'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3852171049996736061</id><published>2008-11-10T05:51:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T04:27:44.498-08:00</updated><title type='text'>Não, não mesmo!</title><content type='html'>Talita Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È agradável sentir que a menina da sua infância, com sua inocência e naturalidade, não desapareceu ao longo dos anos. Em seus gestos e palavras esconde a inquietação da criança que ela foi um dia. Ela brinca, corre, pula o tempo todo, sempre a mexer-se, nunca pára. Ela é uma menina maior que muitas e menor que outras. Ela não é feia; em seu jeito apropriado, exibe uma mulher nada séria. Pele clara em seus traços desavergonhados, o que mais chama atenção são os seus olhos: verdes ou azuis, você decide. Seus olhos estão muitas vezes atentos, ora críticos, ora brilhantes. Exibe um sorriso exagerado, adora rir e palhaçada é com ela mesma. Boca bem desenhada, dentes fortes e brancos, narizinho bem feito. Cabelos claros, selvagens e ralos, na maioria das vezes presos, soltos só em ocasiões especiais. O corpo comprido e um pouco acima do peso torna seu andar desengonçado.&lt;br /&gt;Figura atrevida, essa garota consegue tirar a paciência e risos de qualquer um, seja nas pirraças, seja nas piadinhas, ou nas brincadeiras que nunca acabam, ela está sempre mexendo em alguém, agora experimente e mexa com ela! Adora gesticular e encenar os fatos, suas mãos sobem e descem, da sua boca ecoa os mais diversos ruídos e seu rosto muda conforme a informação. Fala demais, mesmo que você não queira ouvir, ela fala e faz uso de um vocabulário próprio: Tiririri! Txuca! Oh, ninho, não!&lt;br /&gt;Nas suas blusas pretas e bermudas brancas ela cria um estilo. Suas roupas não são extravagantes, não usa muitos acessórios: brincos muito pequenos, de vez em quando algumas pulseiras pratas, um anel de borracha laranja, que Deus sabe por que ela não tira do dedo, e agora anda amarrando um cordão rosa no braço direito. Vaidade passou longe dela, bate a sua porta quando o namorado está por perto ou quando vai à igreja, aí essa gaza se transforma: salto alto, brincos grandes, colar, batom, maquiagem, larga o moleque que teima em lhe acompanhar e vira um mulherão.Sua elegância natural de mulher não está na aparência física, mas no seu jeito de ser, no modo como trata as pessoas. Espontânea, chega a lhe faltar um pouco de noção. È inteligente, sincera, fiel aos seus princípios e valores. Tem personalidade própria e influenciá-la é difícil. É uma amigona, companheira para todas as horas. Está menina-mulher transforma tudo em brincadeira, mas sabe a hora de parar e falar sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3852171049996736061?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3852171049996736061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3852171049996736061' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3852171049996736061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3852171049996736061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/no-no-mesmo.html' title='Não, não mesmo!'/><author><name>Talita Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02443583845293731879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7767663511490037222</id><published>2008-11-09T13:28:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T13:30:19.786-08:00</updated><title type='text'>Entrega das matérias e fotografias</title><content type='html'>Pessoal!!&lt;br /&gt;As matérias da próxima edição deverão serem entregues na próxima quarta-feira dia 12!com as fotos e legendas!Por favor não atrasar!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grata!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editoras (Lise e Sandrine)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7767663511490037222?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7767663511490037222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7767663511490037222' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7767663511490037222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7767663511490037222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/entrega-das-matrias-e-fotografias.html' title='Entrega das matérias e fotografias'/><author><name>Lise Lobo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049799008420325601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7607882161167010684</id><published>2008-11-07T05:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T05:31:36.022-08:00</updated><title type='text'>O cotidiano nos hospitais de cachoeira</title><content type='html'>Em um ambiente hospitalar verifica-se um corre-corre de gente que entra e que sai...pacientes, enfermeiros, médicos, agentes de limpeza etc. Neste local também se encontra varias histórias de vida de pessoas que passam por diversas dificuldades em encontrar vagas e atendimento de qualidade.&lt;br /&gt;Esta matéria tem a pretensão de mostrar, de forma literária, como é o dia-a-dia na Santa Casa de Misericórdia; as dificuldades e as superações daqueles que por lá passam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7607882161167010684?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7607882161167010684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7607882161167010684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7607882161167010684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7607882161167010684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/o-cotidiano-nos-hospitais-de-cachoeira.html' title='O cotidiano nos hospitais de cachoeira'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1200462461737396821</id><published>2008-11-06T13:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T13:22:23.456-08:00</updated><title type='text'>Inversão de Estereótipos</title><content type='html'>Camila Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da matéria é identificar situações onde os estereótipos sejam revertidos.  Homens que apanham de mulheres. Mulheres que passam o dia na rua trabalhando, enquanto os maridos cuidam da casa e das crianças. Os chamados “donos-de-casa”. Homens considerados feios que pegam todas, e principalmente as mulheres bonitas. Mulheres que mandam e desmandam dentro de casa. Qualquer situação que indique o mínimo de “estranheza”, ou desmistifiquem uma idéia criada, partindo de posicionamentos tidos como típicos da sociedade será alvo da matéria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1200462461737396821?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1200462461737396821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1200462461737396821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1200462461737396821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1200462461737396821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/inverso-de-esteretipos.html' title='Inversão de Estereótipos'/><author><name>Camila Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415657336552762732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Oc8NZCrpGew/Trxm1O95qEI/AAAAAAAAADE/D1qIsT2f4qY/s220/Eu.uJuPG.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2265335166635580993</id><published>2008-11-06T12:00:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T12:02:15.325-08:00</updated><title type='text'>Anciãos de Cachoeira contam e encantam</title><content type='html'>Carine Costa&lt;br /&gt;Cachoeira é uma cidade histórica, seus habitantes estão inseridos nesse contexto e por isso tem vida peculiar. Curiosidades de histórias inusitadas e importantes permeiam o imaginário de seus visitantes.&lt;br /&gt;A matéria será pautada nas histórias de vida, dos cidadãos mais idosos, da cidade de Cachoeira. Visando buscar através de depoimentos, narrativas de vivências desses personagens nesta cidade histórica.&lt;br /&gt;As fontes serão procuradas na Casa de Idosos de Cachoeira, em lares na Rua da Matriz, e em outros locais que forem descobertos durante as pesquisas. O texto será de teor literário, onde através dos relatos, o conteúdo será abordado de forma humanizada, lírica e poética.&lt;br /&gt;Serão enfatizadas as declarações em que às narrativas pessoais estejam envolvidas com a história do país ou da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2265335166635580993?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2265335166635580993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2265335166635580993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2265335166635580993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2265335166635580993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ancios-de-cachoeira-contam-e-encantam.html' title='Anciãos de Cachoeira contam e encantam'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1995345393230845912</id><published>2008-11-06T06:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T06:48:45.711-08:00</updated><title type='text'>Ted Sampaio: À espera num certo bar.</title><content type='html'>&lt;a href="http://tedsampaio.blogspot.com/2008/04/espera-num-certo-bar.html#links"&gt;Ted Sampaio: À espera num certo bar.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1995345393230845912?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://tedsampaio.blogspot.com/2008/04/espera-num-certo-bar.html#links' title='Ted Sampaio: À espera num certo bar.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1995345393230845912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1995345393230845912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1995345393230845912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1995345393230845912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-espera-num-certo-bar.html' title='Ted Sampaio: À espera num certo bar.'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_W8UpU7Wj9Uk/R45Vb8tquJI/AAAAAAAAAAY/9bv985mJC4g/S220/ted.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6992095261011259701</id><published>2008-11-06T06:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T06:47:23.174-08:00</updated><title type='text'>Ted Sampaio: A arte de viver um boteco</title><content type='html'>&lt;a href="http://tedsampaio.blogspot.com/2008/04/cerveja-gelada-copo-escorrendo.html#links"&gt;Ted Sampaio: A arte de viver um boteco&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-6992095261011259701?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://tedsampaio.blogspot.com/2008/04/cerveja-gelada-copo-escorrendo.html#links' title='Ted Sampaio: A arte de viver um boteco'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/6992095261011259701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=6992095261011259701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6992095261011259701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6992095261011259701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-arte-de-viver-um-boteco.html' title='Ted Sampaio: A arte de viver um boteco'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_W8UpU7Wj9Uk/R45Vb8tquJI/AAAAAAAAAAY/9bv985mJC4g/S220/ted.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6417700231711699220</id><published>2008-11-06T06:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T06:45:48.176-08:00</updated><title type='text'>Ted Sampaio: Nem sempre um dia qualquer</title><content type='html'>&lt;a href="http://tedsampaio.blogspot.com/2008/04/nem-sempre-um-dia-qualquer.html#links"&gt;Ted Sampaio: Nem sempre um dia qualquer&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-nem-sempre-um-dia-qualquer.html' title='Ted Sampaio: Nem sempre um dia qualquer'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_W8UpU7Wj9Uk/R45Vb8tquJI/AAAAAAAAAAY/9bv985mJC4g/S220/ted.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6824172060749242761</id><published>2008-11-06T06:43:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T06:43:52.109-08:00</updated><title type='text'>Ted Sampaio: Andando em rastro de corno</title><content type='html'>&lt;a href="http://tedsampaio.blogspot.com/2008/04/andando-em-rastro-de-corno.html#links"&gt;Ted Sampaio: Andando em rastro de corno&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-andando-em-rastro-de-corno.html' title='Ted Sampaio: Andando em rastro de corno'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_W8UpU7Wj9Uk/R45Vb8tquJI/AAAAAAAAAAY/9bv985mJC4g/S220/ted.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8961487647544265014</id><published>2008-11-06T06:31:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T06:31:38.004-08:00</updated><title type='text'>Ted Sampaio: Os seis sentidos para ser gente</title><content type='html'>&lt;a href="http://tedsampaio.blogspot.com/2008/06/os-seis-sentidos-para-ser-gente.html#links"&gt;Ted Sampaio: Os seis sentidos para ser gente&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-os-seis-sentidos-para-ser.html' title='Ted Sampaio: Os seis sentidos para ser gente'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_W8UpU7Wj9Uk/R45Vb8tquJI/AAAAAAAAAAY/9bv985mJC4g/S220/ted.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-9195828414045591014</id><published>2008-11-06T06:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T06:21:03.550-08:00</updated><title type='text'>Ted Sampaio: Sant'Ana</title><content type='html'>&lt;a href="http://tedsampaio.blogspot.com/2008/08/santana.html#links"&gt;Ted Sampaio: Sant'Ana&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-9195828414045591014?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://tedsampaio.blogspot.com/2008/08/santana.html#links' title='Ted Sampaio: Sant&apos;Ana'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/9195828414045591014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=9195828414045591014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/9195828414045591014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/9195828414045591014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-santana.html' title='Ted Sampaio: Sant&apos;Ana'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image 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href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1885923390743729481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1885923390743729481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1885923390743729481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1885923390743729481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-teso-cime-e-sono.html' title='Ted Sampaio: Tesão, ciúme e sono'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4461403265089937874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4461403265089937874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4461403265089937874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4461403265089937874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-assim-como-maiane.html' title='Ted Sampaio: Assim como Maiane'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4092639021690955783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4092639021690955783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4092639021690955783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4092639021690955783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ted-sampaio-cachoeira-24-de-setembro-de.html' title='Ted Sampaio: Cachoeira, 24 de setembro de 2008'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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Mas ela já me mandou tomar no cu. Aliás, ela mandou uma galera. A voz um pouco fanha não tem medo de sair. Sandrine lembra Maria Bonita no sertão da Paraíba. Baixinha, o cabelo preto cacheado, preso sempre no final da nuca por um elástico ou uma caneta. A pele morena amarelada. E os olhos verdes ou cor de mel, eles mudam de acordo com a hora do dia ou o humor da personagem - é o que parece. Óculos para corrigir a miopia. Armação verde para combinar. As pequenas argolas douradas nas orelhas pequenas. Ela é toda proporcional: olhos, boca, nariz, seios, pés e ela mesma, toda pequena. A menina não transmite elegância, mas passa simplicidade com muita distinção. Alguns vestidos com decote nas costas, porém, o provável é a calça jeans, uma blusa básica e as sandálias havaianas. Três tornozeleiras de palha? e miçangas na perna esquerda. Cores discretas como ela. Humildemente vaidosa. Ela quer mudar o mundo. Foi censurada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2513239203937576150?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2513239203937576150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2513239203937576150' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2513239203937576150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2513239203937576150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/ela-quer-ia-mudar-o-mundo-astrude.html' title='Ela quer - ia - mudar o mundo'/><author><name>Ted Sampaio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_W8UpU7Wj9Uk/R45Vb8tquJI/AAAAAAAAAAY/9bv985mJC4g/S220/ted.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3689121329755078520</id><published>2008-11-05T16:51:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T16:52:35.015-08:00</updated><title type='text'>Profissões extintas nas grandes cidades</title><content type='html'>por Daniela Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a correria do dia-dia nas grandes cidades, é muito comum que se tenham “secretárias do lar”, conhecidas também como empregadas domésticas. Arrumam a casa, lavam e passam roupas, cozinham e ainda tomam conta de crianças. Em ambientes assim, é improvável que se precise do serviço de uma lavadeira, ou seja, alguém que é paga para lavar e passar roupas. Isso  fez com que a profissão fosse ficando praticamente extinta nas grandes cidades, mas em Cachoeira essa tradição permanece e ainda conta com muitos usuários desse serviço.&lt;br /&gt;Irei retratar em minha matéria o dia-dia de uma lavadeira: como fazem para sobreviver com a renda desse trabalho, qual a renda que conseguem obter, como é a rotina no trabalho, o perfil das pessoas que procuram por esse serviço, quais as dificuldades em realizá-lo. Existe alguma história interessante,engraçada ou bizarra que já aconteceu durante a lavagem dessas roupas? Minha matéria responderá a essas perguntas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3689121329755078520?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3689121329755078520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3689121329755078520' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3689121329755078520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3689121329755078520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/profisses-extintas-nas-grandes-cidades.html' title='Profissões extintas nas grandes cidades'/><author><name>Daniela Oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1550714658351500086</id><published>2008-11-05T10:37:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T10:44:46.384-08:00</updated><title type='text'>Morte do prefeito de Nazaré</title><content type='html'>Daiane Dória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cidade de Nazaré das Farinhas encontra-se numa situação inusitada. O prefeito reeleito Clóvis Figueiredo morreu 24 dias após as eleições. O que mais tem chamado à atenção para o caso é que um mês antes das eleições o vice-prefeito Miltom Almeida também havia falecido. O objetivo da matéria é relatar o falecimento do prefeito e do vice, e descobrir como fica a situação política da cidade no ano de 2009 quando se iniciaria o novo mandato de Clóvis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pauta sugere que sejam entrevistados os familiares do prefeito, moradores da cidade, o presidente da Câmara de vereadores, que atualmente assume a Prefeitura da cidade, os outros candidatos que disputaram as eleições e o vice-prefeito que provavelmente deverá assumir a prefeitura em 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1550714658351500086?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1550714658351500086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1550714658351500086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1550714658351500086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1550714658351500086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/morte-do-prefeito-de-nazar.html' title='Morte do prefeito de Nazaré'/><author><name>Daiane Dória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16687086368273256492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-710045473824989253</id><published>2008-11-05T09:37:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T10:01:51.998-08:00</updated><title type='text'>SEMINARIO INTERNACIONAL 40 ANOS DE AI-5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há 40 anos o Ato Institucional 5 frustou a população brasileira que sonhava com um país livere da Ditadura Militar. Em 13 de dezembro de 1968, o então presidente Costa e Silva, baixa o Ato que cunhou o periodo de 68 a 74 de "Anos de Chumbo". Nos dias 12, 13 e 14 de novembro em Cachoeira, acontece no Convento do Carmo o Seminario Internacional 40 Anos de AI-5, que sera realizado pela UFRB (Universidade Federal do Reconcavo de Bahia), do NESPOC (Nucleo de Estudos em Sociedade, Poder e Cultura) e fazendo parte da grade de eventos do projeto Maio 68+40. A materia sera uma cobertura dos 3 dias do evento, sobre as palestras do seminario. As fontes a serem procuradas para informações sobre o evento serão o Prof. Dr. Paulo Miguez e o Prof. Ms. Luiz Nova, pertencentes ao quadro docente da instituição e participarão das mesas de discussão, podendo tambem ser necessario a busca de outras fontes ligadas ao seminario.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hamurabi Dias&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-710045473824989253?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/710045473824989253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=710045473824989253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/710045473824989253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/710045473824989253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/seminario-internacional-40-anos-de-ai-5.html' title='SEMINARIO INTERNACIONAL 40 ANOS DE AI-5'/><author><name>Hamurabi Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14545915827098327523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-oWdn-RWqCXA/TZkQig6U_CI/AAAAAAAAAB4/AhGosq81tF8/s220/DSC_8787%2B-%2BC%25C3%25B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1461375589264333486</id><published>2008-11-04T13:06:00.001-08:00</published><updated>2008-11-10T15:12:25.967-08:00</updated><title type='text'>Que menina é essa rapaz!?!?!</title><content type='html'>Queila Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meiguice e agrestividade é um paradoxo que lhe define muito bem. Um dia acorda soltando alegria por toda parte e outro parece que veio de um velório. Levanta calada sem nem dar um bom dia e vai direto pra cozinha, seu point predileto. Tem uma fome que assusta a muitos, já chegou a comer, de uma só vez, nove pães. Com mais ou menos 1,65 de altura, pernas torneadas, mas deixando claro que isso não é fruto de academia e sim excesso de carne, pra não dizer gordurinha.&lt;br /&gt;Seus pêlos são pintados de loiro, é uma morena meio apagada, na verdade sem definição, não sabe se é negra, se branca, se morena. Possui lábios finos bem contornados, um sorriso bonito, um rosto com marcas de acne, o que lhe incomoda um pouco, sobrancelhas largas e negras e cílios alongados. Unhas compridas, dedos também compridos, onde ficam dois anéis de valor sentimental, usa um relógio prata no pulso esquerdo, aparentemente masculino, mas um pouco menor.&lt;br /&gt;Seu figurino é um normal arrumado. Com sapatilhas de borracha transparente, com furinhos por toda parte, que não saem dos seus “lindos pés”, os lindos é segundo ela. Quase sempre de calça jeans e blusas, digamos de patricinha, cabelos pretos acima dos ombros, sempre escovados e pranchados, com penteado ganchinhos virados para fora, um estilo que intitulei de anos sessenta. Dá facilmente para perceber quando ela está pensando, pois fica com um olhar perdido no ar. Quando não está, morde a boca tirando os fios do cabelo. Vaidosa que só ela, não sai nem na esquina sem se arrumar e, é claro, sem pranchar as madeixas. Usa óculos pretos, com armação quadrada, o que ajuda a aparentar uma pseudo intelectualizada.&lt;br /&gt;Adora sair, dançar, ama festas. E se colocar uma música, sai de baixo, se for forró então...fica parecendo uma boneca doida, que felizmente ou não, não temos um butaozinho pra desligar. Só ela pra conseguir que um tal baixinho, aparentemente sério e tímido, se solte. Muito diferente de como é na rua, na sala de aula, sempre calada, chega a ser quase invisível. Mas é inteligente e prática, escrever é com ela mesma. Particularmente é uma amigona, apesar de brigarmos um bocadinho.&lt;br /&gt;Ela se define como uma pessoa atraente. É impulsiva, exigente, um pouco egoísta, muito supersticiosa, acredita em tudo. Tem um pé no espiritismo, no candomblé, acredita em bruxas e até em duendes e, segundo ela, sua protetora é Iemanjá. Depois disso tudo só me resta dizer: “QUE MENINA É ESSA RAPAZ”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1461375589264333486?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1461375589264333486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1461375589264333486' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1461375589264333486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1461375589264333486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/que-menina-essa-rapaz.html' title='Que menina é essa rapaz!?!?!'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8214255160755651544</id><published>2008-11-04T13:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:15:20.402-08:00</updated><title type='text'>Ô Tchuca!!!</title><content type='html'>Danielle Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com alegria à flor da pele, ela passa pela universidade um tanto espalhafatosa, um tanto eufórica, um tanto feliz, seja em casa, na sala, nos corredores, na rua, no supermercado, onde for, ela não deixa o seu jeitinho menina-moleque de ser.&lt;br /&gt;Alta e um tanto quanto cheinha, ela não deixa de esbanjar beleza com os lindos olhos claros. Sempre na base da pranchinha, os bebelos castanho e acima do ombro permanece enrolado com uma pequena piranha em forma de coque. Somente ocasiões especiais avistaremos ela com eles soltos. Testa pequena, lábios finos e nariz afinalados desenham o rosto de uma gaza retada de bonita. Assim como hoje, ela costumar usar blusas leves ou regatas, muitas vezes acompanhadas de shorts não muito curtos, mas sempre acima do joelho e nas cores branco e preto, caso contrário, estará de calca jeans. Não é muito exagerada para acessórios, geralmente está com brincos pequenos e discretos, alguns pulseiras cor de prata e sem esquecer de um anel de plástico laranja que ela leva entre os dedos.&lt;br /&gt;Muito diferente das duas companheiras de repúblicas, ela é a gaiatice em pessoa. Tudo pra ela vira brincadeira. Adora dar pitacos em tudo que lhe for cabível e incabível, às vezes chega a ser inconveniente, mas, na maioria das vezes, ela consegue se sair bem. Não gosta de ser contrariada, mas já gosta de uma birra e é retada pra querer armar uma futrica alheia. E pior, pra quem gosta de falar, quando se junta com Camila...senhor, é só besteira!! Porém, pra quem não a conhece, essa aí também é só doçura, né tchuca!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8214255160755651544?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8214255160755651544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8214255160755651544' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8214255160755651544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8214255160755651544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/oh-txuca.html' title='Ô Tchuca!!!'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-6270580554764935782</id><published>2008-11-04T11:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:21:29.943-08:00</updated><title type='text'>Mercado Municipal, box 18</title><content type='html'>Sem saber o que ver, nem onde realmente deveria fixar o meu olhar, o box 18 chamou a atenção; ambiente mais que inusitado no meio de tantas outras peculiaridades. Começa, então, a descrição, do que se nota e se sente.&lt;br /&gt;Poderia ser um lugar como outro qualquer, com coisas à venda para turistas e gringos. Ao invés disso, a confusão da organização ou o desespero do dono do local fica logo em evidência. Tudo muito misturado. Coisas que não tem nada a ver umas com as outras no mesmo cordão. Objetos pendurados em madeiras, outros em caixas, outros ora enfileirados, ora sobrepostos, dão a impressão de que qualquer coisa pode sair de lá. “Cuidado com a cobra”, ele disse. Sem haver cobra, é claro.&lt;br /&gt;O responsável por tudo isso é Seu Bel. Ouço seu nome quando ele responde a uma garota com quem conversava. Senhor de idade e sentado numa cadeira preta, tipo aquelas de escritório, bastante desgastada pelo tempo de uso, fica na entrada da porta, divagando em seus pensamentos. Os pacotes de jornais que coloca na cadeira realmente parecem fazer efeito se o objetivo é torná-la mais confortável. Cochila em alguns momentos, parece estar cansado, e nem nota no primeiro instante a garota que olha para tudo e para ele detalhadamente.&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, o velhinho se levanta, demora alguns poucos minutos e volta com duas cascas de bananas na mão. Arrastando um pouco a perna direita, percebo seus motivos: uma ferida, que pelo visto o acompanha há muitos anos. Levanto o olhar e logo as outras características físicas ficam mais visíveis. Seu cabelo ralo, ele não chega a ser careca, variava entre uma tonalidade mais esbranquiçada na frente e escurecida atrás. Esse mesmo aspecto chega às sobrancelhas, com o preto quase uniforme, sobressaindo a alguns vestígios do branco. Vestia uma camiseta branca de propaganda política, bermuda bege e sandálias pretas. Trazia no braço esquerdo um relógio prata e uma fita amarrada no direito.&lt;br /&gt;Em 40 minutos apareceu apenas um casal de clientes, que ele muito simpático e atencioso atendia. Entrava e saia. Pegava uns potes de barro dentro e saia para pegar umas colheres de pau aqui fora. Utilizava os mesmos jornais que lhe serviam de almofada para enrolar os objetos. Quando terminava de vender, anotava um “não sei quê” nos diversos pedaços de papel, ora espalhados, ora pendurados em cima do balcão, misturados aos barbeadores, isqueiros e canetas. Um calendário com o salmo 23 poderia denunciar um homem religioso, será? Afinal, naquele lugar, tudo pode apontar alguma coisa. No chão, em frente ao box, caixas individuais de coco seco, cebola, alho e feijão. Fogareiros servem de apoio para outros objetos, enquanto candeeiros penduram-se em grades azuis e se juntam a badogues e ratoeiras. Objetos de barro estão por toda parte; panelas, porquinhos, castiçais se expõe aos olhos de todos que passam, quando não ficam escondidos embaixo do balcão esperando a hora de se exibirem. “Óleo de riça” e “Óleo de coco” são anunciados em placas de papelão, enquanto peneiras, esteiras e vassouras de palha assumem suas posições do dia.&lt;br /&gt;O cheiro do lugar é uma mistura de odores que resolvem aparecer de todas as partes. A comida sendo feita ao lado exala um cheiro forte que invade o ambiente. O cravo, a canela, as sementes de coentro, o corante e a pimenta do reino do Box 18 convidam as carnes, cortadas a poucos metros dali, a penetrar em um mix de temperos. E se a mistura de cheiros é constante, as cores não se sentem tão representadas: marrom, bege, amarelo e branco dão o tom. Amanhã é outro dia, outra arrumação, outros cheiros, porque cá pra nós, duvido que o Box 18 esteja do mesmo jeito todas as manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talita Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-6270580554764935782?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/6270580554764935782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=6270580554764935782' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6270580554764935782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/6270580554764935782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/mercado-municipal-box-18.html' title='Mercado Municipal, box 18'/><author><name>Talita Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02443583845293731879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8160801861276157587</id><published>2008-11-03T16:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:24:03.714-08:00</updated><title type='text'>Menina mistério</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lise Lobo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu olhar é acanhado, compenetrado, reflexo do seu jeito, tímido talvez. Quieta, pouco fala e muito escuta. Voz calma e baixa, às vezes me esforço muito para escutá-la. Parece pensar muito, imaginar muito. Mas quando fala, não esconde o que pensa. Sua pele branca, tão branca que chega a competir com flocos de neve, contrasta com seu cabelo vermelho ondulado, na maioria das vezes suspensos com um “rabo de cavalo”. Seu sorriso silencioso chega a assustar, já que pouco se vê, mas irradia simplicidade. Suas sobrancelhas bem feitas protegem seus olhos tão pequeninos que somem em meio ao sorriso. Rosto comprido de feições finas, carinha de menina, nariz alongado, boca pequena mais um pouco carnuda, formando algo parecido com um coração. De corpo magro, cintura fina, busto pequeno, braços e pernas compridos, típica modelo. Com altura mediana, usa, na maioria das vezes, roupas soltas, sandália baixa, bolsas tiracolo e de alça comprida, brincos longos, talvez siga um estilo hippie. Mãos com dedos alongados, dedos de pianista, como muitos dizem. Seu silêncio e recato deixam qualquer um curioso, tentando desvendar seus mistérios. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8160801861276157587?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8160801861276157587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8160801861276157587' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8160801861276157587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8160801861276157587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/menina-mistrio.html' title='Menina mistério'/><author><name>Lise Lobo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049799008420325601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-940411042016096566</id><published>2008-11-03T16:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:28:07.091-08:00</updated><title type='text'>Corpo de menina e jeito de mulher</title><content type='html'>Camila Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense numa mulher pequena, agora diminua um pouco mais, aí, agora sim chegamos lá. O engraçado é que, o que falta no tamanho sobra na ousadia. Cerca de um metro e sessenta centímetros. Corpo magro, braços finos e curtos. Mãos pequenas, mas bem pequenas, dessas de meninos de 10 anos. O resto do corpo não é diferente.&lt;br /&gt;Ela é toda pequena e magra. Pés pequenos, dedos curtos. Teria um corpo de boneca se não fosse o bumbum avantajado, proporcional ao seu tamanho, denotando que aquele corpo já é de uma mulher. O rosto é redondo e grande. Se fizermos um esforço e imaginarmos aquela cabeça em outro corpo, certamente ela não estaria pregada em braços e pernas tão finos. Bochechas e lábios grandes, aparelhos nos dentes, nariz largo, olhos um pouco inchados e negros. Negros, como a sua pele e cabelos. Cabelos esses que são um caso a parte. Parece que eles lhe roubaram toda força, porque o que lhe falta em carnes, sobra em cabelo. Cacheados, volumosos, presos pra trás, verdadeiramente domados. Soltos, eles devem ser uma fera. Esmalte ela não usa, ou então deve ser desses transparentes imperceptíveis. Brincos pequenos, discretos. Parece ser uma mulher pouco vaidosa, mas não desleixada. Suas roupas não demonstram isso. Ela assume um visual alternativo. É básica. Saia jeans curta, blusa azul estampada de flores, bem solta no corpo, sandália de couro marrom.&lt;br /&gt;Voz imponente, feminina e imponente. Olhar atento, reflexivo e até preocupado.&lt;br /&gt;Corpo de menina, roupas de menina, tamanho de menina. E a meninice acaba por aí, porque quando ela fala ou você ouve, ou então ela rasga um desses nomes feios que deixam bem claro que a mulher se faz presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-940411042016096566?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/940411042016096566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=940411042016096566' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/940411042016096566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/940411042016096566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/corpo-de-menina-e-jeito-de-mulher.html' title='Corpo de menina e jeito de mulher'/><author><name>Camila Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415657336552762732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Oc8NZCrpGew/Trxm1O95qEI/AAAAAAAAADE/D1qIsT2f4qY/s220/Eu.uJuPG.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7294719263563030262</id><published>2008-11-03T16:00:00.001-08:00</published><updated>2008-11-10T15:33:34.654-08:00</updated><title type='text'>OXENTIIIII!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caio Barbosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela mulher assanhada, que tem a voz bem fina e que fala rápido demais? Minha mãe diria que ela engoliu um vitrola. Eu considero a forma como ela fala comum às mulheres do interior. Por favor, não pensem que sou preconceituoso, mas acredito que existe um jeito especial de falar das mulheres de cidades pequenas. Elas gritam com seus filhos. Falam tão rápido que às vezes não conseguem completar a última palavra das frases. Essas mulheres demonstram o quão assanhadas são somente com o simples pronunciar de algumas palavras. Essa garota é assim.&lt;br /&gt;Mora com mais duas outras que também se encaixam nesse perfil do assanho exacerbado. Uma delas, talvez por ser conterrânea, parece mais próxima nas atitudes.&lt;br /&gt;Adora uma resenha. Por favor, jamais se atrapalhe ou esboce um deslize de idéias na frente dela que você vai ser castigado por horas, dias ou até meses. Aquela língua é desgraçada de ácida.&lt;br /&gt;Se tem algum “furdunço” no CAHL, pode ter certeza que ela vai dar um parecer. Na ocupação, por exemplo, não teve um momento em que ela não desse um “pitaco”.&lt;br /&gt;Em tudo, ela é vistosa. Mais alta que as demais colegas, os cabelos escuros com um cacheado particular – próximo ao couro cabeludo, os fios parecem bem compactos, mas depois se desprendem em cachos que balançam com o movimento mais tímido possível, lembrando que timidez é quase inexistente naquela tagarela.&lt;br /&gt;O rosto se esconde nesses cachos que não são poucos. As orelhas são grandes, mas não aparecem tanto também por conta dos cabelos. A testa é larga. Em algumas épocas, fica com o rosto bem marcado por espinhas – chega até a se formar uma mancha escura na região das bochechas. As sobrancelhas são compridas e afinam à proporção que fazem o contorno do formato dos olhos. Eles são escuros e mudam de tamanho por conta do grau das lentes dos óculos. Sem o instrumento, ela revela que tem olhos pequenos. Eles chegam a se perder na face quando de um sorriso mais largo.&lt;br /&gt;A moreninha adora usar umas camisas coladinhas no corpo e bem decotadas. Percebo que gosta de mostrar as costas. Uma mini-saia também nunca é dispensada e olha que ela tem as pernas bem compridas. O calçado predileto é Havaianas. Cada dia da semana, está com um par diferente. Tem uma coleção de modelos e cores as mais variadas possível.&lt;br /&gt;Já percebi também que ela se irrita com grande facilidade e, quando está nervosa, é que dana a falar. Joga tudo na cara. Se não gosta de você e tiver oportunidade – geralmente ela procura essas futricas – vai te dizer: “Olha, eu não me bato muito com você não. Você é meio estranho, né?”.&lt;br /&gt;Nos conhecemos logo na primeira semana de aula dela aqui no CAHL. Criamos uma afinidade fora do comum. Toda vez que acontece um fato bizarro na sala, ela olha logo para mim. Se estiver longe, se move o máximo que puder – nem que seja para dar um suspiro mais intenso e dizer: “Você viu que miséria?”.&lt;br /&gt;É também de uma doçura e delicadeza imensuráveis. Já me pegou chorando e o abraço foi tão confortante e sincero... Me viu aprontando pelas ruas da cidade também e aí foi hora da “gasguita” entrar em ação. Ficou tão louca de ver dois homens paquerando que não pôde evitar um grito eufórico de surpresa, aversão à situação e, ao mesmo tempo, felicidade de ver o amigo se dando bem. Esse grito intitula essa descrição.&lt;br /&gt;Eita menina que adora uma crítica!!! E o pior que não tem cara nem coração. A gaiatice se estende até mesmo ou, quem sabe, principalmente, aos professores. Com Leandro é que ela fica meio cabreira. Sabe que o buraco é mais embaixo. As resenhas dele geralmente são no “mute” – no máximo, uma olhada atravessada. Por sinal, acabou de dar uma agora... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7294719263563030262?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7294719263563030262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7294719263563030262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7294719263563030262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7294719263563030262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/oxentiiiii.html' title='OXENTIIIII!!!'/><author><name>Caio Barbosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11706364999505144402</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_daiJijvmGYA/SQrlkxzLS8I/AAAAAAAAAAM/3tD4W09IVjw/S220/eu.pinacoteca.editada.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-7282930265933222282</id><published>2008-11-03T15:58:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:36:53.065-08:00</updated><title type='text'>A menina-mulher</title><content type='html'>O curioso dela é que, mesmo sendo alta e exibindo feições de mulher, carrega em seu sorriso a meiguice de uma menina. Sorriso esse que denuncia uma boca fina e pequena, além de um aparelho fixo com borrachinhas rosas. Seus olhos pequenos e castanhos permanecem constantemente mascarados pelos óculos de grau, com lentes relativamente finas e aquela armação de parafuso, sem contorno, sustentada por um nariz também fino e delicado. Argolas grossas e prateadas penduram-se nas suas orelhas ao lado de brincos pequenos. Cabelos longos, lisos e escuros, mas clareados artificialmente, cortados numa franja que cai pra lado esquerdo de quem a olha completam a aparência facial da menina. Ops! Da mulher. Como já disse ela é alta, pra lá de 1,70m. Não é gorda, mas também não é magra, e possui braços e pernas longos, as mãos e os pés são proporcionais ao seu corpo. Por falar em mãos, a figura possui unhas compridas que estão pintadas com esmalte escuro e exibe no dedo anelar direito uma grossa aliança de ouro que subentende um noivado. Geralmente, quando a vejo, a menina-mulher usa roupas leves e básicas, como blusinhas e jeans ou vestidos. Hoje ela está de vestido. Ele é de alças, cai até a altura dos joelhos e é branco com florzinhas azuis; dá à mulher seu constante aspecto de menina. Sandálias rasteirinhas prateadas e de solado marrom completam seu visual. Ela também deve estar com uma bolsa e um classificador, sempre anda com eles, mas eu ainda não os vi hoje porque ela se sentou atrás de mim. Nunca a vi triste ou zangada, geralmente está sorrindo – sim, com o sorriso de menina – ou está séria, prestando atenção e anotando nas aulas. Não é de falar alto ou conversar com todo mundo todo dia, mas também não é fechada ou anti-social. É educada, a menina. Já comentaram comigo que eu pareço com ela, já me disseram que até nos confundiram! Mas eu não nos acho parecidas, eu não tenho essa meiguice que está estampada no rosto dela. Acho que é por isso que ela aparenta ter menos idade do que realmente tem, essa menina. Ops! Essa mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-7282930265933222282?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/7282930265933222282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=7282930265933222282' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7282930265933222282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/7282930265933222282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/menina-mulher.html' title='A menina-mulher'/><author><name>Mariana Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14530584785055614618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='14' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2zU81WQ7TEE/S8u5BrrfBYI/AAAAAAAAALc/30UyOTEitH4/S220/SDC11230+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3247179272597373201</id><published>2008-11-03T15:11:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T15:12:14.347-08:00</updated><title type='text'>Meia hora de D. Bete</title><content type='html'>Por Sandrine Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ela andava naquele recinto apertado e volta e meia me surpreendia com um sorriso leve e tranqüilidade aparentemente inabalável que aos poucos desfazia a má impressão do primeiro contato. Concentrada, passou a mexer nos papéis; lavava pratos, cozinhava, experimentava o sabor da comida e atendia a homens mal vestidos que pediam cigarros e “pingas” pagas com moedas contadas. Era daquelas que acordavam junto com o sol e se esvairia cansada durante a noite. Os cartazes com mulheres sensuais denunciavam o público alvo do ambiente. Logo na entrada, baldes, vassouras e cadeiras de bar enferrujadas se juntavam com outras quinquilharias. Atrás, um fogão velho e sujo cozinhava, numa panela amassada e sem brilho, o ganha pão. O recinto merecia uma pintura nova, o amarelo da parede já estava mofado e arranhado. Havia uma pia entupida com vasilhas, resto de temperos e panelas velhas que denunciavam ter sido lavada às pressas; abaixo, uma cortina tenta esconder a bagunça.&lt;br /&gt;            Uma touca lhe cobria os longos cabelos crespos engundados numa polpa. Eram negros, mas o branco do tempo já apontava. Um avental sujo pendurado junto à porta estreita que dava acesso ao lugar, parecia desproporcional ao tamanho daquela mulher larga. Usa um vestido leve, folgado e com pouca cor, que contornam delicadamente o seu corpo e ressaltam sua pele negra. Lá estava, atrás do balcão do box, São Jorge do Mercado Municipal da Cachoeira, D. Dete cumprindo a sina de todos os dias pares.&lt;br /&gt;            Em todo o recinto prateleiras com copos, bebidas, cigarros e alguns objetos bagunçados entupiam o lugar. Nas beiradas da janela de vidro, no alto da parede e direção da pia, estavam figos comprados de um presidiário, feitos com “pedra de ariá pé” e, a imagem de São Jorge. O quadro com o dizer: “Se sua estrela não brilha... Não roube a minha”, os três figos espalhados e a corda de alho sugeriam que D. Dete estava preocupada com os olhares.&lt;br /&gt;            Um armário de aço branco era enfeitado com imãs de flores coloridas que remetiam à doçura da mulher e contrastavam com a sensação visual que o local provocava. As portas com marcas de gordura fechavam com a ajuda de um elástico encardido e um fio espiral de telefone. Sobre o armário mais panelas. Uma logo acima do armário, unia o box ao vizinho.&lt;br /&gt;            O cheiro forte de pinga misturado com o do cigarro e à melodia do padre Marcelo Rossi conformavam um ambiente cheio de contrastes. De longe outros cheiros e sons pareciam vir provocar os sentidos. No balcão sujo estavam copos com vestígios de cachaça, um pano-de-prato com girassóis sujos e vasos empoeirados que guardavam pão velho, talheres e condimentos disputavam espaço.&lt;br /&gt;            Por alguns segundos, D. Bete põe a mão no rosto demonstrando estar vencida. Depois se reergue com altivez. Às vezes postava os braços naquele balcão de cimento como se se achasse bela apesar dos aparentes mais de 60 anos. Usava brincos e outros adereços. O cheiro de carne cozinhando, passa a sobrepor os odores do lugar.&lt;br /&gt;            Depois de percorrer por meia hora as minúcias daquele ambiente me deparei com um calendário que me trouxe de volta ao dia 27 de dezembro e fez ver que aquela mulher vivia no mesmo mundo que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3247179272597373201?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3247179272597373201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3247179272597373201' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3247179272597373201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3247179272597373201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/meia-hora-de-d-bete.html' title='Meia hora de D. Bete'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3252480407179669395</id><published>2008-11-03T15:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T15:41:34.572-08:00</updated><title type='text'>Arte de cozinhar</title><content type='html'>Lorena Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio marca 10 horas e 10 minutos. Zilma movimenta-se pelo box com precisão. Em algumas horas será o momento do almoço. Apesar do cartaz que indica ensopado de boi, frango, moqueca de peixe, bife acebolado, oito panelas escondem o que essa mulher pretende servir para os fregueses famintos. As mãos que produzem têm dedos grossos, unhas pintadas de vermelho-sangue, espessura grossa, mas não tão grandes. Mão forte de uma mulher que corta legumes com força, cautela e precisão. As varizes da perna não são obstáculos para a movimentação contínua e a persistência do corpo em sustentar-se de pé por horas, em um box pequeno, debruçada sobre uma pia, onde corta os legumes postos em uma tábua de madeira. Aparência simples, ela usa sandálias havaianas brancas encardidas, uma blusa regata verde, calça capri de cotton vermelha. Zilma tem um sorriso largo, sincero, o que atrai os fregueses ao seu box pela simpatia que passa: dentes brancos, todos no seu devido lugar...Será simpatia ou vontade de vender? Das panelas de alumínio sai um delicioso cheiro de galinha de quintal cozida, remetendo às delícias caseiras de minha vó. E se não fosse pelo ambiente emaranhado de coisas (onde se encontram refrigerantes, bebidas alcoólicas, uma garrafa “foia-podi”, canudos, copos de vidro de cabeça pra baixo, indicando certa preocupação com a higiene do local, um espelho, uma TV desligada coberta por uma espécie de capa preta, um rádio preto meio que escondido ao fundo, que nada toca, um quadro com cavalos, uma calendário com fotos de animais, engradados de refrigerante vazios e um bujão azul escuro, à parte, para caso de urgências), pensaria estar em minha casa. Ao lado do box, uma churrasqueira compõem o cenário, fazendo com que os transeuntes tenham a esperança de um bom churrasco que dali pode sair. Zilma é uma mulher de fé, o salmo 91 pregado sobre um cartaz de refrigerante, São Jorge em seu cavalo branco e Nossa Senhora Aparecida estão presentes em um lugar alto, uma espécie de altar, digno de santos que têm por meta proteger e olhar por aqueles que os veneram. Algumas folhas de arruda em uma vasilha de água compõem o cenário de devoção e superstição. Panelas, muitas panelas (de plástico, de alumínio, em formato de forma e de bacia) empilhadas embaixo da pia de pratos e de uma cômoda marrom com uma gaveta única e larga. Ao lado de Zilma, um balde com um saco plástico, serve de lixeira para depositar as cascas de legumes. No balcão, porta-guardanapo, sal, palitos de dentes, farinha de mandioca branca. Ao lado da geladeira marrom, um congelador branco, com uma capa vermelha que cobre a tampa. Em cima da geladeira, uma carteira guardada dentro de um vaso plástico transparente trás um adesivo estampando um escudo do Esporte Clube Bahia... Será devoção? Sobre um fogão que demonstra certo desgaste, Zilma mexe o feijão em uma panela de pressão de pito vermelho, com delicados movimentos, mostrando a experiência de uma cozinheira de “mão cheia”. Para conferir o sabor do que vai servir, pinga um pouco do caldo em sua mão e leva à boca em um movimento rápido. A mulher de cabelos pretos, encobertos por uma toca higiênica branca, de sobrancelhas finas, pele clara, unhas pintadas de vermelho-sangue e de um sorriso largo e sincero, enfeita-se com brincos e uma corrente dourada com pingente de coração. Cozinha com habilidade perceptível mesmo por aqueles que não conhecem a arte de cozinhar, pois sua precisão no corte, no mexer das panelas e sua concentração no trabalho, passam a certeza que da li sairá comida da boa... Será devoção?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3252480407179669395?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3252480407179669395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3252480407179669395' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3252480407179669395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3252480407179669395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/arte-de-cozinhar.html' title='Arte de cozinhar'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-4118299261423876785</id><published>2008-11-03T14:43:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T16:11:30.153-08:00</updated><title type='text'>Fotografando no tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lise Lobo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Mercado Municipal, a mistura é predominante, os sons surgem de todas as partes, os cheiros exalam e mudam o tempo inteiro. De um lado, o cheiro sinaliza a chegada do almoço, do outro, onde ficam as carnes, o cheiro é forte e desagradável. Só os cachorros, próximos dos balcões com cara de pidão, parecem se sentir a vontade. No primeiro andar, a variedade de galerias é grande, mas a “Foto Valter” chama minha atenção.&lt;br /&gt;Rostos diferentes estampam o vidro da galeria de seu Valter Evangelista. Fotos desbotadas pelo tempo não escondem os 50 anos de profissão do fotógrafo. Ele traja calça social acinzentada, típicas de senhores de idade, blusa pólo pêssego, alpercata talvez de couro. No seu rosto já se notam as marcas do tempo, 78 anos bem visíveis, rugas acentuadas que escondem o que ele já foi anos atrás. Seus cabelos grisalhos e com certa calvície contrastam com sua pele morena. Os óculos, de armação arcaica, nada discreta, parecem pesar no rosto. Sentado no interior do seu estabelecimento, espera, com expressão cansada, a chegada de algum cliente. A decoração de sua galeria contrasta dois tempos a partir da heterogeneidade de móveis antigos e novos, fotos antigas e novas. Na fachada, o mostruário de fotos amareladas faz qualquer um viajar no tempo. Fotos de primeira comunhão, 3 por 4, perfil e vários retratos de casamento, que nos transportam para a moda talvez dos anos 80, com vestidos de manga bufante. No interior três retratos emoldurados presos na parede de cor amarela parecem bem atuais, assim como os dois porta-retratos da mesa. Um espelho preso na parede me reporta para a historinha infantil de Branca de Neve. “Espelho, espelho meu”, é muito parecido, só a cor que muda, pois é amarela, cor que predomina por toda galeria. A mesa de centro amarela, que fica abaixo do espelho, carrega algumas revistas e um jarro vazio que parece deslocado do cenário, quebrando todo tom amarelado bege com seu colorido vibrante. A mesa maior central, que parece nova e de cor amarela, além dos porta-retratos, possui porta caneta e alguns papéis como também alguns utensílios de decoração. O espaço é pequeno, mas a pouca quantidade de móveis deixa o local mais amplo. Uma cortina bege separa o recinto. Atrás dela, certamente deve estar o seu estúdio, local de seus registros fotográficos. A curiosidade invade minha mente. Mesmo que exista uma barreira, tento imaginar o seu interior. Chega o horário de fechar, seu Valter pega uma bolsa preta, talvez carregue sua câmera, arruma alguns papéis na mesa e sai da galeria, fecha a porta de correr de metal e vai embora. Deve retornar pela tarde, para mais uma espera constante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-4118299261423876785?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/4118299261423876785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=4118299261423876785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4118299261423876785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/4118299261423876785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/11/fotografando-no-tempo.html' title='Fotografando no tempo'/><author><name>Lise Lobo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06049799008420325601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-139822020380079564</id><published>2008-10-31T08:29:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T14:36:21.998-08:00</updated><title type='text'>O mercado do bagaço da laranja</title><content type='html'>Hamurabi Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O samba começa a tocar, o som contagia. Espalhados pelo chão, grandes sacos de farinha branca como a neve. Do outro lado, os balcões de carne, vermelho, sangue, couro, carnes expostas, penduradas por um arame. O samba não pára e o barulho das conversas se misturam ao som dos passos, vozes embargadas, vozes firmes, passos lentos, ritmados levados pela música. Pretos, brancos, idosos, jovens, passeiam quase que ofegantes em mais um dia no mercado. Já são dez horas e o calor matinal entra pelo meio do lugar, como se abrisse uma brecha, mostrando que é hora de trabalhar, de circular pelo local. As pessoas páram, descansam, outras escrevem, eu escrevo também e, de repente, vem o cheiro das carnes, um aroma abafado, seco. Também sinto o cheiro da farinha, um cheiro rural de raízes, são muitas dispostas pelo chão, à mostra da freguesia, que observa, prova, recua e sai. Balbuciam o samba, despertam a preguiça, e a música continua tocando sem parar e se combinam com as tonalidades das pessoas, dos objetos, das comidas. É o negro do vendedor, com o branco da farinha, o amarelo do lugar com o chão acinzentado em que as pessoas andam, param, recuam e saem novamente. O som continua, me atrapalha. Tento adivinhar de onde vem. Descubro. Vem do andar de cima. Lá não tem o cheiro de carne, de farinha, não tem o velho barbudo preocupado, fazendo as suas contas, têm mesas plasticas, coloridas, leves, quadradas, cadeiras, restaurantes, e o samba continua, agora mais de perto e vem de uma loja pequena e apertada por dentro, deve trabalhar só uma pessoa que vende CDs e DVDs de rock, em sua maioria. Black Sabbath, Aerosmith dividem o mesmo espaço com o samba que toca insistentemente, é diversidade de cores, de sons. De cima dá para observar pessoas que caminham em seu rumo, correm para lá e para cá, no chão acinzentado, sujo de sangue, mais parece um abatedouro, se já não é. Saio com frase que ficou em minha cabeça desde a metade desse texto: “sobrou pra mim o bagaço da laranja”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-139822020380079564?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/139822020380079564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=139822020380079564' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/139822020380079564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/139822020380079564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/o-mercado-do-bagao-da-laranja.html' title='O mercado do bagaço da laranja'/><author><name>Hamurabi Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14545915827098327523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-oWdn-RWqCXA/TZkQig6U_CI/AAAAAAAAAB4/AhGosq81tF8/s220/DSC_8787%2B-%2BC%25C3%25B3pia.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1365787595077086551</id><published>2008-10-31T04:39:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T14:59:50.533-08:00</updated><title type='text'>Místico Glória</title><content type='html'>Uma fachada rústica, o bege de uma parede já descolorida e suja, e papéis colados nas portas entreabertas encobrem dois grandes arcos divididos por uma pilastra com mais papéis colados. Alguns já amarelos de tão velhos e outros ainda com a brancura de uma informação atual. A tinta muito descascada das portas de madeira indica que o lugar é uma construção antiga. Antes de terminar a esquina, o salão Glória, místico e diferenciado.&lt;br /&gt;Um pequeno letreiro branco, pendurado no alto da parede com letras já desgatadas, junto com três gaiolas de passarinhos amarelos e assustados, devido a agitação da rua, compõem a entrada do lugar. Três poltronas vermelhas ficam em frente a vários espelhos de todos tamanhos e cores, vinho, branco ou preto, dispostos na parede em fileira. Os materiais, tesouras, navalhas, pentes, ficam sobrepostas a pequenos altares no meio de tantos outros objetos. São troféus, pequenos retratos, ventiladores, medalhas, perfumes.&lt;br /&gt;O cliente, ao sentar-se em uma das poltronas, poderá vislumbrar muitos e muitos quadros de fotos de times campeões: Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo. Em torno de tudo, muita poeira. Uma planta Brasil fica escorada em uma geladeira bem no meio do salão, sem muita ordem, um universo de coisas se perde dentro da barbearia. Dois sofás empoeirados e uma mesa com copos, garrafas de água, pratos, uma marmita e, ao lado, um frigobar branco enferrujado, dão idéia de ali ser a moradia de seu Antônio, o proprietário. Um senhor negro, de rosto redondo, olhos pequenos e mais pretos que seus cabelos grisalhos e enroladinhos, feito pequenos parafusos. Não muito alto, com o corpo magro, os braços e pescoço finos envoltos por algumas pulseiras e corrente prateadas, a voz fina e a calma de um vascaíno de 56 anos.&lt;br /&gt;Muitas imagens, um quadro de Preto Velho de um lado, quadro de Jesus Cristo do outro. Duas velas acesas no alto do canto de uma parede ao fundo do salão, na frente de um quadro de São Francisco, revela a fé de Seu Antônio. O forro branco, baixo e velho, só favorece o calor, por isso dois ventiladores ligados, também muito empoeirados. Dois televisores e um rádio ligado, e o cliente fica sem saber o que ouvir enquanto corta o cabelo ou faz a barba. No chão, fios de cabelo e um tapete verde de veludo no canto da porta. Outros passarinhos presos no alto. Algumas miniaturas de tartaruga, ratos, que mexem a cabeça com qualquer movimento na estante de artesanato repleta de revistas e discos.&lt;br /&gt;Mas a principal ornamentação, e o que mais chama atenção, são as fotos dos inúmeros jogadores, uns sentados, outros em pé, sorridentes ou não, que encobrem as paredes e rodeiam os olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1365787595077086551?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1365787595077086551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1365787595077086551' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1365787595077086551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1365787595077086551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/mstico-glria.html' title='Místico Glória'/><author><name>Aline Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11025102488842064139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-206097269015349508</id><published>2008-10-31T03:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-31T04:05:04.282-07:00</updated><title type='text'>Muito mais um depósito do que um salão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caio Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cheiro é aquele próprio de barbearia – uma mistura das fragrâncias de espuma de barbear, de gel pós-barba, de cabelo cortado. É... O cabelo cortado parece ter cheiro também.&lt;br /&gt;Tudo é muito escuro, também pudera, a maioria dos objetos é nas cores marrom, cinza e vinho. Aquilo que teria cores mais vivas, como a parede, que um dia foi azulada, está empretecido por conta de uma poeira que denuncia que a última faxina foi feita há décadas.&lt;br /&gt;O ambiente é repleto de plantas, todas cobertas por uma crosta de poeira. Nem se sabe como ainda sobrevivem. Nada parece muito higiênico, a não ser a navalha e as lâminas, que, antes de serem usadas, são desinfetadas com álcool. Mesmo assim, quem é muito fresco, não deve se sentir à vontade para se barbear ou cortar os cabelos naquele lugar. Pensa logo que pode pegar uma micose ou passar por algum outro problema. A instalação elétrica não foi feita com um mínimo de cuidado. Os fios aparecem remendados e emaranhados no teto de forro branco, amarelado, com rachaduras e várias teias de aranha por conta do tempo. Mas os profissionais parecem trabalhar muito bem.&lt;br /&gt;Por mais que se tente, não se consegue ter uma conexão no olhar. O número de objetos é imenso, alguns cuidadosamente dispostos, mas grande parte deles amontoados. O engraçado é que toda aquela bagunça ainda consegue transmitir a idéia de organização. Provavelmente, o dono daquele lugar sabe tudo o que tem ali dentro e sente falta do que é retirado de lá. A idéia que se tem é de que o Salão Glória e Armarinho é também um depósito de algum colecionador, de um alguém muito apegado a tudo e qualquer coisa – gaiolas, ventiladores, latas, vasilhas, troféus, pôsteres do Vasco, do Flamengo e do Palmeiras, revistas, jornais e livros com folhas amareladas e envelhecidas, tanta coisa. E nem tudo é velho não. Uma televisão de catorze polegadas, por exemplo, tem um modelo que saiu no mercado há dois anos no máximo.&lt;br /&gt;Uma geladeira marrom e enferrujada e um frigobar branco, mas também com pontos de ferrugem, devem guardar o almoço e lanches dos que trabalham ali. Em cima do frigobar, estão uma assadeira de alumínio, com as bordas tortuosas e pretas por já ter pegado gordura no cozer, e um motor de um liquidificador Walita que aparenta ter mais de vinte anos.&lt;br /&gt;Ao fundo, uma porta esconde um vão com mais um mundo de objetos. Para o dono do salão, aquele ambiente é o depósito do estabelecimento. Para um visitante, que nem chegue a tomar conta daquele quarto, toda a barbearia é um espaço onde se guardam pertences. Segundo ele, aquela sala é oferecida aos amigos – um vendedor de acarajé que guarda utensílios lá, por exemplo.&lt;br /&gt;Ao lado da porta do depósito, está uma mesa grande. Parece ser o local usado para as refeições, pois nela estão garrafas plásticas de água mineral que guardam óleo e azeite, três latas de leite Itambé, reaproveitadas, talvez para guardar alimentos, uma marmita, daquelas de três vasilhas que se encaixam e podem ser carregadas juntas, uma garrafa térmica de 20 litros, daquelas com torneira, que está quebrada.&lt;br /&gt;Devem ser poucos os que procuram o Salão Glória exclusivamente para os serviços de barbearia. Aquele rico depósito reacende lembranças. Para quem gosta de voltar ao passado, levar alguns instantes naquele ambiente pode ser confortante. O relógio que está pendurado na parede, por exemplo, é um que me faz lembrar a minha infância. Lá em casa tinha um daqueles. Ele parece mais um quadro. Tem uma pintura de um lago e uma casa de campo. Os números em algarismos romanos e os ponteiros de plástico ficam escondidos sob aquela imagem. Por ali, eles parecem andar mais devagar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-206097269015349508?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/206097269015349508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=206097269015349508' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/206097269015349508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/206097269015349508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/muito-mais-um-depsito-do-que-um-salo.html' title='Muito mais um depósito do que um salão'/><author><name>Caio Barbosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11706364999505144402</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_daiJijvmGYA/SQrlkxzLS8I/AAAAAAAAAAM/3tD4W09IVjw/S220/eu.pinacoteca.editada.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-3757722750237363696</id><published>2008-10-30T12:53:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:20:39.229-08:00</updated><title type='text'>Aqui se vê e se sente de tudo</title><content type='html'>Danielle Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porta a dentro do Mercado Municipal, o mau cheiro paira no ar. São fileiras de box, embrulhos imensos cobertos com lonas e numerosos caixotes espalhados pelo local. A cabeça, a queijada e o chifre do boi, fazem parte de um cenário extremamente desconcertante, principalmente quando escuto Roberto, dono de um dos açougues, dizer que o chifre do boi é comprado de R$ 5,00 a R$ 10,00 para fazer feitiçarias, “magia negra” completa uma aluna.&lt;br /&gt;Em dois corredores, se vê e encontra de tudo um pouco. Inclusive os rostos das personalidades presentes. Pessoas de todas as idades, crianças, jovens, adultos e idosos. Farinha de tudo quanto é tipo. Feijão de tudo quanto é nome: carioca, fradinho, mulatinho, preto, branco. Sem contar no boi, a visão do inferno. Retalhado em várias partes, ele tem suas carnes expostas em balcões não muito limpos, enfiados e pendurados em ganchos bem afiados. Vixe! Chega deu agonia ficar ali. Coisa foi vê os açougueiros na maior prosaria sem maiores preocupações.&lt;br /&gt;Em um outro ângulo do ambiente, próximo a um pequeno jardim, estava dona Dalva encostada em um grande embrulho preto, amarrado de corda, ela passa o dia sentada num banco, lendo um pequeno livro, à espera de fregueses. Aparentando uns 55 anos, dona Dalva é negra, baixinha e robusta. Tem os cabelos curto e preto e encontrava-se com trajes simples, um conjunto de short e blusa amarela, coberto de flores vermelhas, tornado a sua aparência extravagante, junto aos seus brincos dourados e os óculos pretos. Todas as suas mercadorias ficam em cima de caixotes e bancadas de ferros. Aos poucos, as pessoas se aproximam dos seus sacos de farinha e de feijão e ela com uma concha na mão dá toda a atenção.&lt;br /&gt;Entre passos e mais passos, num lugar não muito claro, num clima não muito agradável, com a sensação não muito feliz de estar ali, com uma imagem não muito bonita e num ambiente que em parte só enxergo sujeira, surge ela, a esperança de uma imagem diferente. Degraus acima, chego no primeiro andar. A impressão é outra. O ambiente é outro, e o local se torna mais agradável. Lembrou-me uma galeria. De um lado lojas de roupas, CDs, celulares, recarga de cartucho. Do outro, cadeiras e mesas distribuídas em frentes aos barzinhos e restaurantes que servem iguarias do tipo ensopado de boi e galinha. E pra completar, em um giro de 360 graus vejo uma moça cozinhando, um homem fazendo a barba, um rapaz almoçando às 10 horas da manhã, uns homens batendo papo, outros bebendo cerveja e o mais incrível de se ver, seu Valter Evangelista, 78 anos, trabalhando numa loja de fotografia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-3757722750237363696?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/3757722750237363696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=3757722750237363696' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3757722750237363696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/3757722750237363696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/aqui-se-v-e-se-sente-de-tudo.html' title='Aqui se vê e se sente de tudo'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-43490974672817517</id><published>2008-10-30T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:26:10.583-08:00</updated><title type='text'>Diga aí freguesia!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queila Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao mercado municipal, vejo uma variedade de mercadorias à venda, mas o que mais chama a atenção é o cheiro das carnes que impregna todo o ambiente. Logo em seguida, me deparo com carcaças de boi que me fazem remeter ao passado, um boi que foi morto de forma brusca, por vários homens, com marretadas na cabeça. A cena ficou mais curiosa quando um dos vendedores se aproximou, com seu andar malandro de ser, para falar dos pedaços de boi espalhados na banca. Era um homem de pele escura, que aparentava ter seus 27 anos, a barba sem fazer, o cabelo crespo, cortado bem baixinho, com os dentes cariados, blusa de manga azul combinando com a bermuda de cordão também azul e uma havaiana para fechar o estilo azulão.&lt;br /&gt;Essas carcaças que estavam à mostra, todas sujas de sangue e cobertas de moscas, também eram vendidas: o chifre de boi saía de 5 a 10 reais e as pessoas compravam pra fazer feitiçaria, a queixada servia para fazer pentes, que as fábricas de Feira de Santana e Salvador compravam. Apesar do chão molhado, o que aparentava ter sido lavado há pouco tempo, não mudava o cheiro e o aspecto sujo do ambiente. A iluminação era pouca, a única luz do local vinha de fora do mercado.&lt;br /&gt;Carnes dividindo espaço com moscas, em um ambiente cercado de tralhas, caixotes de frutas, lonas pretas cobrindo as mercadorias e homens de todo tipo, alguns magrinhos outros robustos, sempre vestidos com bermudas e blusas de manga sujas de sangue dos animais. Esses homens mal se preocupavam com os cheiros, comiam e bebiam com tanta naturalidade nesse ambiente tão familiar para eles, não se importando com o aspecto físico, a falta de limpeza e o sangue por toda parte. Como o espaço era predominantemente masculino, a resenha corria solta. Brincadeiras entre eles mostravam uma convivência de longa data.&lt;br /&gt;Carnes penduradas como uma vitrine à disposição da freguesia. Os clientes analisam muito bem a mercadoria. Ao surgir dúvida sobre qual carne comprar, o vendedor se torna um consultor para satisfazer o cliente. As bancas que ficavam enfileiradas eram feitas de cimento, coberto com azulejo antigo branco, na verdade não tão branco mais, e ferros enferrujados onde ficam os ganchos das carnes. Depois disso tudo, restava saber quem tinha estômago pra comer carne na parte superior do mercado.&lt;br /&gt;Só uma escada separava o primeiro andar do segundo. Ao subir, a primeira coisa a ser vista é uma placa: Seja educado, não entre sem camisa. Apesar de ser um espaço também do mercado, o aspecto de cima era um pouco mais agradável. Havia vários compartimentos que serviam como lojas de CDs e DVDs, de celulares, barbearia e como bares e restaurantes. Havia mesas e cadeiras de bar por toda parte, o local estava vazio devido à hora, mas, apesar de ser 10 horas da manhã, já existiam pessoas no ambiente, uns almoçando, outros bebendo cerveja.&lt;br /&gt;O que também chamou a atenção foi o fotógrafo Valter Evangelista, de 78 anos, um senhor pacato, de cabelos grisalhos, com óculos antigos, com mais de 56 anos de profissão, sentado em sua mesinha muito concentrado lendo seu livro. As fotos antigas espalhadas na parede, o espelho com a moldura de cor banca meio amarelado e a cortina de estampa florida, que separava o pequeno estúdio de fotos 3X4 da recepção, mostrava um local pequeno e aconchegante que resistia com muito esforço a modernidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-43490974672817517?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/43490974672817517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=43490974672817517' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/43490974672817517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/43490974672817517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/diga-freguesia.html' title='Diga aí freguesia!'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8827132018664243149</id><published>2008-10-29T12:26:00.001-07:00</published><updated>2008-11-03T15:29:31.529-08:00</updated><title type='text'>Antiguidades e paixão ocupando um pequeno espaço</title><content type='html'>Toniel Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três gaiolas com canários alemães dão as boas vindas aos clientes e visitantes que entram no salão Glória. O pequeno espaço do local não é proporcional à infinidade de materiais de trabalho, aparelhos eletrônicos, como TVs e rádios e utensílios decorativos, como quadros e relógio de parede.&lt;br /&gt;Logo na entrada, é possível visualizar o título de cidadão cachoeirano concedido em 26 de junho de 1984 ao atual proprietário do salão, Antonio Soares Bezerra, nascido em Conceição da Feira.&lt;br /&gt;O trabalho no local é feito em três cadeiras de modelo antigo, aparentemente da década de 60 e, surpreendentemente, por nove espelhos emoldurados que ocupam todo o lado esquerdo da barbearia.&lt;br /&gt;Amante do futebol, seu Antonio exibe 23 pôsteres dos mais diversos times do Brasil e de seleções do mundo. Na acanhada barbearia, convivem pacificamente lembranças de conquistas de Vasco, Flamengo e Botafogo, de um lado, e Bahia e Vitória do outro. O sacrifício do vascaíno vale para conquistar clientes de todas as agremiações e para agradar o seu auxiliar, flamenguista de coração. Não há unanimidade nem quando se trata das seleções. Mesmo priorizando as conquistas do Brasil, ainda sobra espaço para um encarte de jornal com a foto dos atletas da Itália tetracampeã mundial de 2006.&lt;br /&gt;No canto superior esquerdo da barbearia, estão expostos troféus do time de futsal de Antonio. Logo abaixo se encontram cinco pequenos quadros decorativos com vasilhas pintadas.&lt;br /&gt;Dentre tantos utensílios, o que o negro de 56 anos, meia altura, cabelos grisalhos, vestido com uma camisa branca e short verde exibe com mais orgulho é uma reportagem feita há um ano pelo jornal A Tarde, na qual o mesmo reclama não poder fazer reformas no seu salão porque o prédio pertence ao IPHAN, e todo o processo é muito trabalhoso.&lt;br /&gt;Toda a movimentação é monitorada por um outro canário alemão que fica no teto do centro do estabelecimento.&lt;br /&gt;O falante dono do salão, que também é torcedor do Bahia, há 34 anos é o responsável do estabelecimento comercial que, além de ser patrimônio da humanidade, guarda em seu reduzido espaço um acervo de lembranças particulares do forasteiro que se estabeleceu em Cachoeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8827132018664243149?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8827132018664243149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8827132018664243149' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8827132018664243149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8827132018664243149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/antiguidades-e-paixo-ocupando-um.html' title='Antiguidades e paixão ocupando um pequeno espaço'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-1765651506176418263</id><published>2008-10-29T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:38:40.641-08:00</updated><title type='text'>Ali tem de tudo um pouco</title><content type='html'>Camila Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carne salgada de todos os tipos, penduradas no alto e empilhadas em cima do balcão. Pilhas de diferentes alturas e tons em vermelho denotam a variedade. Charques, tocinho de porco, peixe mapará, tudo em cima do balcão forrado com um plástico. Moscas. Ao lado do balcão, um pequeno portão de ferro azul, tomado pela ferrugem, indica que o espaço é mínimo.&lt;br /&gt;O ambiente interior é escuro. A única entrada de luz no alto da parede é fechada com um vidro e forrada de papelão. Toda a iluminação vem de fora. A cor das paredes não pode ser identificada. As prateleiras pregadas nelas estão repletas de alimentos a serem vendidos. O teto é branco e forrado. Há de tudo um pouco. Quilos de arroz, feijão, farinha, pacotes de bolacha desses que se encontram em velórios, até produtos de limpeza mais no alto. Tudo pouco organizado, mal distribuído nas prateleiras. Sabão em pó, em barra, em líquido, desinfetante, a variedade é realmente grande.&lt;br /&gt;Quem olha de fora não consegue imaginar que em um ambiente tão pequeno caiba tanta coisa. Porque é pequeno, é um quadrado e é abafado. Dentro, um pequeno ventilador velho tenta amenizar o calor vigente e consegue, mas só no instante que lhe alcança, porque assim que ele toma outra direção a sensação de abafamento volta. Apesar do calor, Seu Elpídio e Dona Floripes não saem dali, muito próximo um do outro disputando espaço com caixas de papelão fechadas e carnes ensacadas que ficam no chão.&lt;br /&gt;Eles só se levantam se algum cliente se aproximar. Ele, um senhor de 78 anos, que nem de longe aparenta a idade que tem, vestido jovialmente, de regata branca e bermuda de tecido na altura do joelho, com um celular preso na cintura e uma sandália de couro preto. É magro, cabelos grisalhos, estatura média, pele lisa, moreno, quase marrom. Tem bigode, usa uns óculos de lentes grandes e quadradas que quase encobrem suas sobrancelhas ralas. Sua voz é rouca, e fala pausadamente. Apesar da magreza, tem braços fortes. Na mão esquerda lhe falta a metade do dedo anelar. Ele permanece sentado num banco de madeira, velho e sujo, que está com todas as pernas tortas pendendo para o lado esquerdo, onde está sentada Dona Floripes.&lt;br /&gt;Um pequeno rádio de pilha, desses que os fanáticos por futebol não desgrudam do ouvido, tenta com dificuldade manter o som ambiente. Concorrendo com todas as vozes que vem da rua, de dentro do mercado e de Seu Elpídio e Dona Floripes, que não param de conversar. Ela uma senhora negra de 68 anos, cabelos pretos, curtos, lisos e finos, bem finos que chegam a deixar seu couro cabeludo a mostra, denotando uma certa calvície no alto da cabeça. Lábios finos, orelhas cumpridas e maxilar grande. Quando não está falando, fica como se mastigasse algo, apesar de não ter nada na boca. Sua voz é fina e estridente. Veste uma blusa amarela que não dá ao certo pra dizer se de fato é uma blusa ou a parte de cima de uma camisola. Tem renda na parte superior, um babado na ponta, uma estampa no decote em V. Tem de tudo na blusa, até uma mancha circular de café centralizada próximo ao decote. Ela veste também uma bermuda vermelha, estampada com flores brancas, que termina na altura do joelho. Calça uma sandália havaianas preta. Tem um corpo robusto, pernas e braços fortes e uma barriga grande. Sentada em cima de uma pilha de jornais velhos colocados em uma cadeira de plástico amarelada de tão velha, Dona Floripes parece ser mais alta do que realmente é. O clima é quente, o chão é sujo e o cheiro da carne salgada lembra feijão começando a cozinhar. O cheiro está em tudo, nas cordas de sisal penduradas, nas cestas de palha presas na parede de fora, no plástico em cima do balcão e em Seu Elpídio e Dona Floripes que não saem dali de dentro.&lt;br /&gt;A luz que invade o ambiente já se mostra cansada, e incapaz de contemplar todos os produtos que desejam se mostrar. No alto pouco se vê, e a poeira que encobre as caixas de sabão em pó mostram que há tempos naquele escuro elas se encontram. Assim como o casal de senhores sentados, antigos, empoeirados e escondidos da luz, talvez até cansados de anos de contemplação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-1765651506176418263?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/1765651506176418263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=1765651506176418263' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1765651506176418263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/1765651506176418263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/ali-tem-de-tudo-um-pouco.html' title='Ali tem de tudo um pouco'/><author><name>Danielle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02999651235741342175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2186690944815436901</id><published>2008-10-29T10:15:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:42:12.563-08:00</updated><title type='text'>Uma alegórica atmosfera</title><content type='html'>Carine Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum lugar de Cachoeira, tem um cantinho exótico. É um ambiente rústico, de aparência envelhecida. Não faltam os muitos cacarecos e bugigangas. São tantos objetos aglomeradas que a visão do todo se torna confusa, aliás, o próprio lugar é confuso e tão difícil de descrever.&lt;br /&gt;O dono, em plena dez horas do dia, almoça tranqüilo. Tem em mãos uma marmita de tons marrom surrado e branco encardido. Ao lado do seu almoço, encontram-se umas balas recheadas de chocolate. Mais à frente, um copo de alumínio, o qual seu Antônio leva à boca depois que encerra a sua refeição.&lt;br /&gt;Não entendo o porquê de uma decoração tão exagerada, é um enumerado de quinquilharias: plantas pequenas, geladeiras, livros, troféus conquistados em campeonato de futebol de salão, cartazes de times do Vasco, Flamengo Bahia, Vitória e São Paulo e cartazes de propagandas relativas à vestibular.&lt;br /&gt;Seu Antônio é a caricatura que faz jus ao ambiente. Aos 56 anos, tem cabelos crespos, grisalhos e ralos, pele amorenada, mede aproximadamente 1,60 de altura, usa um tênis, camiseta branca e azul, com uma calça marrom (pelo visto é a cor oficial do local), anéis e pulseiras da cor prata fazendo conjunto com o relógio.&lt;br /&gt;Essa barbearia tem uma identidade muito peculiar, fato comprovado quando olho os vários espelhos dispostos lado a lado, as antigas cadeiras vermelhas, as pequenas gavetinhas na frente das cadeiras, as latas de leite e outras vasilhas que armazenavam outros produtos.&lt;br /&gt;Salão Glória, um espaço que agrega o arcaico, que transforma o velho em novo diante dos olhares curiosos dos estudantes. De alguma forma, ao entrar neste espaço senti que aquela barbearia era um elo com a cidade histórica da qual ela faz parte. Seu Antônio é o personagem que se mostra feliz e cheio de vigor (claro, não deixei de observar a revista Playboy escondidinha embaixo da banca). As fotos nos quadros demonstram seu lado família, o velho sofá estampado encontra-se sem clientes.&lt;br /&gt;Tenho que ir. Antes, aparece mais uma caricatura na minha frente. É um homem aparentando estar na casa dos 50, “olhos de gato” e algo na mão, faz propaganda de si próprio. Lê um poema para mim com muito entusiasmo.&lt;br /&gt;A imagem que fica é confusa, confusa e alegre como aquela barbearia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2186690944815436901?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2186690944815436901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2186690944815436901' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2186690944815436901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2186690944815436901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/uma-alegrica-atmosfera.html' title='Uma alegórica atmosfera'/><author><name>Carine Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07436417409241816817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-848493759949364234</id><published>2008-10-29T09:39:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:54:01.894-08:00</updated><title type='text'>O exótico Salão Glória e armarinho</title><content type='html'>O ano corrente é 2008, mas o Salão Glória e Armarinho parece sobreviver no passado. Aquele simples lugar não afetado pelo tempo guarda em si histórias não só de barbeiros e clientes, mas de objetos, enfeites, imagens, fotografias... Seu teto é formado por madeiras pintadas de branco muito desgastadas, exibindo diversos buracos e uma gaiola com um passarinho bonito. O chão do lugar é coberto com um piso marrom e amarelo que encontra-se velho à ponto de fazer pensar que muitas pessoas já passaram por ele. Essas cores contrastam violentamente com os azulejos azuis-piscina e branco-sujos que recobrem o que resta das paredes cobertas quase que totalmente com pôsteres, recortes de jornal, flâmulas e emblemas de times de futebol brasileiros, como Palmeiras, Vasco, São Paulo, Bahia, Vitória, Flamengo e Atlético Mineiro; mais as figuras de todas as equipes brasileiras que foram campeãs mundiais. Dividindo este mesmo espaço, existem cartazes de propagandas, dois relógios de parede, prateleiras com troféus, além de imagens de santos e de Jesus, e, curiosamente, um quadro do Preto Velho fica pregado no canto superior, a esquerda de quem entra, explicitando a união de religiões diferentes num mesmo local. Ainda falando de religião, ao fundo do estabelecimento existe uma prateleira com uma imagem de São Cosme e São Damião e duas velas, uma na frente de cada um. O ambiente tem duas portas de madeira na entrada, mas só uma permite a passagem, porque a outra fica bloqueada com uma mesa de jogo do bicho; lá dentro ainda tem uma outra porta de madeira amarela no fundo, que dá para um depósito minúsculo e que contém uma grande quantidade de objetos diferentes. À direita desta porta existe uma mesa que também comporta uma abundância de itens absurda, que vai de um pote de marmita a uma lata de tinta com um tênis em cima, passando por uma televisão de 14 polegadas. À esquerda da porta tem um frigobar branco, com os pés corroídos e uma pia pequena e branca, com um sabonete em barra em cima dela.&lt;br /&gt;Quem entra logo se depara com três cadeiras vermelhas antigas e desbotadas. À frente delas existem por volta de doze espelhos – também pregados na parede – com fotos de familiares dos dois barbeiros. Embaixo de quatro espelhos, quatro gavetas em tom bege comportam navalhas, cremes de barbear e outros elementos necessários para quem vai trabalhar. Em cima dos espelhos, lâmpadas grandes e florescentes alojam-se para que o trabalho continue até no período da noite. Atrás da segunda cadeira existe uma geladeira marrom, recostada numa pilastra, que, além da geladeira, também serve de encosto para plantas, grandes e pequenas. Ao lado das cadeiras encontra-se uma mesa azul, com uma televisão preta em cima, com uma prateleirinha recheada de revistas masculinas cobertas com uma toalha. Ainda existem dois sofás desbotados que garantem um mínimo de conforto aos antigos clientes do salão.&lt;br /&gt;O dono desse curioso estabelecimento é o senhor Antônio Bezerra, 56, que o comprou há 34 anos de um outro barbeiro que já faleceu. Ele próprio que cuidou da decoração, no mínimo exótica. Gosta de tudo o que abriga lá dentro, não se incomoda com o aperto. De fato, o espaço consegue ser no mínimo divertido e, com certeza, mexe com a imaginação de quem entra na barbearia.&lt;br /&gt;Antônio Bezerra é um senhor que aparenta ter mais idade do que realmente tem por causa da aparência sofrida. Sua cor é parda e dá impressão de que ele já tomou muito sol. Usava roupas simples: uma camisa de propaganda azul com branco, um short verde de malha fina e sandálias de dedo. Seu cabelo é escuro e fino, falhado na parte de cima da cabeça, e dos lados cresce em conjunto com sua barba por fazer. Suas unhas estavam sujas, mas bem cortadas. Seu Antônio é magro e baixo e, mesmo com a idade, ainda pratica esportes – futsal - e se diz bom jogador até hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-848493759949364234?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/848493759949364234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=848493759949364234' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/848493759949364234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/848493759949364234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/o-extico-salo-glria-e-armarinho.html' title='O exótico Salão Glória e armarinho'/><author><name>Mariana Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14530584785055614618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='14' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2zU81WQ7TEE/S8u5BrrfBYI/AAAAAAAAALc/30UyOTEitH4/S220/SDC11230+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-2665689708343481486</id><published>2008-10-28T15:44:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T16:07:33.755-08:00</updated><title type='text'>Boxe 18</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Por Daniela Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absorto em pensamentos, sentado em uma cadeira preta, com forro rasgado e no assento, uma pilha de jornais, está Humberto dos Santos, mais conhecido como Bel. Parece indiferente a tudo o que está à sua volta. Entre um cochilo e outro, ele, de relance, me observa e volta à sua aparente soneca. Aproximadamente 65 anos, cabelos grisalhos, rosto envelhecido, cheio de rugas, manchas e sardas. Veste camisa branca de propaganda política, bermuda bege, sandália de dedo preta. No braço esquerdo, um relógio, no direito, uma fina pulseira, quase imperceptível. Na perna esquerda algo que aparenta ser um curativo improvisado, feito com fita adesiva transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letras vermelhas indicam: Boxe 18, com grades azul marinho e, no alto, espécies de prateleiras brancas com grandes jarros e vasilhas, ambas de barro, decoram o ambiente. Porquinhos de barro, grandes cordas de cabeças de alho, batedores de tempero, ratoeiras, também em madeira, estão pendurados em toda parte. Garrafas pet e de água mineral, com azeite de dendê, estão próximas de latas de alumínio, com rótulos de solvente, contendo colheres de pau de todos os tamanhos. No chão, do lado de fora, uma lata de alumínio enferrujada e com rótulo de manteiga, junto com um pequeno fogareiro branco, faz apoio a um pedaço de madeira, que forma uma prateleira improvisada, suporte para três sacos de lona, dois com feijão e um para as sementes de coentro. Um pouco à frente e, aí sim, sem suporte algum, caixas de madeira com cebolas e cabeças de alho. Do lado esquerdo, as caixas de madeira, uma pequena caixa de papelão com a lateral rasgada, com vassouras pequenas, de mão, para a limpeza da casa. Em cima e quase as cobrindo, abanadores de fogão a lenha. Ainda do lado de fora, na lateral, encontramos vassouras encostas na parede e sacolas de lona penduradas. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Na porta aberta, também azul, calendários de propaganda pendurados tendo como ilustração salmos bíblicos. Acima disso, coadores de café de pano e estilingues de madeira. Dentro do boxe, armários e prateleiras, em meia parede, guardando temperos ensacados e velas de sete dias. Do lado esquerdo uma pia, com armários acima, prateleiras com garrafas de cachaça e em outra, papel higiênico. À frente, pendurados, vários sacos repletos de cortiças e pendurado a um fio, uma folha de papel branco: Jornal um real. Próxima da pia, uma balança de ferro antiga. No chão, mais pilhas de jornais. De repente, Humberto desperta do cochilo, distração, quase um transe, para atender um homem de bermuda, camisa azul, óculos e cabelos brancos, que observa por algum tempo os seus produtos e compra uma panela de barro e três colheres de pau. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-2665689708343481486?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/2665689708343481486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=2665689708343481486' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2665689708343481486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/2665689708343481486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/boxe-18-por-daniela-oliveira-absorto-em.html' title='Boxe 18'/><author><name>Daniela Oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-653377477231807596</id><published>2008-10-27T16:28:00.000-07:00</published><updated>2008-11-10T15:46:54.180-08:00</updated><title type='text'>E é só uma barbearia</title><content type='html'>Daiane Dória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você pensa encontrar numa barbearia localizada numa pequena cidade do Recôncavo baiano? No Salão Glória e Armarinho, a barbearia de seu Antônio, se encontra de tudo. Três cadeiras de lona vermelha daquelas típicas de barbearia, bem antigas, loção Camélia do Brasil e perfume alfazema, loção para homens da Avon, uma foto do Preto Velho. Palmeiras, Vasco, Corinthians, Bahia, Brasil tetracampeão 94, Flamengo... Seu Antônio deve gostar muito de futebol. Pôsteres de times espalhados por toda a barbearia. Brasil penta em 2002.&lt;br /&gt;Um homem está fazendo a barba. Navalha, mãos, um homem barbeando outro homem, mais um sentado no sofá e seu Antônio. Tesouras, pentes de todos os tamanhos, creme de barbear, mais tesouras, pequenas e grandes, mais creme de barbear agora com pincelzinho. Creme de barbear e barba.&lt;br /&gt;O que faz ali um antigo ferro de passar roupa? Televisões, pia, sabonete e bucha de lavar pratos? O homem sai de barba feita. Ventiladores, um antigo e os outros mais moderninhos, desses que a gente tem em casa. Ao entrar lá a sensação de estar em um mundo paralelo. Mistura do velho e do novo. Uma caneca de alumínio de cabeça para baixo e uma cuia de chimarrão com uma intrigante coroa de abacaxi lá dentro. Ao lado, um telefone sem gancho e uma caixinha de som.&lt;br /&gt;Hum... Não poderia faltar hein seu Antônio, aquelas revistas “de mulher pelada” - escondidas embaixo de uma toalha - para distrair os clientes e o senhor também né? Afinal, ninguém é de ferro. Jornais, outras revistas, essas menos escondidas.&lt;br /&gt;Espelhos, espelhos, tatus – daqueles de madeira que balançam a cabecinha quando a gente mexe -, um ratinho com o pêlo cinza de camurça e uma tartaruga de madeira verniz e algumas bolinhas verdes enfeitam um tabuleiro de xadrez vermelho e branco que serve de mesa. Lembrança de Cachoeira – BA. Mais espelhos. Plantas espalhadas por todo lugar, geladeira marrom bem no meio da barbearia, um motor de liquidificador Walitta, só o motor, uma assadeira de alumínio em cima do frigobar branco meio enferrujado, bola de Natal vermelha, mochilas penduradas, plantas, passarinhos em gaiolas de madeira clara pendurados na porta, queria ouvi-los cantar.É essa é a barbearia do seu Antônio. Cheia de novidades. Coisas normais que se tornam curiosas pelo fato de estarem ali. Mas é essa mistura de formas, objetos e tempos que constroem aquele ambiente tão exótico, o Salão Glória e Armarinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-653377477231807596?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/653377477231807596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=653377477231807596' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/653377477231807596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/653377477231807596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/e-s-uma-barbearia.html' title='E é só uma barbearia'/><author><name>LoH Souza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04905487430533279358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zHfxsXujs4U/SozJTM8DdCI/AAAAAAAAACM/0LvKfwmeKLs/S220/Tony-+Fotos(+livro+amarelo)+054.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2712277813133143365.post-8476477210893012146</id><published>2008-10-26T10:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T10:35:24.400-07:00</updated><title type='text'>Texto professor Lima sobre descrição</title><content type='html'>A importância da descrição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho observado em meus alunos de graduação da Universidade de São Paulo uma característica narrativa que, creio, pode estar também presente em muitas outras instituições de ensino. Seus textos são geralmente bons no que se refere a um dos fundamentos da reportagem, que é a narração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fundamento serve ao propósito de ordenar os fatos, organizando-os no tempo e no espaço, focalizando as ações que constroem os acontecimentos num dado ambiente. Tudo o que acontece envolve um certo número de pessoas, num certo lugar, num determinado momento. Tem uma seqüência temporal, além de apresentar um elemento essencial, para o JL, que é a intensidade dramática própria das ações desencadeadas. Seu eixo é a ação, seu estilo é dinâmico. Algo assim como este trecho da matéria "Os Meninos do Recife", de Roberto Freire, publicada pela famosa revista “Realidade” em agosto de 1967:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meia-noite em Recife. Maurício vem caminhando pela calçada deserta da Avenida Conde de Boa Vista. Cansado e com fome, carrega - dependurada ao pescoço - a caixa com a garrafa de café quente e os copos de papel. Alguns metros atrás, não conseguindo mais acompanhar os passos do amigo, Maria com a bandeja de doces de coco sustentada nos ombros. Quando Maurício pára diante de um edifício e encosta-se ao muro, Maria sente um grande alívio. Apressa o passo e chega a seu lado. Vai lhe falar, mas surpreende-se: Maurício está chorando. Segue seu olhar: diante de uma grade de ferro, sentada no degrau e com a cabeça coberta pelos cabelos e um braço, dorme uma menina de uns doze anos; no degrau de baixo, as duas sandálias coloridas. Maria vê que a menina aperta contra o peito um pequeno pacote feito com um lenço amarrado. Então também sente vontade de chorar. O casal - nenhum dos dois parece ter mais de 26 anos - senta ao lado da menina:&lt;br /&gt;- Vamos dormir aqui - diz Maurício. - Pelo jeito com que ela segura a trouxinha, acho que fez boa féria hoje. Vamos ficar para que não roubem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essencial dominar a narração, naturalmente. Mas um texto de JL deve empregar uma variedade de recursos, para expressar a realidade sob perspectivas variadas, de um lado, para manter a reportagem interessante, para o leitor, de outro. Quando o texto está estruturado em apenas um fundamento, corre o risco de se tornar enfadonho e do leitor perder o interesse. Ao alternar recursos, porém, o autor tem melhor chance de evitar essa tendência natural, típica do comportamento humano. Nossa atenção tende a diminuir, quando somos receptores num processo de comunicação, se a mensagem nos é entregue de um modo só, num ritmo só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é importante dominar outros fundamentos, como os diálogos e a descrição. E é esse último o fundamento que vejo ausente, na maioria das vezes, nos textos de alunos iniciantes na prática dos textos de reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição é como um corte na dinâmica narrativa. Em lugar de focar a ação, interrompe-a momentaneamente para ilustrar características físicas e particulares de pessoas, ambientes e objetos. Serve ao propósito de iluminar os personagens de um acontecimento, o lugar onde se dá, os artefatos ali presentes. Como o nome sugere, é um lançar de luzes que amplia a nossa percepção, emoldurando melhor o acontecimento do qual trata a matéria. Algo como neste trecho do livro clássico de John Reed, "Os Dez Dias Que Abalaram o Mundo", reproduzido por mim em "Páginas Ampliadas: O Livro-Reportagem Como Extensão do Jornalismo e da Literatura", publicado em 2004 pela Editora Manole, de São Paulo. O trecho exemplifica também a passagem da narração para a descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente às oito horas e quarenta minutos, uma tempestade de aplausos anunciou a chegada da presidência, com Lênin, o grande Lênin, à frente.Uma silhueta baixa. Cabeça redonda e calva, mergulhada entre os ombros. Olhos pequenos, nariz rombudo, boca larga e generosa. Mandíbula pesada. Estava completamente barbeado. Mas a sua barba, dantes tão conhecida e que daquele momento em diante iria ser eterna, já começava a despontar novamente. O casaco estava puído; as calças eram compridas demais. Sua aparência física não indicava que ele poderia ser um ídolo das multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que a falta da descrição nos textos das novas gerações deve-se talvez, em parte, à exposição excessiva à televisão. A televisão, por saturar-nos de imagens e cores, não estimula nossa imaginação visual. Tendemos a ficar um pouco acomodados no nosso olhar. Ao mesmo tempo, o excesso de ênfase dos cursos de jornalismo sobre a ação, condicionando os futuros profissionais a encontrar sempre a ação principal de um acontecimento, na prisão perceptiva reducionista aos elementos “o que, quem, quando, como e onde”, principalmente, atrofia o olhar criativo e diferenciado. O profissional em formação parte para a rua em busca rápida desses elementos, não sendo estimulado a descobrir toda a riqueza que envolve a ação. O olhar pouco adestrado à imaginação não procura os elementos que fogem do padrão comum. Não enxerga o mundo com perspectivas diferenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe um alerta a professores, principalmente, para colocarem em pauta exercícios apropriados à descontração do olhar, à abertura de horizontes visuais. Pouco a pouco, uma certa folga na pressão para o foco sobre a ação poderá trazer resultados promissores. Exercícios exclusivamente de descrição - de pessoas, lugares e objetos -, com muita ênfase em cores, formas, tamanhos e traços físicos, devem ser acionados com regularidade. Com o tempo, vai se perceber que os textos tornam-se mais equilibrados, ajustando com habilidade a narração e a descrição, numa primeira etapa, introduzindo nesse quadro outros fundamentos, num segundo, como o diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O JL do futuro sairá ganhando se o processo educacional conseguir preparar novas gerações com essa mentalidade aberta à exploração visual e multi-sensorial múltipla de um acontecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2712277813133143365-8476477210893012146?l=jornalismoimpresso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/feeds/8476477210893012146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2712277813133143365&amp;postID=8476477210893012146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8476477210893012146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2712277813133143365/posts/default/8476477210893012146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismoimpresso2.blogspot.com/2008/10/texto-professor-lima-sobre-descrio.html' title='Texto professor Lima sobre descrição'/><author><name>Leandro Colling</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10654965921482225596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
